terça-feira, 3 de março de 2015

José Rico

Morreu nesta terça-feira, 03/03, aos 68 anos, o cantor sertanejo José Rico, da dupla com Milionário. Ele estava internado desde a última segunda-feira no hospital Unimed, de Americana (SP), cidade onde morava. Segundo o boletim médico, ele teve insuficiência do miocárdio, seguida de parada cardíaca.

O corpo está sendo velado na Câmara Municipal de Americana e será sepultado no Cemitério da Saudade, às 15h30 da quarta-feira, 04/03.

Biografia
Nascido em São José do Belmonte (PE) e criado na cidade de Terra Rica, Paraná, o cantor adotou o nome artístico de José Rico em referência à cidade. Participou de outras duplas até mudar-se para a capital de São Paulo, em 1968. Lá, conheceu Romeu Januário de Matos, o Milionário, no hotel em que estavam hospedados e depois do início em São Paulo, a dupla mudou-se para Londrina (PR).

Entre os sucessos de Milionário e José Rico estão músicas como "Jogo de Amor", "De Longe Também se Ama", "O Tropeiro", "Amor Dividido" e especialmente a canção rancheira "Estrada da Vida", que vendeu mais de dois milhões de cópias e deu origem ao roteiro do filme homônimo, dirigido por Nelson Pereira dos Santos.

Em 2014, José Rico se candidatou a deputado federal em Goiás, pelo PMDB, mas não foi eleito. Ele era casado com Berenice Martins Alves dos Santos, e era pai dos gêmeos, Samy e Sara.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Literatura

"Um tempo que nem passou"

Escrito pelo médico Carlos Adolpho de Carvalho Pereira, o livro mescla retratos históricos de uma Juiz de Fora longínqua com lembranças do autor, além de importantes fatos vivenciados por ele.

Relatos sobre a Rua Halfeld e vias onde o médico viveu nos anos de 1960 misturam-se a capítulos sobre a repressão do período ditatorial e registros da evolução da medicina na cidade. Carlos Adolpho relembra as pressões políticas que sofreu durante a ditadura no exercício do seu trabalho, bem como à frente de instituições médicas. Em contraposição a essas lembranças desagradáveis, o autor apresenta alguns momentos de esplendor, como o dia em que conheceu pessoalmente uma das maiores atrizes do mundo, Elizabeth Taylor, conta a jornalista e editora da publicação, Jacyra Sant’Anna.

Jacyra revela que algumas passagens surpreendem os leitores, revelando conhecimentos sobre as artes plásticas do autor e mesmo seu talento como pintor, que já foi  dono de uma galeria de artes.

Para a escritora Rachel Jardim, que assina o prefácio da obra, narrativas como a de Carlos Adolpho são a melhor maneira de se conhecer a vida de uma cidade em um determinado período. Através de um olhar pessoal, ele consegue inserir no texto fatos da história de Juiz de Fora, com uma escrita livre de didatismo e de preconceitos. É um olhar individual que capta o que acontecia no âmbito público com naturalidade, opina a juiz-forana, que considera o livro, antes de tudo, uma grata surpresa. É admirável que um médico tenha uma ligação tão forte com a cultura e uma vocação para a literatura.

O último capítulo da publicação une o profissional da saúde ao escritor, em um depoimento sobre a participação de Carlos Adolpho na equipe que realizou a exumação de Aleijadinho, em 1998, para verificar se o artista mineiro foi vítima de porfiria, uma doença cutânea.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Itaquerão

por Paulo Cézar da Costa Martins Filho*
O Corinthians inaugurou o Itaquerão, em maio do ano passado, com derrota para o Figueirense, mas de lá para cá está invicto no seu novo estádio.
A torcida já brada: "Caiu em Itaquera, já era!".

Após a derrota por 1 a 0 para o Figueirense na inauguração do estádio, o Corinthians disputou 22 jogos, com 17 vitórias e 05 empates.
Confiram abaixo a lista com todos os 22 jogos do Corinthians no Itaquerão até hoje:
18/05/2014 - Corinthians 0 x 1 Figueirense (Campeonato Brasileiro)
01/06/2014 - Corinthians 1 x 1 Botafogo (Campeonato Brasileiro)
17/07/2014 - Corinthians 2 x 1 Internacional (Campeonato Brasileiro)
23/07/2014 - Corinthians 3 x 0 Bahia (Copa do Brasil)
27/07/2014 - Corinthians 2 x 0 Palmeiras (Campeonato Brasileiro)
16/08/2014 - Corinthians 1 x 1 Bahia (Campeonato Brasileiro)
21/08/2014 - Corinthians 5 x 2 Goiás (Campeonato Brasileiro)
31/08/2014 - Corinthians 1 x 1 Fluminense (Campeonato Brasileiro)
03/09/2014 - Corinthians 3 x 1 Bragantino (Copa do Brasil)
11/09/2014 - Corinthians 1 x 0 Atlético Mineiro (Campeonato Brasileiro)
18/09/2014 - Corinthians 1 x 1 Chapecoense (Campeonato Brasileiro)
21/09/2014 - Corinthians 3 x 2 São Paulo (Campeonato Brasileiro)
01/10/2014 - Corinthians 2 x 0 Atlético Mineiro (Copa do Brasil)
04/10/2014 - Corinthians 3 x 0 Sport Recife (Campeonato Brasileiro)
01/11/2014 - Corinthians 2 x 2 Coritiba (Campeonato Brasileiro)
09/11/2014 - Corinthians 1 x 0 Santos (Campeonato Brasileiro)
23/11/2014 - Corinthians 1 x 0 Grêmio (Campeonato Brasileiro)
06/12/2014 - Corinthians 2 x 1 Criciúma (Campeonato Brasileiro)
24/01/2015 - Corinthians 3 x 0 Corinthian-Casuals (Amistoso)
01/02/2015 - Corinthians 3 x 0 Marília (Campeonato Paulista)
04/02/2015 - Corinthians 4 x 0 Once Caldas (Copa Libertadores)
14/02/2015 - Corinthians 2 x 1 Botafogo de Ribeirão Preto (Campeonato Paulista)
18/02/2015 - Corinthians 2 x 0 São Paulo (Taça Libertadores).
*Paulo Cézar da Costa Martins Filho é Engenheiro
Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger
Fonte: www.jornalheiros.blogspot.com.br

Literatura

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carnaval 2015

Beija-Flor é a campeã do carnaval do Rio pela 13ª vez na história

Enredo mostrou as belezas e a cultura da Guiné Equatorial.
Apoio do país africano, que vive uma ditadura, gerou polêmica.


A escola mostrou o enredo: "Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade". 
A exaltação da cultura e da alma africana já havia dado à escola azul e branca da Baixada Fluminense vários campeonatos, que no total faturou 13 títulos no carnaval carioca (1963, 1977, 1978, 1980, 1983, 1998, 2003, 2004 , 2005, 2007, 2008, 2011 e 2015). 
Beija-Flor, Salgueiro, Grande Rio, Unidos da Tijuca, Portela e Imperatriz Leopoldinense voltam a Marqu~es de Sapucaí para o desfile das campeãs.

A Viradouro foi rebaixada para o Grupo de Acesso - Série A.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Literatura

“As Primas Sapecas do Samba – Alegria, crítica e irreverência na avenida” 

O livro é o terceiro da série “Família do Carnaval” e conta em 36 crônicas sobre três importantes agremiações da folia carioca: Caprichosos de Pilares, São Clemente e União da Ilha do Governador. Os autores são os jornalistas Anderson Baltar, Eugênio Leal e Vicente Dattoli. A organização do projeto é do também jornalista Fábio Fabato.

“As Primas Sapecas” fala sobre as escolas que sem muito dinheiro, mas com muita criatividade criaram desfiles que entraram para a história do carnaval e ganharam o respeito do público e dos amantes do carnaval.

Um fato curioso é que o prefácio do livro é assinado por Luiz Fernando Reis, único carnavalesco que assinou carnavais em todas as três agremiações que deram origem ao livro. Todas as ilustrações do livro são de autoria do professor e artista plástico Leonardo Bora.

A série “Família do Carnaval” iniciou em 2012 com o livro “As três Irmãs: como um trio de penetras arrombou a festa”, que conta a trajetória da Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor de Nilópolis, e Mocidade Independente de Padre Miguel. Em 2014, foi lançado o segundo livro “As Titias da Folia – O brilho maduro de escolas de samba de alta idade”, resgata a história da Vila Isabel, Viradouro Unidos da Tijuca, e Estácio; o livro foi vencedor do Prêmio Edison Carneiro de melhor livro de não-ficção sobre carnaval.

Carnaval 2015

São Paulo-SP
Com o enredo "Simplesmente Elis – A fábula de uma voz na transversal do tempo", em homenagem à cantora Elis Regina, a escola de samba Vai-Vai (fundada em 01º de janeiro de 1930) foi eleita campeã do Carnaval 2015 em São Paulo, chegando a seu 15º título na história.

As escolas Tom Maior e Mancha Verde foram rebaixadas por terminarem nas duas últimas colocações. Acadêmicos do Tatuapé, que começou a apuração com desconto de 1,1 ponto por punição em função de atraso, conseguiu permanecer no Grupo Especial.

O desfile das campeãs, que reúne as cinco primeiras colocadas do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, acontece nesta sexta-feira.


"Simplesmente Elis - A fábula de uma voz na transversal do tempo"
Autores: Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos e Ronaldinho FQD

Reluziu, seu canto ecoou no meu Brasil
Cantora igual jamais se ouviu
Saracura a cantar, bem mais feliz
Simplesmente Elis
Carnaval a Bela Vista está em festa
Qua qua ra qua qua
Vem viajar, a hora é esta
Mergulhando na emoção
Encontrei inspiração
Que linda voz, salve a rainha
Fiz Louvação em aquarela
Na passarela hoje tem arrastão
Upa neguinho na estrada é demais
Vou a romaria como nossos pais
De um falso brilhante eu fiz fantasia
Maria Maria
Águas de março a rolar
Trem azul vai passar, um sonho mais lindo
Na batucada da vida, um samba no Bexiga
Vai amanhecer
A cantar a dor o amor o bêbado e a equilibrista
A voz do povo diz que o show de todo artista
Tem que continuar
Glória fino da bossa com Jair só alegria
Hoje retrato em preto e branco na folia
A grande estrela deste meu país.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Literatura

“As Titias da Folia – O brilho maduro de escolas de samba de alta idade”
Neste livro, as estrelas são quatro vitoriosas agremiações do carnaval do Rio: Estácio de Sá, Unidos da Tijuca, Unidos de Vila Isabel e Unidos de Viradouro. Os autores são o jornalista Fábio Fabato, os historiadores Luiz Antonio Simas e Vinícius Natal, e os pesquisadores Julio Cesar Farias e Marcelo Camões.

As quatro agremiações são mencionadas como titias pois só atingiram o protagonismo na folia carioca depois de já ostentarem algumas ruguinhas e muitos quilômetros rodados por diferentes passarelas. Ao todo, são oito campeonatos na elite.

O prefácio de “As Titias da Folia” é assinado por Fernando Pamplona, considerado o pai do carnaval contemporâneo, líder de uma geração de carnavalescos, que marcou os desfiles a partir dos anos de 1960. Este foi o último texto do artista, que faleceu em setembro de 2013.

O posfácio é do carnavalesco e figurinista Chico Spinosa, campeão pela Estácio de Sá em 1992.
Na capa, as “titias” são representadas por desenhos inspirados em personagens importantes das escolas, como Dercy Gonçalves (enredo da Viradouro em 1991). Todas as ilustrações do livro são de autoria do professor e artista plástico Leonardo Bora.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Carnaval 2015

Juiz de Fora-MG
Resultados
Grupo A
01º - Unidos do Ladeira -
Enredo: “O Ladeira abre os portões da imaginação e viaja com você nesse mundo encantado”
02º - Turunas do Riachuelo -
Enredo: “O sol nasceu para todos... ser diferente é normal!”
03º - Real Grandeza -
Enredo: "Tá Certo ou Não Tá?"
04º - Juventude Imperial -
Enredo: “A Juventude convida a Realeza: com Certeza vai Ter Festa no Sertão para Coroar o Rei do Baião Luiz Gonzaga”
05º - Feliz Lembrança -
Enredo: “Com um sorriso Feliz, uma linda Lembrança... O bom menino não faz pipi na cama!”
06º - Unidos do Retiro -
Enredo:  “Assombrações”

Grupo B
01º - Mocidade Alegre de São Mateus -
Enredo: " Museu Mariano Procópio"
02º - Acadêmicos do Manoel Honório -
Enredo:  “Um convite especial - 450 anos da Cidade Maravilhosa"
03º - Partido Alto -
Enredo: “Meu sonho em verde e rosa”
04º - Rivais da Primavera -
Enredo: “Orum-Ayê: Mito da Criação do Mundo”
05º - Mocidade do Progresso -
Enredo: “Sonhar não custa nada... com a Mocidade você pode mais”
06º - Vale do Paraibuna -
Enredo: "O universo circense"

Grupo C
01º - União das Cores -
Enredo:  “É Carnaval!”

Literatura

"As três Irmãs: como um trio de penetras arrombou a festa”
No começo da era moderna do carnaval carioca, apenas quatro grandes escolas disputavam o título: Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. Mas a brincadeira mudou a partir de 1976, quando três irmãs penetras também assumiram a posição de protagonistas da festa: Beija-Flor de Nilópolis, Imperatriz Leopoldinense e Mocidade Independente de Padre Miguel. Este é o mote do livro As Três Irmãs – Como um Trio de Penetras “Arrombou a Festa”, de autoria de Alan Diniz, Alexandre Medeiros e Fábio Fabato, publicado pela editora NovaTerra.

Nos últimos 36 carnavais, as penetras somaram 25 títulos (em 1980, Beija-Flor e Imperatriz empataram no primeiro lugar, o que gera dupla contagem) e inovações para todos os gostos. Quantos imaginariam que a Imperatriz já foi cenário de novela? Ou então que a Beija-Flor batizou a Mocidade? E a hoje famosa “Paradinha”? Sabiam que a patente está “depositada” em Padre Miguel?

Na intimidade, dizem que são “co-imãs”, termo comumente utilizado na folia, mas já travaram duelos épicos. Foi a Imperatriz quem tirou o primeiro lugar do eterno Cristo Mendigo da Beija-Flor. Foi a Mocidade quem impediu um tricampeonato da Imperatriz e um tetra do povo de Nilópolis. E por aí vai…

Com prefácio de Sérgio Cabral, o livro é formado por 35 crônicas ilustradas, dez para cada agremiação, e cinco textos que misturam passagens comuns a elas. Não faltam referências a nomes consagrados da Avenida, como Fernando Pinto, Neguinho da Beija-Flor e Joãosinho Trinta. João, aliás, faleceu uma semana após a finalização da obra, última homenagem em vida a ele, que é considerado o maior carnavalesco de todos os tempos.

Saúde pública


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Literatura

“Operação Brasil: o ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial” 
Agosto de 1942: o Brasil declara guerra ao Eixo. O estopim: o ataque a vários navios mercantes e de passageiros brasileiros no litoral do Nordeste por uma ofensiva naval nazista, provocando a morte de centenas de inocentes. Por que os nazistas afundaram navios desarmados de um país até então não envolvido na guerra? Qual era o objetivo do governo comandado por Hitler? Na obra, o autor, Durval Lourenço Pereira, revela a origem dos eventos que culminaram com esse ataque e levaram nosso país a entrar na Segunda Guerra Mundial. A obra traz aspectos até agora inexplorados da ação militar que não só mudou os destinos do país, mas também alterou os rumos do conflito a favor dos Aliados. Além de uma narrativa fascinante, que mantém o leitor preso até o final, o livro apresenta documentos importantes, relatos de sobreviventes e testemunhos de civis, militares, funcionários do setor diplomático e do alto escalão do Estado (brasileiros, alemães e norte-americanos).

sábado, 24 de janeiro de 2015

Loterias

Inspirada na paixão brasileira pelo futebol, foi a primeira loteria de prognósticos esportivos. Com a participação do Brasil na Copa do Mundo de 70 e a perspectiva de se conquistar um tri-campeonato o momento era propicio ao lançamento de um jogo que envolvesse este esporte que mexe com o coração de tantos brasileiros.
Instituída pelo Governo Federal em 27 de maio de 1969, seu primeiro teste ocorreu em 19 de abril de 1970, antecedendo ao evento da Copa do Mundo no México.
Por ocasião do lançamento, as apostas eram feitas em 49 casas lotéricas de Niterói (RJ) e Rio de Janeiro (antigo Estado da Guanabara). O sucesso desta modalidade foi tamanho que inúmeras pessoas traziam seus volantes para ali apostarem.
A implantação em todos os Estados foi concluída no teste 109, no mês de outubro/72.
A primeira modalidade da Loteria Esportiva era composta por 13 partidas de futebol, onde o apostador indicava os times vencedores ou os empates.
Ao longo de sua trajetória, sofreu algumas alterações:
 a primeira, em 12 de dezembro/87, com a mudança de 13 para 16 jogos, premiando os apostadores de 15 e 16 jogos;
 em 10 de setembro/89, muda novamente para 13 prognósticos, porém com 4 faixas de prêmios: para o acerto dos 13 jogos, para o acerto dos 10 primeiros jogos, dos 10 primeiros jogos mais 1 e mais 2 jogos;
 em 24 de junho/91, foi implantada a Loteca - Loteria do Certo e do Errado, composta de 14 jogos e 2 faixas de premiação: pelo acerto dos resultados de todos os jogos programados - faixa do Certo, e pelo acerto dos empates e dos perdedores dos jogos - faixa do Errado;
 em 03 de janeiro/94, quando teve início a comercialização da nova versão da Loteria Esportiva Federal: a modalidade volta a ser igual à versão original;
 em agosto de 1999 foi implantado o Volante Permanente com o objetivo de permitir a programação dos concursos em datas mais próximas ao início das vendas, possibilitando a utilização de jogos de finais de competição, tornando a programação mais atrativa aos apostadores e reduzindo a incidência de jogos levados a sorteio;
 em fevereiro de 2002 foram implementadas mudanças com o objetivo de tornar o produto mais atraente ao público apostador, a começar pelo nome que foi alterado para LOTECA; passa a ter 14 jogos, com três faixas de premiação e probabilidade de acertos de 14, 13 e 12 pontos.
primeiro volante da Loteria Esportiva
Nenhum apostador fez os 13 pontos no teste 001 da Loteria Esportiva, de 19 de abril de 1970. Marque os jogos, com direito a marcar dois jogos duplos e três triplos. Na segunda-feira à noite, dou o resultado completo aqui no blog.
Detalhe: os jogos de número 3 e 4 foram pelo Campeonato Carioca de Juvenis.
Olhar os jornais ou revistas da época é como marcar um gol contra.
Não tem qualquer premiação, mas vale pela diversão!
Repasse da Administração das Loterias à CAIXA

Em 14 de Julho de 1961, sob a presidência de Jânio da Silva Quadros, por meio do decreto 50.954, que previa que apenas idosos e deficientes poderiam receber bilhetes para revender ao público,  a administração das Loterias foi repassada à CAIXA, apesar da campanha articulada pelos concessionários particulares ( entre eles a Família Peixoto de Castro, no Rio de Janeiro ), que alegavam falta de experiência da instituição para coordenar o negócio.

Além dos protestos dos concessionários privados, uma  crise política se instalara no país, com a saída de Jânio Quadros da Presidência da República no mês de Agosto daquele ano e somente em 15 de Setembro de 1962, sob o governo de  João Goulart ( o Jango ), ocorreu a primeira extração da Loteria Federal que pagou o prêmio de 15 milhões de cruzeiros.

Assim nascia a Loteria Federal do Brasil, sob a administração do "Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais ", cujo objetivo era aplicar recursos em benefícios dos brasileiros". Os revendedores ligados a concessionários privados tiveram de se cadastrar na CAIXA para continuar sua atividade.

Em São Paulo/SP, os primeiros a serem cadastrados - como Revendedor Fixo Capital - RFC foram:

RFC-01 - Antunes de Abreu (Antônio Pedromonico)
RFC-02 - Casa Luongo ( José Luongo e Filhos)
RFC-03 - A Preferida - Francisco Zani
RFC-04 - A Fonte da Sorte (Luiz Fontana)
RFC-05 - Vicente Pelegrini
RFC-06 - Nicola Daccioppi
RFC-07 - Metrópole Lotérica (Osvaldo Martucci)

Com a Revolução de 1964 os contratos foram cancelados unilateralmente e iniciada uma devassa na ASLF ( Administração do Serviço Loteria Federal) para apurar responsabilidades. Nessa operação, lotéricos tradicionais, como Sylvio Luongo foram ouvidos.

Nada foi provado, mas os lotéricos ficaram sem bilhetes .

Pessoas que não eram do ramo, possuíam bilhetes da LFB e os repassavam para as lotéricas mediante o pagamento de ágio ( câmbio negro ).

Para reverter a situação eles fundaram a Associação dos Lotéricos do Estado de São Paulo - ALESP - em 22.12.1966.

Ela foi a 1ª entidade da classe no país. Os lotéricos passaram a reivindicar a volta das quotas de bilhetes da LFB. Isto só foi conseguido no 2° semestre de 1967, graças a insistência da ALESP, liderada pelo presidente Antônio Pedromonico, diretor da Casa Lotérica Antunes de Abreu.

Assim, do primeiro semestre de 1964, até o segundo semestre de 1967, os lotéricos ficaram nas mãos de "atravessadores".

No dia 19 de Abril de 1970 foi realizado o primeiro teste público da Loteria Esportiva no Rio de Janeiro. As vendas inicialmente aconteceram somente naquele Estado,  em 48 Revendedores Fixos credenciados para fazer estas de apostas. A partir do teste número  10 iniciaram as vendas em São Paulo. Em 1972  estava implantada em todo Brasil.

A CAIXA foi a 1ª empresa no mundo a usar a informática nas loterias. Outro fato a destacar é que também era a 2ª maior consumidora de cartões da IBM, só superada pela NASA, nos Estados Unidos.

Os jogadores Campeões da Copa de 1970, no México foram os primeiros  credenciados para fazer apostas da nova loteria. Foi a maneira que a CAIXA os homenageou pela conquista.

Quem forneceu estas informações foi o Sr. Álvaro Feres Assaf, 76 anos, hoje aposentado da CAIXA. Em 1970 ele foi convidado a assumir o cargo de Chefe de Serviços na nova área. Ele conta como era a rotina de trabalho:  A gente entrava na sexta-feira à noite na CAIXA e só saia no domingo, após a realização de todos os jogos.

Começávamos gravando os cartões. A rotina para se efetuar a aposta era assim: o cliente ia num revendedor credenciado, preenchia o volante, onde além das escolhas dos jogos tinha que contar o nome e o endereço do apostador. O volante ficava de posse da CAIXA e o cliente ficava com um recibo. No caso de ter sido premiado, tinha um prazo de 90 dias para ser localizado. Caso contrário o bilhete prescrevia."  O senhor Álvaro assumiu diversos cargos na área de Loteria. No início de 1987 foi Superintendente de Loterias, em Brasília/DF, aposentando-se no final de 1987quando voltou para o Rio de Janeiro/RJ, onde vive.

O primeiro Revendedor Fixo de Bilhetes a ser credenciado para fazer apostas da Loteria Esportiva foi A Simpatia Lotérica, do Rio de Janeiro.

A primeira reunião nacional de lotéricos de todo o Brasil foi realizada  no Hilton Hotel em São Paulo (SP),  em 1976. O evento teve início no dia 26 e foi até 29 de Maio. Coube, então ao revendedor  lotérico Ayr Togeiro de Moraes levantar-se durante uma reunião e propor que daquele dia, o 26 de Maio fosse declarado Dia Nacional do Revendedor Lotérico. Sua sugestão foi plenamente aceita e aclamada pela assembléia. Em 1986 a data foi incluída no Calendário Nacional de Eventos.

Quem conta o episódio, com muito orgulho, por ter participado de quase tudo o que se realizou sobre loterias há cerca de 50 anos, é Sylvio Luongo, 77 anos( filho de outro lotérico),  que deixou a profissão de engenheiro para assumir a carreira de lotérico. Ele é diretor da Casa Luongo Loterias Ltda, com uma loja instalada no aeroporto de Congonhas (SP).

Em 18 de setembro de 1980, no Rio de Janeiro, aconteceu o primeiro sorteio da Loto, em caráter experimental. A partir do concurso número 2 passou a ser feita em São Paulo. Nos primeiros 36 concursos nenhum apostador conseguiu acertar os cinco números, a quina. Diante disso, a CAIXA baixou o preço máximo das apostas, forçando os clientes a preencherem mais volantes , aumentando assim a possibilidade de combinações. O resultado foi imediato. Neste mesmo ano a CAIXA passou a realizar sorteios no Caminhão da Sorte,

A Sena foi lançada em 1988,  com sistema  informatizado.

Em 22 de Agosto de 1991 foi lançada a Loteria Instantânea cujos prêmios eram  em dinheiro. Somente em 1996 ela iniciou a premiação em bens, com a modalidade Carro Campeão.

No mês de Março de 1994 a Loto, que se chamava internamente de Loto I, foi substituída pela Loto III - a Quina.

A Super-Sena chegaram ao mercado em Abril de 1995. A partir de Março de 1998 passou a chamar-se Super-Sena Dupla Chance.

A  Mega-Sena iniciou em Março de 1996, já oferecendo prêmios milionários e caiu imediatamente no gosto dos clientes.

Em Novembro de 1997 a CAIXA colocou no mercado a Trinca, que não obteve o êxito pretendido e 03 anos depois deixou de existir.

O Trevo da Sorte não fez jus ao nome. A tentativa foi realizar um "game show" lotérico. O primeiro sorteio realizado no programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, em Novembro de 1998. Permaneceu na TV até o 17, passando a ser feito no auditório da Caixa em Brasília. Também não obteve sucesso e encerrou suas atividades sendo substituído pela Lotomania que, por ser mais simples, obteve imediata aceitação do público. Seu primeiro sorteio ocorreu em 02 de Outubro de 1999.

A Dupla Sena substituiu a Super - Sena Dupla Chance em Novembro de 2001 e em Fevereiro de 2002 o Lotogol substituiu o Bolão Federal.

O primeiro sorteio do Lotofácil foi realizado em 29 de setembro de 2003. No concurso de estréia, cinco apostadores acertaram os números da faixa principal e levaram, cada um, R$ 49,7 mil.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Literatura

"1964 - O Verão Do Golpe"

A sensualidade de Brigitte Bardot, a bossa nova de Nara Leão; o balanço de Jorge Ben; o cinema novo de Gláuber Rocha; as primeiras pranchas de fibra de vidro no arpoador; e, pelo mundo, grandes movimentos libertários. Paradoxalmente, nesse contexto de grandes novidades culturais, estava sendo germinado o movimento civil-militar que acabaria com a democracia no Brasil. A partir desse original ponto de vista, no livro "1964 - O verão do Golpe", o jornalista Roberto Sander recria toda a atmosfera dos três meses que antecederam o 31 de março que mudaria a nossa história no século passado. Com uma narrativa ágil e rica em detalhes, fruto de uma pesquisa de cinco anos, o autor transportará o leitor para o dia- a-dia (os capítulos são divididos em semanas) desse momento chave ocorrido há exatos 50 anos. O prefácio é do jornalista Geneton Moraes Neto e a revisão histórica e texto de orelha do cientista político Eduardo Heleno, professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Curiosidades

Miguel e Sophia lideram ranking dos 100 nomes mais usados pelos brasileiros
Nomes compostos não estão muito na moda. Para as meninas a tendência são os nomes que começam com a letra M

Após reunir 45 mil nomes de bebês do sexo masculino, e 42 mil nomes de nenês meninas, o site BabyCenter Brasil divulgou que os nomes mais comuns usados pelos brasileiros no ano de 2014 foram Sophia e Miguel.

É o segundo ano seguido que os nomes lideram o ranking da página. Os nomes compostos não estão muito na moda, apenas 14 compõem a lista, a maioria masculinos, como João Pedro, Pedro Henrique e João Vítor. Para as meninas, a tendência são os nomes que começam com a letra M, como Manuela, Maria Eduarda e Maria Luiza.

Veja a lista:

Meninos
01 - Miguel, 02 - Davi, 03 - Arthur, 04 - Pedro, 05 - Gabriel, 06 - Bernardo, 07 - Lucas, 08 - Matheus, 09 - Rafael, 10 - Heitor, 11 - Enzo, 12 - Guilherme, 13 - Nicolas, 14 - Lorenzo, 15 -Gustavo, 16 - Felipe, 17 - Samuel, 18 - João Pedro, 19 - Daniel, 20 - Vitor, 21 - Leonardo, 22 - Henrique, 23 - Theo, 24 - Murilo, 25 - Eduardo, 26 - Pedro Henrique, 27 - Pietro, 28 - Cauã, 29 - Isaac, 30 - Caio, 31 - Vinicius, 32 - Benjamin, 33 - João, 34 - Lucca, 35 - João Miguel, 36 - Bryan, 37 - Joaquim, 38 - João Vitor, 39 - Thiago, 40 - Antônio, 41 - Davi Lucas, 42 - Francisco, 43 - Enzo Gabriel, 44 - Bruno, 45 - Emanuel, 46 - João Gabriel, 47 - Ian, 48 - Davi Luiz, 49 - Rodrigo e 50 - Otávio.

Meninas
01 - Sophia, 02 - Alice, 03 - Julia, 04 - Isabella, 05 - Manuela, 06 - Laura, 07 - Luiza, 08 - Valentina, 09 - Giovanna, 10 - Maria Eduarda, 11 - Helena, 12 - Beatriz, 13 - Maria Luiza, 14 - Lara, 15 - Mariana, 16 -Nicole, 17 - Rafaela, 18 - Heloísa, 19 - Isadora, 20 - Lívia, 21 - Maria Clara, 22 - Ana Clara, 23 - Lorena, 24 - Gabriela, 25 - Yasmin, 26 - Isabelly, 27 - Sarah, 28 - Ana Julia, 29 - Letícia, 30 - Ana Luiza, 31 - Melissa, 32 - Marina, 33 - Clara, 34 - Cecília, 35 - Esther, 36 - Emanuelly, 37 - Rebeca, 38 - Ana Beatriz, 39 - Lavínia, 40 - Vitória, 41 - Bianca, 42 - Catarina, 43 - Larissa, 44 - Maria Fernanda, 45 - Fernanda, 46 - Amanda, 47 - Alícia, 48 - Carolina, 49 - Agatha e 50 - Gabrielly.

Literatura

"Os clássicos do futebol brasileiro"

Um inédito e histórico levantamento dos maiores clássicos do futebol brasileiro, através de uma viagem iniciada ainda no princípio do século passado entre São Paulo Athletic Club e o Club Athletico Paulistano. Uma obra cheia de curiosidades, fatos e registros históricos que envolve o futebol de todas as 27 unidades federativas deste país continental. São mais de 200 clássicos, mais de 1000 histórias, emoções infinitas e rivalidades que se perpetuam a cada dia e engradecem a maior paixão do povo brasileiro, o futebol.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

90ª Corrida Internacional de São Silvestre

Masculino
Dawit Admasu, da Etiópia, venceu a prova masculina da Corrida de São Silvestre com o tempo de 45min04s nesta quarta-feira, 31/12. A última vitória da Etiópia havia sido Tariku Bekele, em 2011. Dawit Admasu, campeão nesta quarta-feira, terminou a prova um segundo à frente de Stanley Koch, do Quênia. Completaram o pódio Fabiano Naasi, da Tanzânia, com 45m10; Mark Korir, do Quênia, com 45m19; e Giovani dos Santos, do Brasil, com 45m22.

Feminino
Na prova feminina, após cinco vitórias consecutivas do Quênia, foi a Etiópia quem venceu, com Ymer Ayalew, com 50min43, três segundos mais rápida que a segunda colocada, Netsanet Kebede, também etíope. O Quênia subiu ao pódio na terceira posição, com Priscah Jeptoo (campeã em 2011). Ymer Ayalew havia sido a última campeã etíope da São Silvestre, ela venceu em 2008 com o tempo de 51min37s. Joziane Cardoso teve o melhor desempenho entre as brasileiras, terminando na oitava posição.
Fonte: www.carlosferreirajf.blogspot.com

Literatura

"Fluminense para Jovens Tricolores"
Futebol é cheio de histórias e de paixão. Ainda mais em um time grande como o Fluminense Football Club. Para o brasileiro, o futebol está no DNA. A paixão pelo esporte e pelo time de coração deveria ser diretamente transmitida para seus filhos através do código genético. Mas, na verdade, não é bem assim que funciona. Chico Soares, torcedor fanático do Fluminense, um dia descobriu que seu filho Vinícius não herdou sua paixão pelo tricolor carioca. E conversando com Celso Taddei, seu colega de arquibancada, ficou sabendo que o amigo passava pelo mesmo problema em casa. Foi então que os dois decidiram que era hora de ajudar a genética. Celso e Chico se juntaram para contar as histórias e glórias do Fluminense Football Club. Juntos, pesquisaram e criaram uma obra única, com a ajuda das expressivas ilustrações de Rodrigo Macedo. Com uma linguagem leve e objetiva, explorando com cuidado e mérito,  os jargões do futebol, a dupla coloca os leitores no clima do jogo, levando-os a um passeio, década a década, pela história tanto do clube, quanto do Brasil e do Mundo. Estruturado como um almanaque, cheio de ilustrações e textos complementares, os autores usam essas informações históricas para localizar o clube no tempo e espaço, com vasta referências a fatos, personalidades e fenômenos culturais como Segunda Guerra Mundial, Golpe Militar de 1964, presidentes da República, Bossa Nova, The Beatles, e outros. Dessa forma o leitor acaba por conhecer também um pouco da história do país e do mundo, tendo como ponto de partida e referência a história do Fluminense Football Club. Sem falar nas páginas especiais, com as camisas históricas, hino do clube, primeira bandeira, e uma galeria de ídolos do passado e do presente.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Hilda Maia Valentim (1930-2014)

Hilda Furacão morre em asilo de Buenos Aires
Pernambucana que tornou-se célebre na noite de Belo Horizonte viveu a última metade da vida na capital argentina, para onde mudou-se com o marido, o jogador Paulo Valentim.

Personagem mítica da noite de Belo Horizonte, Hilda Furacão morreu de causas naturais às 9h30 da última segunda-feira, 29/12, em Buenos Aires, onde morava desde a década de 1960. Encontrada pelo jornal "Estado de Minas", em matéria do jornalista Ivan Drumond, no último mês de julho, a mulher que inspirou romance de Roberto Drummond vivia há cerca de três anos no asilo Hogar Guillermo Rawson, na capital argentina, com recursos da prefeitura local.

Nascida no Recife, em 30 de dezembro de 1930, Hilda Maia Valentim foi famosa na BH da década de 1950, época em que vivia da prostituição. fez história na Zona Boêmia de Belo Horizonte, fazendo ponto no Maravilhoso Hotel da Rua Guaicurus, e ganhou notoriedade na obra de Roberto Drummond, que levava sua alcunha como título. Em seus documentos, herdou o último sobrenome ao se casar com o ex-jogador de futebol, Paulo Valentim.

Segundo os médicos, Hilda agonizava há cerca de 10 dias e já não comia. A direção do asilo, que trata essa morte como a de uma celebridade, tenta que a Associação dos Ex-jogadores do Boca Juniors faça o sepultamento. Caso a resposta seja negativa, o próprio hogar arcará com as despesas, já que ela estava internada, lá, por conta da municipalidade, que tem uma lei especial para ajuda a idosos.

Hilda Valentim morreu sozinha. Sua única companhia eram os outros idosos que também eram moradores do mesmo asilo. Por muitos deles, ela era cultuada, e não eram poucos os velhos torcedores do Boca que se aproximavam e entoavam a cantiga que a torcida dirigia a Paulo Valentim: "TIM, TIM, TIM, gol de Valentim".

O sepultamento, seja através da associação dos veteranos do clube ou correndo por conta da municipalidade, acontecerá no Cemitério de Chacaritas, em Buenos Aires, onde também foi sepultado Paulo Valentim, cujos ossos já foram retirados. Não existe hoje nenhum registro, nenhuma lápide ou placa referente ao fato de ele, um dos maiores ídolos da história do Boca, ter seu corpo ali guardado. O único registro está no livro do cemitério.
Fonte: www.uai.com.br

Obs: 
Paulo Ângelo Valentim nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 20 de novembro de 1932 e morreu em Buenos Aires, em 09 de julho de 1984. Começou carreira no Guarani, de Volta Redonda e jogou ainda no Atlético-MG, Botafogo-RJ, Boca Juniors, São Paulo, Atlante, do México, Argentino, de Quilmes, e na Seleção Brasileira.


Literatura

"Maracanazo, a história secreta"
Escrito pelo jornalista esportivo uruguaio Atílio Garrido, um dos mais influentes atualmente no mundo da bola, o livro revive a história da Copa de 1950, e a contextualiza com o momento atual, em que temos o retorno da Copa do Mundo ao Brasil após um longo intervalo de 64 anos. De forma imparcial, o autor vai além do relato esportivo. Ele cria um documento histórico informativo, crítico e emocionante deste que foi um dos maiores fatos do futebol mundial e que teve profundas consequências nas histórias do Brasil e do Uruguai, em seus âmbitos cultural, social, político e, obviamente, esportivo. Enriquecido por relatos dos protagonistas (jogadores, dirigentes, jornalistas), Atílio Garrido aborda assuntos como o desafio da construção do Maracanã, a euforia da torcida brasileira, detalhes sobre as preparações das equipes, pontos de vista dos campeões uruguaios e dos brasileiros derrotados, e tudo sobre o antes, o durante e o pós da épica final da primeira Copa do Mundo disputada no Brasil.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Júlio Guedes (1951-2014)

Morre o ex-Rei Momo do Carnaval de Juiz de Fora, Júlio Guedes

Morreu no domingo, 21/12, vítima de infarto, o ex-Rei Momo de Juiz de Fora, Júlio Guedes. Júlio foi Rei Momo por 12 anos, de 1993 a 2004, quando, por motivos de saúde, transferiu o reinado para seu irmão gêmeo, Carlos Guedes.
O corpo foi velado na capela 04 do Cemitério Parque da Saudade, no bairro de Santa Terezinha e o sepultamento realizado na tarde de segunda-feira, 22/12, no mesmo cemitério. Júlio Guedes tinha 63 anos e era ligado às Escolas de Samba Turunas do Riachuelo e Juventude Imperial e à Banda Daki.

domingo, 14 de dezembro de 2014

"Saudade...palavra única que só existe na Língua Portuguesa"

Eu tenho saudade...
"Do tempo que o tempo era outro de romantismo, de confiança no ser, e não no ter. Saudades quando humano era humano, saudades da vila, das casinhas, da troca de gibis, jogar bilboquê, Klica (Bolinha de gude). pião no meio da rua, banhar-se em um ribeirão sem poluição. Saudades do Majestoso Hotel Holetz em Blumenau. Do centro histórico, da igrejinha São Paulo Apóstolo, tudo descaracterizado pelos insensatos donos do poder. Saudades quando o professor era valorizado, respeitado, até as autoridades... Saudades dos natais e do São Nicolau, do bombeiro, meu amigo e querido pai.

Saudades da cuca da Oma, do tear ao ruído das lançadeiras...Tec...tec...tec...tec, da sirene para alertar a entrada dos colaboradores da E.I. Garcia, das pescarias, das piavas e carás. Saudades do clube 12 e do bairro, o Anilado Amazonas, do seu magnifico e belo estádio que foi aterrado impiedosamente pelo “progresso” ou da covardia de alguns dirigentes da Artex. 

Saudades do Apito do Trem conduzido pela Macuca, que os “futuristas” destruíram em 1971. Saudades dos amigos, das primas que hoje...deixa pra lá. Saudades de apanhar no galho as goiabas, tangerina, araçás, pitangas, das festas Juninas de São João e São Pedro e desfiles pelas ruas, da fogueira, da pipoca, pinhão, quentão e premiação. Saudades do "desfile do papai Noel do agaême". 

Saudades do antigo colégio Luiz Delfino e São José, do cavalo Petiço, do Cavalinho Branco, da antiga Ponte Preta, do Sr. Russo e da Rua 12. Saudades do Cine Garcia, Busch, Blumenau, e Cine Mogk. Saudades das janelas abertas e portas destravadas, saudades quando o pinico não era o prédio do congresso, e da esplanada. Saudades de quando se fazia por amor, jogar futebol, trabalhos comunitários, vereadores, hoje tudo interesses econômicos, Saudades quando vermelho era cor do sangue do brio e não da ideologia... Saudades quando o homem não tinha vergonha de ser honesto e virtude era dever não obrigação.

Saudades da palavra, da honra da simplicidade, da humildade, das estrelas cadentes, do luar e do sertão. Saudades da gruta Nossa Senhora da Glória, saudades da Marcha do Esporte comandada por Tesoura Jr. Na Prc4 Rádio Clube de Blumenau. Saudades do “Pick-up da frigideira” (Rádio Clube Nereu) “A vida com alegria é outra coisa” apresentado por Nelson Rosembrock) do Programa Preto no Branco comandada pelo Lazinho, A Hora do Rei, Bandas e bandinhas, do repórter Catarinense e Esso. Saudades do Olímpico campeão, Guarani, Vasto Verde e Palmeiras, Saudades do galo Rodolfo Sestrem “Tempo e Placar no Dêba”, Só porque hoje é sábado, Blu é uma parada. Saudades da confeitaria Tonjes, da TV Coligadas Canal 3  das Lojas HM – Hermes Macedo e Prosdócimo.
Saudades da saudade, mas que o amor ainda existe."
Adalberto Day - Cientista Social e Pesquisador da História
(Blumenau-SC).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"Saudade...palavra única que só existe na Língua Portuguesa"

in memoriam

Eu tenho saudades...
"Dos meus tempos de criança, quando brincava de "gangorra" em minha terra natal, Santana dos Montes, que na época era distrito de Conselheiro Lafaiete. Apesar de ter percorrido o mundo e ter transmitido cinco copas do mundo, 1970 (México), 1974 (Alemanha), 1978 (Argentina), 1982 (Espanha) e 1986 (México), todas pela Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, jamais esqueci minhas origens".
Alair Ferreira Rodrigues - (1937-2012)
Belo Horizonte/Lagoa Santa/Divinópolis

Eu tenho saudade...
"Dos Jogos memoráveis envolvendo Tupi, Tupynambás e Sport, no campeonato regional, quando a então Liga de Desportos de Juiz de Fora era uma liga profissional".
Antonio Bassoli (Sr Niquinha) - (1930-2011)
Sarandira/Juiz de Fora

Eu tenho saudade...
"Do trem de Ferro, da antiga Leopoldina, que passava por Bicas (minha terra natal), transportando passageiros e escoando a produção de café. Acordava cedo só para ouvir o repique do "sino" da estação, anunciando a chegada, ou a partida, de mais um trem de passageiro"
Edson Maini (Sr Didi)  (19-2007)
Bicas/Juiz de Fora

Eu tenho Saudade.....
"Do transporte ferroviário de passageiros, que interligavam as cidades, encurtando distância, levando e trazendo o progresso. Aqui em Santos Dumont eram 14 trens descendo e 14 subindo. Muitos cruzavam aqui, época em que os maquinistas traziam, gentilmente, bilhetes dos familiares de outras cidades da região, principalmente, do ramal de Mercês, dando noticias, comunicando as novidades. Saudade dos tempos em que o pagamento dos ferroviários chegava no "trem pagador", puxado por locomotivas, que na época eram movidas por carvão mineral  ou óleo diesel, e que nunca foi assaltado, o que não aconteceria nos dias de hoje. Saudade do doce de leite Borboleta, que até hoje ninguém conseguiu fazer igual, do queijo do reino Palmira, da manteiga verdadeira e pura. Produtos esses, conhecido em muitos países. Saudades dos  famosos circos que por aqui chegavam, dos filmes que eram exibidos nos dois cinemas da cidade".
Jorge de Castro - (1944-2014)
Santos Dumont-MG

Eu tenho saudade...
"Das partidas de futebol que o Santos Futebol Clube, do bairro Floresta, realizava no campo da Fábrica de Tecidos São João Evangelista e que a família Carbogim era base do time, com Zé Alemão, Gabriel e Rafael, além de meu sobrinho Flávio, como mascote"
Miguel Priamo Carbogim - (1942-2010)
Juiz de Fora

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

"Saudade...palavra única que só existe na Língua Portuguesa"

Não Machucava Tanto...
Messody Ramiro Benoliel*
Não Machucava tanto como agora,
suportaria se não fosse assim
este vazio no romper d´aurora

e esta tristeza me levando ao fim.

         II
É dor constante que se revigora,
é nostalgia, é solidão enfim...
tudo me falta e a natureza chora,
ingrata vida se negando a mim.

         III
Tento encontrar razões para viver
procurando entender tal sentimento
que mansamente, só me faz sofrer !

         IV
Mas hoje sei, parece até castigo,
quem não me deixa nem por um momento:
É A SAUDADE, EM BUSCA DE UM ABRIGO !

Messody Benoliel é o atual Presidente da Academia Brasileira de Trova, fundada em 1960.  

NOTAS DE ESCLARECIMENTO:
"A saudade é bandoleira,
sem hoje, sem amanhã,
travosa como a cidreira
rosada, como  a romã"

SAUDADE EM UM SONETO IMPERFEITO
Newton Rodrigues*


Pra recordar de vez desse amor
Pois no canto triste da sorte
Se faz em instantes distintos, se for
Lacrimejando os anseios de morte


Nunca é demais que um dia recorde
Na espera, viver com sentido
no mesmo passado a limpo, acorde
Revelando ser  o presente,  querido.


Lembrando instantes de angústia, não pára
Consciente de tudo aquilo que amplia
Na mesma ponte que une, separa


Mantendo alegre a saudade de um dia
Que sempre retorna aos poucos e é cara
Fazendo sofrer quem jamais deveria.

ZÉPHYR
Newton Rodrigues*

A lembrança de seu corpo recupera,
em mim, a suave tez que não repele;
pr’a  se conter, meu corpo então libera
hormônio fervilhante em toda a pele.

Uma doce sensação induz a mente
e recompõe o fio ao qual se agarra
deixando encarcerados, felizmente,
desejos recolhidos à força, à marra.

Por quê? – Pergunto e calo resoluto
me pondo entristecido, ainda luto,
não escondendo a dor e o tormento...

... de vê-la assim, tão perto, mesmo em sonho,
Que em destilada forma recomponho,
Sorvendo o que sobrou em pensamento.

(extraído do livro “Fragmentos e Algumas Mensagens Dedicadas”, p. 82, 2012)


A CHUVA
Newton Rodrigues*

Quando crianças, a chuva despertava, em nós, um fascínio.
Da janela, hipnotizados, passávamos um longo período apreciando o balé dos pingos que caiam, harmoniosamente, molhando a nossa visão do mundo.
Crescemos e o encanto parece que se foi. Hoje, quando chove, corremos como quem foge de uma praga, de um animal feroz, de um carro em alta velocidade, de um cobrador mal-educado, de um gerente de banco pressionado, de um telefonema de madrugada, e por aí vai! Mas, fugimos.
Apesar de ácida, a água da chuva ainda é uma das manifestações da natureza, no meio urbano, ao alcance de todos. É lógico que os riscos existem, mas, por que não se deixar molhar, despreocupadamente, pela primeira chuva que vier? Pode ser uma volta ao passado. Como crianças crescidas, uma meia-hora de chuva pode lavar a nossa alma, sedenta de paz e tranqüilidade. Acredite: a liberdade conquistada na maturidade nos concede o direito de chutar poças d’água em dias de chuva.
Talvez o medo do ridículo impeça um grande número de pessoas de sentir a alegria de se molhar, sob a chuva, sem pensar na vida estressante que nos pressiona e, a todo instante, mostra que crescemos e, como adultos, temos, erroneamente, compromisso exclusivo com a materialidade de nossas rotinas.
O medo do escárnio leva-nos ao descarte de ótimas oportunidades para viajar no tempo revivendo sensações de crianças se apresentando em inocentes pingos de chuva que nos empurram, assustados, para debaixo da primeira marquise que avistamos.
(extraído do livro “Fragmentos e Algumas Mensagens Dedicadas”, p. 86, 2012)

Newton Rodrigues - Jornalista Esportivo e Escritor
Anápolis-GO

NOTAS DE ESCLARECIMENTO:
A saudade, recordação nostálgica e suave de bons momentos, penetra a metafísica de todos nós. Fatos, lugares, pessoas e principalmente as sensações que viajam no tempo são os fios condutores que trazem a saudade para nos fazer melhores, pois os bons sentimentos sempre ficam e permanecem enquanto há vida.

Do que sentimos saudades...

por Wagner Waltenberg 

01)   Do tempo em que os homens conseguiam intuir e resolver à  contento, o “complexo”  cálculo mental  entre a aproximação de um veículo e o tempo necessário para atravessar uma rua, sem a necessidade de um bonequinho verde e vermelho pra saber se deve ou não atravessar a rua.

02)   Quando as pessoas sabiam que é mais fácil parar 70 ou 100 quilogramas do que uma tonelada ou dez, produzindo desgaste de peças e pneus, que fazem aumentar muito os lucros de produção e distribuição fabril, cujas consequências todos nós já sabemos.

03)   Quando por princípios, dirigíamos um e-mail para uma única pessoa, sem cópia oculta,  exceto os  e-mails em massa

04)   Quando sem necessidade de lei, dávamos prioridade aos idosos e crianças e não se batia em mulheres pela fragilidade física aparente

05)   Quando as leis tinham por objeto a regulação social, razão principal de sua existência.

06)    Quando o mais importante era a idéia e não a patente.

07)   Quando entre a tolerância zero e a tolerância, havia o bom senso.

08)   Quando as pessoas intuíam a “complexa” relação entre o teor alcoólico ingerido e capacidade funcional e operacional futura.

09)    Quando as leis ”moravam“ dentro do indivíduo, afinal não há necessidade de leis para aquilo que ninguém quer fazer

10)  Quando não era necessário simuladores virtuais para auto escola pra depois passar para automóveis: somos retardados?

11) Quando as setas de um automóvel eram supérfluas, por que conseguíamos perceber para onde iria virar somente observando seu movimento lateral.

12) Quando era consenso que as ruas e avenidas pertenciam aos carros e as calçadas aos pedestres

Diagnóstico: vai ser difícil desconstruir tudo isso. Um exército de anômicos!!!
Fonte: www.noticiasimpossiveis.wordpress.com

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

"Saudade...palavra única que só existe na Língua Portuguesa"

Eu  tenho saudade,,,
"Da estação do Tangará, onde o trem parava  trazendo entes  queridos de São Paulo. A  estação de trem do Tangará era no município de Uberaba , zona rural, onde  eu e  todos os meus  irmãos  nascemos.
Éramos muito felizes alí. Até hoje quando visitamos o local sentimos um enorme aperto no peito .Isso é saudade!
Também tenho saudades  de quando meu pai voltava da cidade descendo  aquela  estrada em sua carroça trazendo pequenas  garrafas de guaraná, o  que nos davam  muitas  alegrias. Quanta  saudades  tenho das  quitandas  que minha mãe  fazia no forno com muita brasa. As saudades  nos fazem chorar."
Adalberto Gomes  Pires - Professor/Educador/Pedagogo 
Uberaba-MG

Eu tenho saudade...
"Dos domingos na cidade de Pingo D'água, de manhã ajudávamos a podar o campo com trator e roçadeira, aquele cheiro da grama cortada ainda ficou até hoje, e é só passar perto de alguém podando um jardim e a lembrança vem na hora, e a tarde era hora de dar espetáculo com a camisa do Juping no campo que cuidamos com muito carinho."
Adilson Begatti- Cronista esportivo e Metalúrgico
Coronel Fabriciano-MG

Eu tenho saudades...
"Do bairro Bom Pastor, Rua João Penido Filho, onde vivi por 05 anos e tive meu primeiro filho... Saudades dos meus colegas da turma de Letras da UFJF (1975), cujos formandos nunca mais os encontrei... Saudades da Rua Halfeld com suas lojinhas e galerias... da Avenida Rio Branco e a majestade de seus edifícios em dias ensolarados... Saudades dessa terrinha mineira!!!"
Admar Falante - Professora e Advogada
Santo Antonio de Pádua-RJ

Eu tenho saudades...
"Da velha rua Halfeld, com seus cafés e restaurantes de antigamente: 
Descendo da Av.Rio Branco até a Batista: Café Astória, Casa do café, Pigalle, Salvaterra, Real, Churrascaria Palacio, Pizzaria Michelangelo. Alem do ¨Futting¨nas noites de sábado e domingo, quando havia naturalmente,¨mão e contra-mão¨, descia-se pela direita e subia pela esquerda, tudo ordeiramente sem nada para dividir as pessoas e sem ninguem atropelar os outros."
Adonise José Ribeiro - Odontólogo e Professor
Juiz de Fora-MG 


Eu tenho saudade...
"De tantas coisas, mas a que talvez mais me vem a lembrança é a do tempo em que levantava bem cedo para ir à escola, fazia um frio de doer os ossos, mas a minha mãezinha me agasalhava bem e quando a gente e a saia de casa se deparava com aquela paisagem, névoas bem baixas, uma friagem danada que era menor porque antes de sair tomávamos uma boa caneca de café com leite bem quentinho com um pãozinho e manteiga, a cozinha era grande e todos nos sentávamos ao redor de uma grande mesa com seis lugares, vovó, mamãe, papai, meus irmãos, o barulho era grande, mas sobre um velho armário de guardar louças tinha um radio que ficava o tempo todo ligado e tocava umas modas de viola e musicas sertanejas, minha mãe e meu pai também tinha que sair para trabalhar e monitoravam as horas pelo programa de radio na antiga estação PRB3, onde um dos maiores nomes da história do radio de Juiz de Fora apresentava um programa matinal de musicas sertanejas, o radialista José de Barros, até hoje quando ouço musicas como Fuscão Preto, Aquele Fio de Cabelo ou Estrada da Vida, posso quase voltar no tempo e sentir todo aquele clima novamente, por algumas vezes até uma lagrima quer escapar de meus olhos, bons tempos aqueles!"  
Álvaro Eiterer - Consultor
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudade de...
"Andar de bonde, paquerar sábado de manhã na rua Halfeld, dançar coladinho, dois prá lá, dois prá car, bater pelada na rua"
Amaury Couri - Engenheiro Civil
Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudade...
"Do tempo em que a praça da cidade tinha espaço para as crianças ...lago com peixinhos. Os "coquinhos" caiam pelo chão e as crianças se divertiam tentando abrí-los para comer. O espaço de areia era disputado e ninguém se importava em sujar os pés...não se ouvia os gritos das mães desesperadas e irritadas pelos filhos que insistiam em gastar dinheiro no "pula-pula". A diversão era interminável e gratuita."
Ana Karina Veiga - Jornalista - Professora e Estudante de Direito
Santos Dumont-MG


Eu tenho Saudade...
"Da mais dolorida, a saudade de perder a pessoa amada. Depois de 32 anos, 09 meses e 27 dias dormindo ao lado do meu homem, Petronilho Almeida(1949/2014), ele, inesperadamente, teve um infarto e partiu, deixando em meu coração a dor profunda da saudade..."
Ana Miranda - dona de casa
Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudades...
"Dos GRANDES E POMPOSOS DESFILES CARNAVALESCOS NA AV.RIO BRANCO, que as famílias iam assistir sem medo de voltar para casa. Saudade dos times locais famosos, Sport Clube Juiz de Fora,Tupinambás e Tupi. Ouvíamos os jogos pela radio vibrando muito, e minha família principalmente, com a atuação de meu irmão Luiz Gonzaga (Azeitona. Dos programas musicais tais como "Grande Musical" às 21:00h, "Chá das cinco", "As dez mais". Até mesmo ouvir a "Ronda policial" da saudade porque as noticias não eram tão ruins quanto agora.Saudade de ver na linha férrea o carro de boi passar,saudade de no início da madrugada ouvir o tropel do gado indo para o matadouro, ver o trem Vera Cruz com o pessoal jantando, ver e ouvir o apito da Maria Fumaça, Do Faisão Dourado, em uma galeira da Avenida São João, dos programas do Tio Teteco, do cinema Central e do cinema Rex ..."
Ângela Maria De Sousa - Médica Nefrologista
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudade...
"De Valter Paradela, radialista de Campinas-SP, fazendo trocadilhos fantásticos com Zaimam de Brito pela radio CBN de Campinas alguns tempos atras. Parece que foi ontem, mas isso faz falta muita falta!"
Antonio Célio Lage - Motorista
Campinas-SP

Eu tenho saudade...
"Da minha querida escola de samba Castelo de Ouro, quem não se lembra e tem saudades? "O meu boi morreu o meu boi bumbá", há quantas saudades...Avenida Rio Branco palco de lindos carnavais que não voltam jamais, e só saudades...Só saudades!!!"
Antonio Pedro de Almeida (Pedro Tryca) - Repórter Cinematográfico
Juioz de Fora-MG

Eu tenho saudade...
"Do bonde em Campinas (SP), um veículo totalmente aberto, um convite pra gente sentir a brisa no rosto. E os cobradores, então! Dobravam o dinheiro de forma vertical e o colocada entre os dedos. Era o maior barato. Pena que em minha cidade eles pararam de circular em 1969, deixando muita saudade!"
Ariovaldo Izac - Cronista Esportivo
Campinas - SP


Eu tenho saudade...
"Das brincadeiras de rua quando menino, morador na época do bairro Manoel Honório/Bairu, jogar bola e sonhar ser um grande jogador (Zico, Roberto Dinamite...), pique bandeira, pique lata e carrinho de rolimã. Bons tempos de nossa infância, onde o inverno na terrinha parecia ser mais rigoroso e ir a cidade (centro), era um grande evento."

Beto Campos- Produtor Cultural

Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudade...
"Dos bailes de carnaval nos clubes da cidade, na década de 1980, onde a diversão era muito mais sadia.Também tenho muita saudade quando eu apresentava bailes nos clubes de Juiz de Fora e cidades vizinhas. Saudade da eterna rádio Mundial 860, onde sempre buscava os novos hits para tocar no meu programa radiofônico. Bons tempos..."
Carlos Augusto de Oliveira (Guto) - Radialista
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudade...
"Das peladas do Clube D.Pedro, com as participações de saudosos amigos como o Affonso Motta, o Fernando Senra, o Amaury Alves, o Alvaro Sá Gomes, o  Mauro Marsicano Ribeiro, o Carneirinho, o Nilton Maizonetti, o José Raphael (Feféu) , o Odilon Pedrosa, O Ivan Oliveira, o Roberto Andrade, o Alfredo Moraes  e muitos outros que hoje devem estar jogando lá em cima sob a arbitragem de São Pedro".
Carlos Sampaio - Publicitário e Radialista
Juiz de Fora- MG

Eu tenho saudade...
"Dos bailes de domingo no Clube Nilopolitano em Nilópolis. Existia um ritual: primeiro íamos à missa às 19h00 na Igreja Nossa Senhora da Conceição e era o máximo quando o padre pedia "... e agora cumprimente o seu irmão ao seu lado...". Nossa, era demais! Era a grande hora de olhar nos olhos da paquera que estava do nosso lado. Logo após a missa, seguíamos para o Baile no Clube... Ah, que tempo bom!
Carmen Aguileira - Professora
Rio de Janeiro-RJ


Eu tenho saudade...
“Do tempo em que nossos avós colocavam as cadeiras na porta das casas e ficavam conversando com os filhos, amigos e vizinhos, e, as crianças brincando ao redor”
Dalva Maria Frange Miziara Oliveira - Funcionária Pública Municipal
Uberaba-MG

Eu tenho saudade...
"De andar de Xangai, eu passeava muito de Xangai nos finais de semana indo para Matias ou Benfica com minhas irmãs e colegas, e muitas pessoas também com suas famílias faziam o mesmo, era um divertimento para quem não tinha condições de viajar de carro,  como seria bom se  voltasse,  além do preço acessível para as pessoas que moram em outras cidades como Matias poderem vir trabalhar em Juiz de Fora com um menor custo."

Cláudia Aparecida Faria - Assistente Social

Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudade...
"De muitas coisas, mas em especial da Rádio Panorama. Porque tenho saudade dela? Foi um furacão que apareceu aqui na cidade. Foi um enorme sucesso, magnífico sucesso. Programação, locutores, enfim uma Rádio que tinha tanta audiência, como uma Tv,

Quando era na Rua São João, num aquário, as pessoas se aglomeravam o dia todo para ver os locutores e seus programas.

Tive a felicidade de compor todas as músicas dessa emissora e foram trilhas e jingles que marcaram muito a rádio, a cidade e o meu trabalho."

Dhaal Souza - Músico

(Juiz de Fora-MG)


Eu tenho saudade...
"Das peladas jogadas descalço no paralelepípedo na minha cidade, Nova Friburgo.
Tenho saudades dos acampamentos, próximo as cachoeiras, em Lumiar e São Pedro da Serra, (Friburgo também). Enfim, tenho saudades do tempo em que, por descuido, pisávamos em alguém, pedíamos desculpa e a pessoa sorria."
David Rangel - Radialista
Nova Friburgo-RJ/Rio de Janeiro-RJ

Eu tenho saudade...
"Dos bolinhos de chuva que minha mãe fazia, quando era criança e morava em Campinas, nos idos dos anos 50. Saudade de Ribeirão Preto, que deixei em 1980, após morar 18 anos na cidade, com muitas casas de amigos no bairro Higienópolis. Hoje elas não existem! Transformaram-se em prédios. Saudade do céu estrelado de Ribeirão Preto, quando a cidade tinha 200 mil habitantes.Saudade de dançar no Centro Acadêmico da Medicina em Ribeirão Preto, na década de 70, quando o Wagner e seu grupo abrilhantavam a noite, tocando muitas músicas gostosas."
Deka Teubl - Professora de Letras e Contadora de Histórias
Rio de Janeiro-RJ


Eu tenho saudade...
"Do Rádio qualificado do qual participei por quase vinte anos na Rádio Jovem Pan de São Paulo. Havia respeito aos profissionais, registro em CTPS, ao contrário do que ocorre hoje, quando para continuar em atividade é necessário vender publicidade para fazer o salário. Das narrações esportivas qualificadas, hoje foram trocada por gritarias, piadas, pornografias, mais comentários e estatísticas do que narração."
Edemar Annuseck - Jornalista/Radialista
Curitiba-PR


Eu tenho saudade...
"Dos bailes do Vasquinho (Associação Atlética Vasco da Gama) no bairro Fábrica, do Sírio e Libanês, no Centro onde a garotada ia para paquerar e se divertir. Eram noites de pura inocência e ilusão. Tenho saudades do Museu Mariano Procópio na época em que tinha o parquinho onde podíamos brincar a vontade e dos pedalinhos de onde víamos os micos mais de perto. Tenho saudades do pipoqueiro, (não me lembro o nome dele), que ficava em frente ao Edifício Brumado, no Centro, era a melhor pipoca da cidade e ir ao Centro em dia de domingo não era passeio se não comêssemos a pipoca que ele fazia. Tenho saudades da época em que podíamos sair à rua sem medo dos assaltos e as famílias podiam ficar sentadas na calçada só batendo bapo num fim de noite ou num entardecer de um domingo. Tenho saudades, do tempo em que andávamos no Calçadão da Rua Halfeld e cumprimentávamos quase todas as pessoas, hoje em dia é raro encontrar um conhecido. Tenho saudade da época em que as ruas eram tranquilas e você podia passar sem se esbarrar em ninguém, sem o tumulto de tantas pessoas. Tenho saudade da época em que os cinemas da cidade, Excelsior, Pálace, Cine Teatro Central eram o ponto de encontro dos jovens que queriam iniciar um namoro. Em cada fase de nossas vidas, uma saudade diferente. Hoje, olho essa cidade onde as pessoas se esbarram frequentemente, sempre com pressa, sem ao menos se olharem, ou quando olho para o calçadão e vejo aquele mar de pessoas num vai e vem frenético, e penso na época em que o transito era tranquilo e não tínhamos o stress de engarrafamentos. Nascida e criada aqui nossas únicas diversões eram os cinemas e o calçadão, não tinha shoppings e nem computadores e celulares. Enfim, muitas saudades de tempos que já não voltam mais e as crianças e a juventude de hoje sentirão futuramente a mesma nostalgia que nos vem ao coração ao relembrarmos de velhos tempos.  Saudade, é tudo que nos resta."
Efigênia Ângela Smânio Campos - Funcionária Pública Municipal
Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudade da...
"Minha infância e adolescência vivida em Itapiruçu, distrito de Palma/MG pequena cidade situada na zona da mata mineira. Me lembro saudosamente de tomar banho de cachoeira, ir para a escola de pé (na época não havia transporte escolar), as brincadeiras de rua, pescaria de anzol no Rio Pomba, colher frutas e comer no pé (goiaba, jabuticaba, jambo, tangerina, laranja e acerola) sem lavar tem um sabor muito melhor, lembro das festinhas nas cidades vizinhas a maioria delas eram festejos da igreja ou exposições agropecuárias e passar férias nas praias de Piúma, Marataízes e Guarapari/ES (só dava mineiro por lá nesta época). Eita tempo bom, passou, não volta mais..."
Fabio Antonio da Silva Arruda - Administrador, Coacher e idealizador do blog Arruda Consult 
São Luis-MA

Eu tenho saudade...
"Da minha infância quando não havia outro meio de transporte a não ser a Maria Fumaça que levava três longos dias para vir de Joinville, no norte de Santa Catarina, para São Paulo, onde sempre estava ali nos esperando um Guarda Civil meu tio, o saudoso Zé Capote. Este era seu apelido pelo uso frequente do casaco que a guarda civil usava naquela época. Tenho saudade também do apito e das fagulhas de brasas que a máquina soltava e que queimava meu amado vestidinho que com zelo embolava entre pernas para não ser queimado.
Também tinha o carro restaurante que papai nos conduzia para o almoço e jantar e nos intervalos tinha o garçom, atencioso, vendendo guaraná. Os vagões de trens na época não eram de primeira e seus bancos eram de madeira, ripados, muito incômodos. Dormíamos nos corredores cobertos pela capa de lã do papai, que era militar. A  chegada, o destino final, era na Estação da Luz, no coração de São Paulo. Que saudades daquele tempo que não volta mais!"
Faruk Ruth 
São Paulo-SP

Eu tenho saudade...
"De brincar nas ruas do bairro Retiro e da Vila São José, quando a criançada descia o morro de terra empoeirada com nosso carrinhos de rolimã, era uma festa e quando a gente chegava perto do córrego fizemos um desvio e íamos diretos prá água, depois a gente subia o morro de volta e fazíamos o mesmo trajeto. Era bom demais!

Também posso afirmar que jogávamos aquela bola esperta na Vila São José, na rua do famoso Bar do Totonho, como era gostoso!

Tenho saudades também da Semana Santa organizada pelos padres redentoristas do Seminário da Floresta, uma parte saia da igreja Nossa Senhora de Fátima, no Retiro, com a imagem da santa e a outra saia do bairro Floresta com a imagem de Cristo, isso na Procissão do Encontro. Era bonito demais!.

Tenho saudades de um futebol regional com Tupi, Sport e Tupynambás, além dos clubes da região como Independente de Além Paraiba, Biquense de Bicas, Ribeiro Junqueira de Leopoldina, Olimpic e Vila do Carmo de Barbacena, Barroso de Barroso, Atletic de São João Del Rey  e etc. Os campos ficavam cheios e os torcedores apaixonados ficavam encostadinhos no alambrado na beira do campo gritando palvras de incentivo e xingando os jogadores adversários. Era casa cheia, nos estádios aqui em Juiz de Fora como O José Pais Soares, campo do Tupinambás, Procópio Teixeira, campo do Sport Club Juiz de Fora e o caldeirão do Galo, o estádio Sales Oliveira.

Já no carnaval, tenho saudades de um tempo que as quadras das escolas de samba ficavam lotadas de simpatizantes e os desfiles eram na Av. Rio Branco com o público lotando as escadarias da Catedral Metropolitana e ao longo da famosa avenida. Tempos que não voltam mais, quem viu quadra cheia viu. Real Grandeza, Feliz Lembrança, Juventude Imperial, Turunas do Riachuelo e Partido Alto, disputavam a presença dos rapazes e moças bonitas, organizando sempre uma disputa interna. Como era gostoso esse tempo!"
Fernando Luiz Baldioti - Jornalista e Radialista
Juiz de Fora-MG

Eu tenho Saudade...
"Saudade de ter sido sem saber. Saudade do meu Pai me levando para o colégio numa Brasilia Branca com cheiro de Gasolina. Saudade Dele chegando em casa com sacolas de papel do supermercado Casa da Banha. Saudade dos Domingos em família. Saudade das risadas em família.Saudade da Família reunida todos os Dias."
Fernando Machado -
Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudade...
"Do bonde que me levava do Largo de São Roque até o Parque Halfeld, todos os dias, onde eu descia para ir a pé, estudar na Academia de Comércio. Era o ano de de 1958, tem tempo isso e Juiz de Fora tinha apenas 100 mil habitantes! Tempo bom!"
Fernando Sérgio Grandinetti Pinto - Radialista e Jornalista
Cruzeiro-SP/Juiz de Fora-MG/Rio de Janeiro-RJ

Eu tenho saudade...
“Das viagens de férias ao sítio de meus avós, Amador ( ) e Gabriela ( ), no Bananal, município de Guaraciaba, em Minas Gerais. Minha família e eu saíamos de São Paulo todo mês de julho com muita animação e durante longas horas de viagem minhas irmãs e eu planejávamos os passeios, desejávamos as comidas e ansiávamos pelo encontro com nossos queridos avós. Lembro-me de desejar tanto a sopinha da vó Gabriela que até sentia aquele gosto divino em minha boca, o queijo e o bolinho de polvilho não ficavam atrás. Fazíamos companhia ao Vô Amador para rezar o terço todas as noites, mas quando encontrávamos os primos era difícil segurar o riso e os olhares de reprovação de nossas mães eram inevitáveis.
Tenho saudade do doce de cidra, da galinha caipira, de alimentar os bezerros escondido, de subir no pé de laranja, de pegar bicho de pé, de correr pelo pasto fugindo das vacas, de cada café tomado em visitas aos vizinhos, de ouvir histórias sobre a infância da minha mãe e dos meus tios contadas com tanto carinho por meus avós e, principalmente, tenho saudade de olhar o rostinho deles cada vez que íamos embora e ter a inocente certeza de que eles estariam lá no próximo ano...”
Gabriella Morais Ossani - Engenheira Elétrica
São Paulo-SP

Eu tenho saudade...
"Do bairro São Mateus, onde passei toda minha infância. Estudei no Grupo Escolar Duque de Caxias e sempre nos finais de semana jogava pelada na quadra do Colégio São José, na esquina da Rua Dr., Romualdo com Avenida Barão do Rio Branco. Lembro-me das enchentes no bairro e nas águas que invadiam tanto as casas da Romualdo (parte baixa) quanto a Rua São Mateus. Da mesma forma, recordo com satisfação a construção da Avenida Independência na primeira administração do prefeito Itamar Franco, pois jogávamos bola em cima das galerias que estavam sendo construídas sobre o Córrego da Independência.
Também tenho saudades das "lavadeiras" na Estrada de São Pedro, com as trouxas de roupas sendo conduzidas pelos carros de boi, em 1971, quando entrei para o Colégio de Aplicação João XXIII, que funcionava no antigo Instituto de Ciências Humanas e Letras - ICHL.
Outra lembrança bastante saudosa: as sessões de cinema no Excelsior, no Central, com sua programação dupla, e no Festival, com seus selecionados filmes de arte."  
Geraldo Muanis - Jornalista e Escritor
Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudade...
"Do 'Trem Xangai", dos passeios no Museu Mariano Procópio, das férias em Valadares, das couves fininhas e dos bolinhos de chuva..."
Geraldina Antonia Evangelina de Oliveira - Professora
Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudade... 
"Da Rádio Manchester FM e do Rango´s. Na rádio, trabalhava a noite, de 18 as 22 horas e, era exatamente, as 19 horas, durante o programa "A voz do Brasil" que eu dava uma escapadinha até o Rango's que ficava na avenida Rio Branco esquina com a rua Dr José Cezário, na zona sul de Juiz de Fora, para degustar o melhor Xtudo da cidade. A Rádio ficava na rua Barão de São Marcelino e era bem próximo. Boa recordação, bons tempos do rádio FM de Juiz de Fora. Saudade dos bailes aos domingos nos clubes de Juiz de Fora. Saudades das domingueiras da ABCR em Benfica com equipe de som Super Cygnus. Das festas no clube Montesinas com o super som da equipe Metamorphosis. Do chopp super cremoso servido no bar do clube Lunar em Santa Luzia. Das festas na Boate Viva Bella que ficava em cima do mergulhão. Saudades da Rádio Nova Cidade, de longe a mais fantástica rádio AM de Juiz de Fora e que me proporcionou participar desse mundo fantástico dos bailes e poder contatar o público, tão caro para mim".
Gil Horta - Radialista e Professor Universitário
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudade...
"E muita, de minha infância na rua Santo Antonio aqui em Juiz de Fora, quando nos reuníamos diariamente à noite em casa de minha Avó materna e lá encontrávamos com tios e primos para papos deliciosos de jovens e adultos, sempre alegres e felizes.
Hoje, nada disso existe mais.
Também tenho saudade de meus AMIGOS e de meus trabalhos na área por mim escolhida que sempre atuei com muito carinho profissional e ética.Infelizmente, alguns já não estão mais em nosso convívio."
Glauco Horta Fassheber - Radialista e Jornalista
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudades do...
"Do tempo em que as emissoras de rádio de Juiz de Fora tinham as transmissões esportivas como uma de suas atrações. E mais ainda, da época de ouro da Rádio Nova Cidade, cuja equipe esportiva levou a emissora ao primeiro lugar no Ibope durante três anos, desbancando a Solar, que durante décadas comandou a audiência. No comando, a saudoso Silva Júnior (Moacir da Silva Filho-1954-2002), um magnífico narrador, sempre acompanhado pelo também saudoso Dirceu Buzinari (1937-2006), no comentários. Depois vieram o Alberto Bejani como narrador e o José Eduardo Araújo nos comentários, além de Geraldo Magela Tavares. E lá estava este esse seu amigo, juntamente com o Fernando Luiz Baldioti, o "baleia", nas reportagens, juntamente com os irmãos José Carlos e Luiz Carlos Masson e do Guilherme Henrique, hoje, Guilherme Mendes, que é o responsável pela Comunicação do Cruzeiro Esporte Clube, e que também virou narrador. Outros mais integraram a equipe, com destaque para a melhor dupla de plantão que já vi trabalhar: Jamil Saleme e Marco Antônio Riani e, depois, o Chico Cícero, que parece ser o único remanescente daquela grande equipe em atividade, ao lado do Ivan Costa, que também esteve um tempo no grupo".
Gleno Rocha - Jornalista
Belo Horizonte-MG


Eu tenho Saudade...
"Que é amigo falar de uma coisa muito boa, pois essa danada bate forte dentro do nosso coração, recordando algo que já se foi, por exemplo, eu recordo e tenho saudade, quando profissionalmente comandava o meu programa radiofônico, "Tarde Noite Cabocla", 30 anos no ar, das 17h às 19h, de segunda a sexta-feira, de sua abertura que dizia assim: Ao abrir as janelas coloridas do crepúsculo, no apagar dos raios rotineiro do astro solar, no acender das luzes das estrelas, na expectativa noite que chega e do dia que vai embora... a rádio Estrela apresenta com o comunicador Hairton Dias mais um programa da série ilustrada... Tarde Noite Cabocla... Aqui o sertão canta mais bonito!"
Hairton Dias - Radialista
Ituiutaba-MG

Eu tenho saudade...
"Da emoção que produziu aquele torrente de lágrimas que pareciam tão amargas"
Ilza Maria de Oliveira Pereira - Diretora Comercial
Santana do Livramento-RS

Eu tenho saudade do...
"Tempo em que eu não sabia que havia maldade, e o meu mundo era o quintal de minha casa, com  meus animais de estimação"
Iran Jacob - Palestrante Motivacional/Consultor e Assessor Empresarial
Ubá-MG

Eu tenho saudade...
"Dos tempos de uma Rua Halfeld, considerada, nos meus tempos de juventude, um point. O que ainda acontece nos dias atuais, mas com menor glamour.. Nomes importantes das mais destacadas camadas sociais da cidades por ali passaram, principalmente aos domingos, após a missa das sete. À época, a cidade tinha população menor e os bairros e subúrbios, que começavam a surgir, ainda não apresentavam melhores meios de contato com o centro da cidade. Dai ser a Rua Halfeld, o melhor momento para os domingos.
Mulheres bonitas, trajando vestidos vistosos e coloridos, sapatos altos, perfumadas e bem maquiadas, eram as grandes atrações para homens jovens ou coroas, que ficavam em busca dos flertes, hoje paqueras.
A Rua Halfeld, serviu, inclusive, e não está muito distante, como grande atração  durante os Carnavais. Nos dias da Folia, os corsos com automóveis abertos, eram tônica dominante, à base de muito confete e serpentina. A Rua Halfeld, serviu e muito aos políticos. Por ali passaram, durante campanhas e visitas a Juiz de Fora, entre outros, João Goulart, Tancredo Neves, Itamar Franco, Leonel Brizola, Ulisses Guimarães e outros importantes nomes da política brasileira.
Muitos namoros e casamentos surgiram a partir da Rua Halfeld.
Muito político foi eleito a partir da Rua Halfeld.
Rua Halfeld, o coração de Juiz de Fora".
Ivan Costa - Locutor Esportivo e Advogado
Juiz de Fora-MG


Eu tenho saudade...
"Do dia em que conheci a mulher que há dezoito anos invadiu meu coração e dele não saiu mais, pois o amor que fortalece os laços de minha convivência com ela não admite a intromissão do sentimento doentio da paixão e do destruidor ciúme; tendo em vista que ambos causam descontrole emocional e insegurança. As saudades decorrem do fato de que, tanto eu, como Sônia Maria Coutinho, a mulher  negra maravilhosa que passou a fazer parte de minha vida no dia 11 de novembro de 1996, não queríamos mais compromisso com ninguém, porém, depois de abrirmos os livros de nossas relações anteriores, que não nos proporcionaram felicidade, continuamos nos encontrando durante oito meses. Essas saudades, são, enfim, carinhosas lembranças do dia em que Sônia Maria e eu comprometemo-nos a nos amar sem cobranças inúteis ou patrulhamento de nossas ações."
João Vicente de Castro Rios - Poeta e Escritor
Vila Velha-ES

Eu tenho saudade...
"Do bonde 75 (Lins de Vasconcelos),que me levava de Vila Isabel (rua Visconde de Santa Isabel) até o Colégio Pedro II (av.Marechal Floriano) . Eram estudantes fardados ,do meu colégio, no Centro, e, a maioria, do Instituto de Educação, na Mariz e Barros, bem próximo da Praça da Bandeira. Rolaram muitas paqueras que chegaram ao casamento. Era uma integração total. Todos se conheciam, "trocavam figurinhas", marcavam as mesmas festas...tínhamos os mesmos hábitos. Até mesmo a "cuba libre", uma mistura de rum com coca-cola, era a bebiDa preferida da galerinha. Bons tempos..."
José Carlos Araújo - Locutor Esportivo
Rio de Janeiro-RJ

Eu tenho saudade das...
"Pedaladas em minha bicicleta Caloi na região da Leopoldina, no Rio de Janeiro, em companhia de meu amigo Cid Badaró".
Joper Padrão do Espirito Santo – Contador, Economista e Rotariano
(Rio de Janeiro-RJ)


Eu tenho saudades...
"De ver o trem que passava todos os dias com aquela linda buzina e poder andar nele por aquele precinho bem baratinho.Sinto falta do Rio Pomba lindo sem poluição e sem tantos galhos agarrados e visíveis em seu leito.Eu sinto falta de tantas coisas como a TV que havia na praça central de Pádua (Praça Pereira Lima) com os bancos e todos sentados e em silencio para assistir o futebol ou o jornal ou a novela.Quantas saudades eu sinto e de tantas coisas lindas que não vemos mais hoje em dia."
Juarez José Neves - Radialista
Santo Antonio de Pádua-RJ


Eu tenho saudade...
"Das viagens e dos passeios ao sítio de meu avô, Amador Eloy de Paula (1915/2010) e da minha avó Gabriela ( /1995), no Bananal, município de Guaraciaba, na Zona da Mata Mineira. Eu, minha mãe, Josefina, minha irmã, Myriam Cristiane, meu irmão Michel Aurélio e nossos amigos (as), saíamos de Juiz de Fora e passávamos momentos maravilhosos no sítio do vô Amador e também da tradicional festa de Santana, em Guaraciaba, a  qual meus avós Amador e Gabriela aguardavam com ansiedade, porque era esse o momento para reunir a família, com a chegada dos filhos (as) e netos (as) que moravam em São Paulo".
Lidiane Morais Souza - Administradora de Empresas
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudade...
"Da minha infância lá na roça, acordar ouvindo o cantar dos passarinhos, e uma coisa que não me sai da memória, era quando em época de chuva, tinha um riacho e uma cachoeira que transbordavam, e aquele barulho das águas ao bater nas pedras, é inesquecível, ai que saudade! E a gente só pensava em levantar e sair correndo pra ver de pertinho aquela cachoeira maravilhosa, parecia que ela era a maior e mais importante cachoeira que existia, pra mim era...Uma coisa que sinto saudades também, é lembrar minha mãe, ao "pé" do radio ouvindo as novelas, e nós ao redor, era tudo tao simples, porém muito significativo. Saudades, que saudades!"
Lucineide Brito Camargo (Lu) - Formada em magistério
Cascais/Lisboa-Portugal



Eu tenho saudade...
"Do tempo em que vivi em Mariana. Andar de bicicleta pelas ruas de terra, jogar bola no campo do Marianense, ir ao cinema da praça, brincar no carnaval do Zé Pereira, passear na praças para ver as meninas e conversar fiado com a turma até tarde da noite sem nenhum medo da violência. Nadar no rio e participar das cerimonias da Semana Santa, quando a cidade ficava lotada. Saudade da turma que sumiu no mundo. Saudade do tempo que brincava de locutor no som estridente da barraquinha".
Luiz Carlos Gomes - Radialista e Jornalista 
Belo Horizonte-MG

Eu tenho saudade...
"Dos tempos em que acompanhava o futebol da cidade. Tempo em que a Liga de Futebol de Juiz de Fora promovia torneios sem os times de Belo Horizonte. A cidade tinha times fortes, como o Tupi, Tupinambás e o Sport. E da região clubes como o Social de Santos Dumont, Vila do Carmo e Olimpic de Barbacena, Minas de Rio Novo, Mario Bouchardet de Visconde do Rio Branco, Atlético de Viçosa, Ribeiro Junqueira de Leopoldina, Nacional de Muriaé, entre outros que me lembro neste momento. Foram anos, nas décadas de 1960 e 1970 onde os estádios viviam lotados, rivalidade a flor da pele e motivação constante. Para quebrar o gelo, amistosos com clubes do Rio, que muitas vezes passavam aperto por aqui. Atlético e Cruzeiro raramente aparecia por aqui, as vezes o América Mineiro. Com a entrada dos clubes de Juiz de Fora na Federação Mineira o futebol romântico daqui acabou, os clubes da região ficaram se competições e passamos a conviver com o eterno Atlético e Cruzeiro se revezando nas conquistas, um milagre ou outro, Caldense e América quebraram este ciclo maldito. Estádios Paiz Soares, Salles Oliveira e Procópio Teixeira  viviam lotados, com jogos disputadíssimo, com o clássico Tu x Tu sendo o mais forte. Maldita hora que fomos enfrentar este Campeonato Mineiro, com seus árbitros tendenciosos, viagens longas, rebaixamentos e subidas constantes. E o pior: clubes quebrados e desativados. Saudades de um tempo onde comida caseira fazia bem a saúde, com nossos clubes da região, repúdio a um novo tempo onde um modelo ultrapassado de competição, viagens longas e gastos liquidam com os clubes. Bons tempos onde tínhamos futebol e faltava estádio. Péssimo momento que o estádio de Juiz de Fora fica as moscas e também não temos times."
Luiz Storino - Jornalista
São José do Rio Preto-SP

Eu tenho saudade...
"De assistir jogos dos grandes e pequenos de Minas Gerais. Era  festa para todos, de lado a lado, com o maior respeito. Quando o professor dava castigo e todos respeitavam sem reclamar, pois do contrário viria outro castigo em casa, do tempo que as escolas ensinavam o Hino Nacional, Hino da Bandeira, Hino da Independência, das aulas de Educação Moral e Cívica. Dos tempos de brincar na rua, jogando bola, tampinhas e o famoso carrinho de rolimã e quantas quedas, kkkk, coisa boa demais, ir no poço nadar e chegar em casa com os olhos vermelhos e negar que estava nadando. Tempo que  vizinho era  o parente mais próximo, tempo que ajudar era sempre um prazer, tempo que menor idade podia trabalhar e ajudar os pais e aprender oficio. Tempo que não existia estatuto da criança e do adolescente (com todo respeito, fabrica de marginal), tempo que televisão e rádio eram sinônimo de cultura e não, baixaria e por ai vai.
Magela Ribeiro- Radilaista/Jornalista
Sete Lagoas-MG


Eu tenho saudade...
"Do bonde que me levava nos anos 60 até a antiga FAFILE, onde eu cursava LETRAS (FACULDADE DE FILOSOFIA E LETRAS) na Av. Rio Branco (hoje Casa de Cultura /UFJF).
Saudades da Galeria de Arte Celina, 
Saudades do bar Teorema que  todo mundo frequentava...(o saudoso Décio Lopes, entre outros...)
Saudades de ter saudades...do nosso grupo que escrevia no Diário Mercantil: Zé Paulo Netto, Gilvan Procópio Ribeiro,  Cida, eu..."
Maria Nazaré de Carvalho Laroca - Escritora, Professora e Esperantista
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudade...
"Dos bailes de Carnaval do Muriaé Tênis Club, principalmente do último dia quando a banda saía do clube pela manhã e nós, os carnavalescos, íamos atrás dela até a Praça João Pinheiro, cantando aquelas marchinhas gostosas que não se fazem mais!    

Eu sinto muita saudade da viagem de trem que eu fazia com meu pai, Wilson Alvim do Amaral, todas as quartas-feiras, de Muriaé para Palma, onde ele tinha audiência. Até hoje posso visualizar sua postura elegante em um guarda-pó de linho branco e consigo sentir o cheiro da fumaça do trem!
Maria Vitória do Amaral Braz (Toya Braz)
Muriaé-MG

Eu tenho saudade...
"Dos jogos do futebol profissional do Sport Club Juiz de Fora no Estádio Procópio Teixeira, enriquecendo a torcida com duelos fantásticos contra os arqui-rivais Tupi e Tupynambás, como também contra os "grandes" da Capital: Atlético, Cruzeiro, América... Ainda me lembro bem do Gigante da Avenida na primeira divisão do Campeonato Estadual!"
Marlon Moraes - Engenheiro e Escritor 
(Juiz de Fora-MG)

Eu tenho saudade...
"Do bondinho que me levava para a escolinha do jardim de infância. Tenho saudades da época que passeava no Museu Mariano Procópio  e saíamos de canoa pelo lago. E muitas saudades da época que aos domingos saia com minhas irmãs para passear na rua Halfeld. As moças caminhavam no meio da rua e os rapazes ficavam observando na calçada. Era bem pitoresco."
Nequitz Miguel - Artista Plástica
Juiz de Fora-MG

Eu tenho Saudade... 
"Do tempo em que podia assistir a um jogo no Pacaembu sentado ao lado do torcedor adversário. Éramos mais apaixonados por nossos times, mas tínhamos mais respeito pelo próximo".
Odir Cunha - Jornalista e Escritor
São Paulo - SP

Eu tenho saudade...
"Da velha 'maria fumaça', aquele trem de ferro que soltava fumaça e à noite enfeitava o céu com fagulhas, coisa muito linda. O apito da velha "12" também me dá uma grande saudade. Eu morava em Uruçuca, na Bahia e viajava para Itabuna naquele trem, que "morrendo" nas ladeiras, mas subindo cansado, ele chegava lá. Muito lindo!".
Odoaldo Vasconcelos Passos - Economista
(Belém-PA)

Eu tenho saudade...
"De em Pirapora, minha terra natal, dos meios de transportes: o trem de Pirapora para Corinto, Montes Claros e Belo Horizonte bem como os vapores de Pirapora até Juazeiro, na Bahia e Petrolina, em Pernambuco".
Paulo Roberto Caldeira Brant - Comentarista Esportivo
Poços de Caldas-MG

Eu tenho saudade...
"Das Olimpíadas Universitárias, na década de 1970. Toda Faculdade tinha um bom time, sendo que as melhores disputas ficavam entre Engenharia e Medicina. Os jogos eram disputados no Sport Club, e lotavam o ginásio todo. Tinha charanga, bandeiras, alegria latente e muita organização. E nossos times da Engenharia eram imbatíveis. As meninas vestiam roupas bonitas e a paquera imperava, dando um toque mágico àquelas competições, que sempre aconteciam no mês de setembro." 
Renato Teixeira Dantas - Engenheiro Civil, Professor e Escritor
Juiz de Fora-MG

Eu tenho Saudade....
“Do Aeroclube com pista de grama próximo ao Bairro Jóquei Clube, do Cine Paraíso, do Cine teatro São Mateus, da Capela Galeria de Arte, da antena da TV Industrial no Morro do Cristo, da Avenida Rio Branco com bondes e poucos carros, dos desfiles das Escolas de Samba nos anos 1970, do 01º Festival de Rock de Juiz de Fora”. 
Ricardo Cristófaro - Artista plástico e professor
João Pessoa-PB

Eu tenho saudade...
"Da época em que soltavámos papagaios com as laçadas no campo da Academia, das "peladas" de futebol da turma do morro (avenida Olegario Maciel) na Academia de Comércio, da fazenda do Dilermando, hoje bairro Santa Helena, das caminhadas nas matas desvendando a natureza e encontrando "minas d'agua'", dos carrinhos de rolimãs na descida da Marechal, dos jogos de bola de gude e de tampinhas nos passeios. Por fim, dos bailes de carnaval no Esporte Clube Mineira, quando meu pai era Diretor, dos gritos de carnaval na Rádio Industrial e na PRB3."
Ronaldo Angelo - Administrador de Empresas e Eletrotécnico
(João Pessoa-PB)


Eu tenho saudade... 
"Do tempo em que as crianças, como eu, um dia, fui, podiam brincar nas ruas, sem medos, criar brincadeiras, eram mais livres. Dos Namoros inocentes, que começavam com as conversas, depois, um dia, se criava coragem, pegava na mão, da magia que envolvia a história do primeiro beijo. De dançar música lenta, bem juntinho, esquecendo o resto do mundo e vivendo só aquele momento... De um tempo em que as pessoas eram mais próximas, se encontravam mais, se falavam mais, escreviam mais, liam mais, eram menos tecnológicas e, por conseguinte, menos  virtuais. É uma saudade da liberdade humana, da criatividade, de pessoas que se tocavam mais, que não tinham essa distância que o mundo moderno trouxe como consequência.
Rosani Martins - Funcionária Pública/Jornalista/Professora/Poetisa.
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudade...
"Do tempo em que eu morava num lugar longe do mundo, numa fazendinha pequena onde eu via meu pai feliz da vida, plantando, cuidando e colhendo. Ouvia também a risada gostosa do meu avô, meus irmãos todos em casa, e a noite era uma festança só, muita sanfona, violão, pandeiro e até colher batendo uma na outra virava instrumento...
Era um tempo em que éramos felizes e não sabíamos!"
Rose de Oliveira - Auxiliar Administrativo
São Pedro dos Ferros-MG

Eu tenho saudade.....
"Dos trens de passageiros, o "expresso", ou "noturno" e o de passageiros e cargas, o "misto", que cruzavam toda extensão da fazenda Celidônia, local em que eu nasci, no distrito de Itapiruçu. na zona rural de Palma-MG. Eu, meu pai Nestor (18__ -1970), minha mãe Olívia (1910-198_), minhas irmãs Luzia (__-__), Maria (1940-1982), e irmãos Almerindo (__-__), José (__-1982), Valdemar (1938-1999) e Geraldo, esse, o mais novo, levantávamos cedo, numa época em que relógio era algo raro, orientados pela passagem do trem. Era um transporte interestadual, ligando as cidades de Recreio, na Zona da Mata Mineira, com, hoje, Campos dos Goytacazes, na época, somente Campos, no Norte Fluminense."
Sebastião Fernandes - aposentado
Santo Antonio de Pádua-RJ

Tenho saudades...
"De na minha terra natal, Assai, no Paraná, dos passeios com os amigos de bicicletas pelas estradas empoeiradas, dos jogos de ping-pong, da época da colheita de algodão quando a cidade ficava branquinha e quando ouvia os festivais da Record. Mais tarde, passei várias férias em Oliveira-MG, onde lembro e tenho saudades dos passeios num Ford-1928; dos carnavais de rua com suas congadas e no clube. Das voltas na praça, onde os homens andavam numa direção, e as belas garotas ao contrário.
Sergio Caldieri - Jornalista/Advogado/Escritor 
Niterói-RJ

Eu tenho saudade...
"Da época em que era possível deixar a porta destrancada para que os vizinhos pudessem entrar sem bater e do cheiro do doce de manga sendo preparado no mês de dezembro em várias residências de Ubá".
Taís Alves - Jornalista e Professora Universitária
Ubá-MG

Eu tenho saudades...
"Do prédio do antigo Colégio Magister, que ficava na Rua Braz Bernardino e foi demolido em 2005 para a construção de edifício. Projetado pelo arquiteto Arthur Arcuri, foi neste extinto exemplar da arquitetura modernista da cidade que vivi três felizes anos de minha vida escolar. Saudade também da enorme árvore que ficava na entrada da escola, enchendo a Braz de sombra e também de folhas quando chegava o outono. Toda vez que passava por essa rua após a demolição, sentia-me entristecido, o que me levou à decisão de evitar a Braz Bernardino sempre que possível. 
Thiago Stephan - Jornalista
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudades...
"Dos bondes que percorriam os bairros do Rio de Janeiro. Era um transporte arejado, sem portas, mas seguro. Os que iam para o Alto da Boa Vista, proporcionavam um passeio por entre a floresta da Tijuca,  de lindos jardins e praças. No carnaval havia um verdadeiro baile dentro dos bondes, e todos se divertiam muito. 
Tenho muitas recordações de minha infância, dos passeios e carnavais no bonde. Eram tempos sem assaltos, sem violência, e que nem se falava em narcotráfico. Bons e saudosos tempos".
Vera Lúcia Cardoso de Sousa - Pedagoga
Rio de Janeiro-RJ

Eu tenho  saudade...
"Da época que ouvia  futebol  no nosso velho, e chiador,  rádio Zenith , nas noites frias de Mantiqueira. Foi  assim,  através da narração vibrante de Valdir Amaral, Jorge  Curi,  Fiori Gigliotti  e outros grandes  locutores esportivos da época, que  passavam para o meu imaginário de menino as  mais belas jogadas,  que surgiu a minha grande paixão pelo futebol". 
Victor Kingma - Escritor
Santos Dumont-MG


Eu tenho saudade... 
"Do antigo Mineirão, com sua belíssima silhueta de concreto à vista desde as avenidas Carlos Luz e Abrahão Caram. Por dentro, as arquibancadas e gerais, sem divisórias e cadeiras, ofereciam muito mais calor humano. Em minhas reminiscências de criança, o que sempre vem à mente com intensidade é o cheiro marcante de cerveja, que era servida em garrafas de vidro e sorvidas com avidez por torcedores "desorganizados" que iam ao estádio somente para torcer. Qualquer decisão mequetrefe enchia o Gigante da Pampulha com 100 mil almas e nenhuma gota de sangue era derramada. Lembro-me com nostalgia do meu querido Villa Nova disputando seu primeiro Brasileirão da Série A e o ídolo Pirulito desfilando sua classe em jornadas memoráveis. A definição do mineiro Ataulfo Alves é perfeita quando leio nos jornais que a Minas Arena vai fazer isso ou aquilo: Eu era feliz e não sabia..."
Wagner Augusto- Jornalista/Escritor/Historiador
Betim-MG

Tenho saudades...
"Da minha infância, pobre mas feliz...  Dos quintais da casa de minha avó, onde morávamos em uma pequena casa, no fundo do quintal... Lá havia uma frondosa Mangueira que, durante quase todo o ano nos dava aquele fruto maravilhoso que até hoje amo de paixão... das brincadeiras de roda, do soltar pipas... Há! como eu tenho saudades!..."
Zélia Maria Fernandes da Silva 
Juiz de Fora-MG

Eu tenho saudade...
"Do Rádio de Juiz de Fora, que tanto sucesso fez como Industrial, Difusora e PRB 3 e mais recentemente a Panorama FM e seus profissionais de primeira linha. Saudades de Claudio José Temponi, Aparício De Vitta, Adair Ramos Teixeira Mendes (1949-1992), Claudinei Coelho (Claudinei de Oliveira Pena-1948-2010), José Carlos de Lery Guimarães, Mário Helênio de Lery Santos ( - ), Wilson Amin de Paula, Wilson Lemos de Almeida (1932/1998), Marcos Silva Portes (1959-2012), Márcio Augusto de Oliveira (1945/2012), Toni Martins (Antonio Martins Caetano-), Dirceu de Carvalho Buzzinari (1937/2006), Randal de Oliveira (), Otho Alves Ribeiro e Roberto Barreto. Não posso me esquecer das saudades do jovem jornalista Antonio Marcos de Nazareth Campos (2005). E de grandes nomes que atuaram no rádio do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Vitória, de nomes inesquecíveis: Waldir Amaral (1926/1997), Jorge Curi (1920/1985), João Saldanha (João Alves Jobin Saldanha-1917/1990), Mário Vianna (Mário Gonçalves Vianna-1902/1989),  Affonso Soares (Affonso Gonçalves Soares-1923/2007), Antonio Porto (???), Doalcei Camargo (Doalcei Benedito Bueno de Camargo-1930/2009), Haroldo de Andrade (Haroldo de Andrade Silva-1934-2008), Waldir Vieira (Waldir Gomes Vieira-1944/1985), Gilberto Lima (???/1983), Paulo Moreno (???), Edmo Zarife (1940/1999), Mário Luiz (Mário Luiz Barbato- ), Francisco Carioca (-???/2009), Vitorino Vieira (???), Antonio Luiz Vendramini (???), João Vitta (???), Luiz Mendes (Luiz Pineda Mendes-1924/2011), Ruy Porto (???), Orlando Batista (Orlando Batista Chagas-1927/2012), Danilo Baia ( ),Tércio de Lima (Tércio de Lima Riscado-1936-2009), Raul Brunini (Raul Brunini Filho-1919/2009), Fiori Gigliotti (19282006), Loureiro Júnior (1935/2012), Carlos Aymard (Aymard Del Carlo-1934/1989), Osvaldo Faria (Osvaldo Evangelista-1930/2000), Alair Rodrigues (Alair Ferreira Rodrigues-1937-2012), Jairo Anatólio Lima (???), Vilibaldo Alves (???), Horácio Carlos (???/1994), Rubens Neves (???) e tantos outros que marcaram época no rádio brasileiro" 

Washington Joaquim Gervásio - Aposentado

Juiz de Fora-MG