quinta-feira, 9 de abril de 2015

TUPIS – NHEENGATU

A LÍNGUA TUPI OU MELHOR, O TRONCO LIGUÍSTICO DOS TUPIS – NHEENGATU...

Por : Rogério Alvarenga

Falado pelos primeiros Habitantes do Brasil, até o Século XVIII, a língua Nheengatu não era escrita.

O padre e santo, José de Anchieta, (1534 – 1595) foi quem teve o cuidado de estudar e de aprender a língua dos habitantes da colônia do Brasil, quando aportou em 1554, aos 19 anos de idade, para poder exercer as suas atividades missionárias. Por isso mesmo, estudou, pesquisou e até mesmo, publicou a primeira gramática da língua Tupi, informando as suas características. Todas as línguas do mundo, 1612, segundo o Compêndio Ethnologue, têm a sua gramática, mesmo que seja informal e rudimentarmente resumida.

O professor Salvador Pires Pontes (1891 – 1982), graduado em Farmácia pela Universidade de Ouro Preto, Minas Gerais, em 1912, dedicou-se, também, ao estudo dos idiomas falados pelos povos Tupis: Tupinambás, Tupiniquins, Caetés e outras tribos que habitavam as terras do Brasil, antes mesmo do seu descobrimento. Escreveu “Noções da gramática Tupi”, editado pela Imprensa Oficial de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1981.

Os brasileiros estariam falando a língua Nheengatu ainda hoje, se não fosse a interferência do Marquês de Pombal, (1699 – 1782), então governante de Portugal. Por seu decreto, em 1758, proibiu o seu uso no território da colônia ultramarina do Brasil. Essa língua Nheengatu era, para ele, uma “invenção diabólica”. Até essa época, era falada por aproximadamente, 75% da população dessa colônia. E hoje, como teria sido?

Mesmo com esse decreto, a gramática e o vocabulário da língua portuguesa foram enriquecidos pela influência das tribos primitivas. Principalmente, o vocabulário. Hoje, há palavras de uso comum, que nem se imaginam as suas origens tupis. Os topônimos são os principais baluartes das línguas indígenas. Também as plantas e os animais. Guarapari, Ibituruna, Itabira, Itaúna, Itacolomi.

Assim, considera-se enriquecido o vocabulário da língua portuguesa no Brasil, mesmo que esses termos introduzidos passem desapercebidos em Portugal, e em outras nações lusófonas. Os missionários que aqui aportassem deveriam estudar e falar o Nheengatu, para o exercício religioso.

A maior parte dos substantivos do Nheengatu eram palavras oxítonas, isto é, tinham o acento caindo na última sílaba.

Alguns sons comuns na língua portuguesa eram desconhecidos para os tupis. Assim, eram omitidos os sons das letras “l, r, f, v, z” – deixando vestígios no linguajar de algumas regiões brasileiras. Essa dificuldade fonética aparece ainda hoje, como nas pronúncias de “melhor – mió”, “família – famia”,  “mulher - muié”, “carta – caita”, “porta – poita”. Daí também a resistência dos brasileiros no uso do pronome “lhe”, difícil de se pronunciar.

Outra característica do idioma Nheengatu é a inexistências dos artigos definidos e indefinidos, e dos gêneros masculino e feminino.

A nasalação era um fenômeno inexplicável pela sua frequência. Assim, o verbo “nheengá – falar. Até o nhenhenhém – lengalenga, falação. E o próprio deus Tupã, foneticamente nasalado. Kurumin ou kunumin: criança.

Outro fato interessante é a composição das palavras, ajuntadas formando um ideograma. Aglutinantes. As palavras adquiriam ideias em continuidade. “muriaé – fruta que envenena”, ipanema – água muito ruim para se beber. Há ainda os sufixos determinantes de tamanho – mirim e açu. Ou os formadores de macho e fêmea.  

Y – água, curso, rio;

Ty – água. Tietê: água que corre, fundo    

Cy – mãe, fonte, origem

uba – pai

abá – macho (pessoas, animais)

oca – casa

Pirá – peixe.


Os números?

YEPÊ – um... sozinho. MOCOIN – par, dois. ETÊ – muitos. Assim: PIRA  ETÊ, muitos peixes. Ou PIRAETÁ.-

Masculino/Feminino – Não há os gêneros nem números. Para distinguir sexos, basta antepor ou pospor aos substantivos: CUNHÃ, feminino, mulher, índia ou APIABA, que significa, macho homem ou animal.

JAGUARA – APIABA – cão macho

JAGUARA – CUNHÃ – cadela, fêmea

Algumas palavras do Nheengatu, hoje, de cidadania brasileira:

Capenga, catapora, cupim, curumim, gambá, guará, guri, lengalenga, mandioca, perereca, pipoca, pitanga, saúva, xará, tiririca, mutirão, macuco, oi (saudação tupi), oca, maloca, mameluco, Mantiqueira, maracanã, maracujá, maritaca, mirim, mingau, moranga, muriçoca, abacate, abacaxi, arapuca, araponga, piranha, pindorama, pindaíba, tocaia, capinar, socar, pereba, toró, jururu, cutucar – Jurandir, Iara, Jacira, Iraci, Moema, Ubirajara, Potiguar, Potira, Ubiratã.

As línguas primitivas têm as suas características dirigidas para as necessidades imediatas e básicas do meio grupal, na vida cotidiana, na alimentação e na subsistência. Os fenômenos da natureza, as intempéries, a caça e a pesca. E as relações com os animais que disputavam formas de convivência em constante luta. Assim, o vocabulário não poderia ir além desses limites.

Contato: rogeralvar@uol.com.br

Fonte: www.abdic.org.br

Literatura

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Jaime Gomide
Morreu nesta segunda-feira, 06/04, em Belo Horizonte, o jornalista Jaime Alvarenga Gomide, de 73 anos. Mineiro de Lavras, no Sul de Minas, ele estava internado para tratando de um câncer de intestino no Hospital Socor, na capital mineira. 

Jaime trabalhou Jaime na TV Itacolomi (de 1964 e ficou até emissora fechar, em 1979), TV Alterosa, nas Rádios Guarani e Itatiaia, , Rádio Guarani e assessorias de imprensa. O corpo será sepultado às 17h no Cemitério Parque Renascer, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
FONTE: www.carlosferreirajf.blogspot.com

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Literatura

segunda-feira, 30 de março de 2015

Beatriz Helena Monteiro da Silva Thielmann

Morreu no domingo, 29/03, em São Paulo, aos 63 anos, a jornalista Beatriz Thielmann. O corpo será cremado no cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. Em 2003 ela escreveu o  livro “De mulheres para mulheres”, com a médica Odilza Vidal. Nascida em Juiz de Fora-MG, Beatriz deixa dois filhos Diogo e Rafael, de seu casamento com Henrique Thielmann e duas netas.

Literatura

terça-feira, 24 de março de 2015

Villa Nova Atlético Clube

VILLA NOVA FARA CONTRA O ATLÉTICO O JOGO 3.000 DE SUA HISTÓRIA
por Wagner Augusto*
Ao pisar o gramado do Estádio Independência no próximo domingo para enfrentar o Atlético, o Villa Nova estará prestes de completar uma importante marca em sua mais que centenária trajetória. Será o jogo de número 3.000 na história do Leão do Bonfim.
                            Fundado em 28 de junho de 1908, o clube alvirrubro de Nova Lima-MG insiste em sobreviver, apesar das imposições e exclusões midiáticas e das incontáveis crises administrativas. O futebol moderno, mercantilista e globalizado, oferece pouco espaço para agremiações desse porte. O Villa Nova, no entanto, é teimoso e prossegue, a trancos e barrancos, sua jornada pelos estádios da vida.
                            Quiseram os deuses do futebol que a partida 3.000 do Leão acontecesse no Estádio Independência, palco de duas das mais expressivas conquistas do Villa: o Supercampeonato Mineiro de 1951, vencido exatamente contra o Galo, e o Campeonato Brasileiro da Série B de 1971, faturado numa épica decisão com o Remo-PA.
                            Também o adversário é emblemático na caminhada do Leão pelos gramados. Villa Nova x Atlético é o confronto mais antigo do futebol mineiro. Ocorre desde 14 de julho de 1912.
                            Por fim, devo dizer que sinto-me imensamente feliz por ter conseguido, após quase seis anos de pesquisa e sob a proteção de Deus, levantar os dados que possibilitaram chegar a todo o cipoal de estatística que segue abaixo.
                            Vida longa ao Villa Nova, a caminho do jogo 4.000!
*Wagner Augusto é jornalista e historiador

Literatura

 "Dicionário da TV Globo - vol. 1"


segunda-feira, 9 de março de 2015

Inezita Barroso - 1925/2015

Ignez Magdalena Aranha de Lima (Inezita Barroso) 
A cantora e apresentadora Inezita Barroso morreu na noite deste domingo, 08/03, aos 90 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Inezita estava internada desde 19 fevereiro e completou 90 anos no último dia 04 de março. Ela deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos.

Ignez Magdalena Aranha de Lima (Inezita Barroso) nasceu em 04 de março de 1925 em São Paulo-SP. Além de cantora, apresentadora, professora de folclore, Inezita foi atriz nos filmes:
- "Angela", de Tom Payne e Abílio Pereira de Almeida;
- "Destino em apuros", de Ernesto Remani;
- "Mulher de verdade", de Alberto Cavalcanti Esteves;
- "É proibido beijar", de Ugo Lombardi;
- "O craque", de José Carlos Burle;
- "Carnaval em lá maior", de Adhemar Gonzaga.

Em 1956, publicou o livro "Roteiro de um violão".

Literatura

"Dicionário da Televisão Brasileira"

Reunidos pelo jornalista Thell de Castro, editora In House, o livro reúne mais de três mil verbetes e o  leitor pode encontrar na obra um compilado prático dos principais elementos que marcaram a história da mídia no Brasil até os dias atuais como, por exemplo, datas de estreia e término de atrações, equipes que trabalharam nas novelas, jornalísticos e atrações, além de autores, jornalistas, diretores e personalidades que estiveram em cada canal. Esta primeira versão destaca a história da TV em âmbito nacional. Os próximos volumes vão trazer informações sobre as novas produções e pessoas que surgirem, além de verbetes para a televisão por assinatura e emissoras locais.


“O Dicionário será o primeiro de vários livros que estou preparando sobre o passado, o presente e o futuro deste fascinante veículo de comunicação. É também um sonho que se torna realidade após anos de pesquisas e estudos. Desde que comecei a cursar jornalismo, em 2001, levei esta paixão para os campos acadêmico e profissional, produzindo materiais e sites sobre o tema. Isso tudo resulta, agora, neste primeiro livro”, destacou o autor.

terça-feira, 3 de março de 2015

José Rico

Morreu nesta terça-feira, 03/03, aos 68 anos, o cantor sertanejo José Rico, da dupla com Milionário. Ele estava internado desde a última segunda-feira no hospital Unimed, de Americana (SP), cidade onde morava. Segundo o boletim médico, ele teve insuficiência do miocárdio, seguida de parada cardíaca.

O corpo está sendo velado na Câmara Municipal de Americana e será sepultado no Cemitério da Saudade, às 15h30 da quarta-feira, 04/03.

Biografia
Nascido em São José do Belmonte (PE) e criado na cidade de Terra Rica, Paraná, o cantor adotou o nome artístico de José Rico em referência à cidade. Participou de outras duplas até mudar-se para a capital de São Paulo, em 1968. Lá, conheceu Romeu Januário de Matos, o Milionário, no hotel em que estavam hospedados e depois do início em São Paulo, a dupla mudou-se para Londrina (PR).

Entre os sucessos de Milionário e José Rico estão músicas como "Jogo de Amor", "De Longe Também se Ama", "O Tropeiro", "Amor Dividido" e especialmente a canção rancheira "Estrada da Vida", que vendeu mais de dois milhões de cópias e deu origem ao roteiro do filme homônimo, dirigido por Nelson Pereira dos Santos.

Em 2014, José Rico se candidatou a deputado federal em Goiás, pelo PMDB, mas não foi eleito. Ele era casado com Berenice Martins Alves dos Santos, e era pai dos gêmeos, Samy e Sara.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Literatura

"Um tempo que nem passou"
Escrito pelo médico Carlos Adolpho de Carvalho Pereira, o livro mescla retratos históricos de uma Juiz de Fora longínqua com lembranças do autor, além de importantes fatos vivenciados por ele.

Relatos sobre a Rua Halfeld e vias onde o médico viveu nos anos de 1960 misturam-se a capítulos sobre a repressão do período ditatorial e registros da evolução da medicina na cidade. Carlos Adolpho relembra as pressões políticas que sofreu durante a ditadura no exercício do seu trabalho, bem como à frente de instituições médicas.

Em contraposição a essas lembranças desagradáveis, o autor apresenta alguns momentos de esplendor, como o dia em que conheceu pessoalmente uma das maiores atrizes do mundo, Elizabeth Taylor, conta a jornalista e editora da publicação, Jacyra Sant’Anna, destacando algumas passagens que surpreendem os leitores, revelando conhecimentos sobre as artes plásticas do autor e mesmo seu talento como pintor, que já foi  dono de uma galeria de artes.

Para a escritora Rachel Jardim, que assina o prefácio da obra, narrativas como a de Carlos Adolpho são a melhor maneira de se conhecer a vida de uma cidade em um determinado período. Através de um olhar pessoal, ele consegue inserir no texto fatos da história de Juiz de Fora, com uma escrita livre de didatismo e de preconceitos. É um olhar individual que capta o que acontecia no âmbito público com naturalidade, opina a juiz-forana, que considera o livro, antes de tudo, uma grata surpresa. É admirável que um médico tenha uma ligação tão forte com a cultura e uma vocação para a literatura.

O último capítulo da publicação une o profissional da saúde ao escritor, em um depoimento sobre a participação de Carlos Adolpho na equipe que realizou a exumação de Aleijadinho, em 1998, para verificar se o artista mineiro foi vítima de porfiria, uma doença cutânea.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Itaquerão

por Paulo Cézar da Costa Martins Filho*
O Corinthians inaugurou o Itaquerão, em maio do ano passado, com derrota para o Figueirense, mas de lá para cá está invicto no seu novo estádio.
A torcida já brada: "Caiu em Itaquera, já era!".

Após a derrota por 1 a 0 para o Figueirense na inauguração do estádio, o Corinthians disputou 22 jogos, com 17 vitórias e 05 empates.
Confiram abaixo a lista com todos os 22 jogos do Corinthians no Itaquerão até hoje:
18/05/2014 - Corinthians 0 x 1 Figueirense (Campeonato Brasileiro)
01/06/2014 - Corinthians 1 x 1 Botafogo (Campeonato Brasileiro)
17/07/2014 - Corinthians 2 x 1 Internacional (Campeonato Brasileiro)
23/07/2014 - Corinthians 3 x 0 Bahia (Copa do Brasil)
27/07/2014 - Corinthians 2 x 0 Palmeiras (Campeonato Brasileiro)
16/08/2014 - Corinthians 1 x 1 Bahia (Campeonato Brasileiro)
21/08/2014 - Corinthians 5 x 2 Goiás (Campeonato Brasileiro)
31/08/2014 - Corinthians 1 x 1 Fluminense (Campeonato Brasileiro)
03/09/2014 - Corinthians 3 x 1 Bragantino (Copa do Brasil)
11/09/2014 - Corinthians 1 x 0 Atlético Mineiro (Campeonato Brasileiro)
18/09/2014 - Corinthians 1 x 1 Chapecoense (Campeonato Brasileiro)
21/09/2014 - Corinthians 3 x 2 São Paulo (Campeonato Brasileiro)
01/10/2014 - Corinthians 2 x 0 Atlético Mineiro (Copa do Brasil)
04/10/2014 - Corinthians 3 x 0 Sport Recife (Campeonato Brasileiro)
01/11/2014 - Corinthians 2 x 2 Coritiba (Campeonato Brasileiro)
09/11/2014 - Corinthians 1 x 0 Santos (Campeonato Brasileiro)
23/11/2014 - Corinthians 1 x 0 Grêmio (Campeonato Brasileiro)
06/12/2014 - Corinthians 2 x 1 Criciúma (Campeonato Brasileiro)
24/01/2015 - Corinthians 3 x 0 Corinthian-Casuals (Amistoso)
01/02/2015 - Corinthians 3 x 0 Marília (Campeonato Paulista)
04/02/2015 - Corinthians 4 x 0 Once Caldas (Copa Libertadores)
14/02/2015 - Corinthians 2 x 1 Botafogo de Ribeirão Preto (Campeonato Paulista)
18/02/2015 - Corinthians 2 x 0 São Paulo (Taça Libertadores).
*Paulo Cézar da Costa Martins Filho é Engenheiro
Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger
Fonte: www.jornalheiros.blogspot.com.br

Literatura

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carnaval 2015

Beija-Flor é a campeã do carnaval do Rio pela 13ª vez na história

Enredo mostrou as belezas e a cultura da Guiné Equatorial.
Apoio do país africano, que vive uma ditadura, gerou polêmica.


A escola mostrou o enredo: "Um Griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade". 
A exaltação da cultura e da alma africana já havia dado à escola azul e branca da Baixada Fluminense vários campeonatos, que no total faturou 13 títulos no carnaval carioca (1963, 1977, 1978, 1980, 1983, 1998, 2003, 2004 , 2005, 2007, 2008, 2011 e 2015). 
Beija-Flor, Salgueiro, Grande Rio, Unidos da Tijuca, Portela e Imperatriz Leopoldinense voltam a Marqu~es de Sapucaí para o desfile das campeãs.

A Viradouro foi rebaixada para o Grupo de Acesso - Série A.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Literatura

“As Primas Sapecas do Samba – Alegria, crítica e irreverência na avenida” 

O livro é o terceiro da série “Família do Carnaval” e conta em 36 crônicas sobre três importantes agremiações da folia carioca: Caprichosos de Pilares, São Clemente e União da Ilha do Governador. Os autores são os jornalistas Anderson Baltar, Eugênio Leal e Vicente Dattoli. A organização do projeto é do também jornalista Fábio Fabato.

“As Primas Sapecas” fala sobre as escolas que sem muito dinheiro, mas com muita criatividade criaram desfiles que entraram para a história do carnaval e ganharam o respeito do público e dos amantes do carnaval.

Um fato curioso é que o prefácio do livro é assinado por Luiz Fernando Reis, único carnavalesco que assinou carnavais em todas as três agremiações que deram origem ao livro. Todas as ilustrações do livro são de autoria do professor e artista plástico Leonardo Bora.

A série “Família do Carnaval” iniciou em 2012 com o livro “As três Irmãs: como um trio de penetras arrombou a festa”, que conta a trajetória da Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor de Nilópolis, e Mocidade Independente de Padre Miguel. Em 2014, foi lançado o segundo livro “As Titias da Folia – O brilho maduro de escolas de samba de alta idade”, resgata a história da Vila Isabel, Viradouro Unidos da Tijuca, e Estácio; o livro foi vencedor do Prêmio Edison Carneiro de melhor livro de não-ficção sobre carnaval.

Carnaval 2015

São Paulo-SP
Com o enredo "Simplesmente Elis – A fábula de uma voz na transversal do tempo", em homenagem à cantora Elis Regina, a escola de samba Vai-Vai (fundada em 01º de janeiro de 1930) foi eleita campeã do Carnaval 2015 em São Paulo, chegando a seu 15º título na história.

As escolas Tom Maior e Mancha Verde foram rebaixadas por terminarem nas duas últimas colocações. Acadêmicos do Tatuapé, que começou a apuração com desconto de 1,1 ponto por punição em função de atraso, conseguiu permanecer no Grupo Especial.

O desfile das campeãs, que reúne as cinco primeiras colocadas do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, acontece nesta sexta-feira.


"Simplesmente Elis - A fábula de uma voz na transversal do tempo"
Autores: Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos e Ronaldinho FQD

Reluziu, seu canto ecoou no meu Brasil
Cantora igual jamais se ouviu
Saracura a cantar, bem mais feliz
Simplesmente Elis
Carnaval a Bela Vista está em festa
Qua qua ra qua qua
Vem viajar, a hora é esta
Mergulhando na emoção
Encontrei inspiração
Que linda voz, salve a rainha
Fiz Louvação em aquarela
Na passarela hoje tem arrastão
Upa neguinho na estrada é demais
Vou a romaria como nossos pais
De um falso brilhante eu fiz fantasia
Maria Maria
Águas de março a rolar
Trem azul vai passar, um sonho mais lindo
Na batucada da vida, um samba no Bexiga
Vai amanhecer
A cantar a dor o amor o bêbado e a equilibrista
A voz do povo diz que o show de todo artista
Tem que continuar
Glória fino da bossa com Jair só alegria
Hoje retrato em preto e branco na folia
A grande estrela deste meu país.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Literatura

“As Titias da Folia – O brilho maduro de escolas de samba de alta idade”
Neste livro, as estrelas são quatro vitoriosas agremiações do carnaval do Rio: Estácio de Sá, Unidos da Tijuca, Unidos de Vila Isabel e Unidos de Viradouro. Os autores são o jornalista Fábio Fabato, os historiadores Luiz Antonio Simas e Vinícius Natal, e os pesquisadores Julio Cesar Farias e Marcelo Camões.

As quatro agremiações são mencionadas como titias pois só atingiram o protagonismo na folia carioca depois de já ostentarem algumas ruguinhas e muitos quilômetros rodados por diferentes passarelas. Ao todo, são oito campeonatos na elite.

O prefácio de “As Titias da Folia” é assinado por Fernando Pamplona, considerado o pai do carnaval contemporâneo, líder de uma geração de carnavalescos, que marcou os desfiles a partir dos anos de 1960. Este foi o último texto do artista, que faleceu em setembro de 2013.

O posfácio é do carnavalesco e figurinista Chico Spinosa, campeão pela Estácio de Sá em 1992.
Na capa, as “titias” são representadas por desenhos inspirados em personagens importantes das escolas, como Dercy Gonçalves (enredo da Viradouro em 1991). Todas as ilustrações do livro são de autoria do professor e artista plástico Leonardo Bora.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Carnaval 2015

Juiz de Fora-MG
Resultados
Grupo A
01º - Unidos do Ladeira -
Enredo: “O Ladeira abre os portões da imaginação e viaja com você nesse mundo encantado”
02º - Turunas do Riachuelo -
Enredo: “O sol nasceu para todos... ser diferente é normal!”
03º - Real Grandeza -
Enredo: "Tá Certo ou Não Tá?"
04º - Juventude Imperial -
Enredo: “A Juventude convida a Realeza: com Certeza vai Ter Festa no Sertão para Coroar o Rei do Baião Luiz Gonzaga”
05º - Feliz Lembrança -
Enredo: “Com um sorriso Feliz, uma linda Lembrança... O bom menino não faz pipi na cama!”
06º - Unidos do Retiro -
Enredo:  “Assombrações”

Grupo B
01º - Mocidade Alegre de São Mateus -
Enredo: " Museu Mariano Procópio"
02º - Acadêmicos do Manoel Honório -
Enredo:  “Um convite especial - 450 anos da Cidade Maravilhosa"
03º - Partido Alto -
Enredo: “Meu sonho em verde e rosa”
04º - Rivais da Primavera -
Enredo: “Orum-Ayê: Mito da Criação do Mundo”
05º - Mocidade do Progresso -
Enredo: “Sonhar não custa nada... com a Mocidade você pode mais”
06º - Vale do Paraibuna -
Enredo: "O universo circense"

Grupo C
01º - União das Cores -
Enredo:  “É Carnaval!”

Literatura

"As três Irmãs: como um trio de penetras arrombou a festa”
No começo da era moderna do carnaval carioca, apenas quatro grandes escolas disputavam o título: Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano. Mas a brincadeira mudou a partir de 1976, quando três irmãs penetras também assumiram a posição de protagonistas da festa: Beija-Flor de Nilópolis, Imperatriz Leopoldinense e Mocidade Independente de Padre Miguel. Este é o mote do livro As Três Irmãs – Como um Trio de Penetras “Arrombou a Festa”, de autoria de Alan Diniz, Alexandre Medeiros e Fábio Fabato, publicado pela editora NovaTerra.

Nos últimos 36 carnavais, as penetras somaram 25 títulos (em 1980, Beija-Flor e Imperatriz empataram no primeiro lugar, o que gera dupla contagem) e inovações para todos os gostos. Quantos imaginariam que a Imperatriz já foi cenário de novela? Ou então que a Beija-Flor batizou a Mocidade? E a hoje famosa “Paradinha”? Sabiam que a patente está “depositada” em Padre Miguel?

Na intimidade, dizem que são “co-imãs”, termo comumente utilizado na folia, mas já travaram duelos épicos. Foi a Imperatriz quem tirou o primeiro lugar do eterno Cristo Mendigo da Beija-Flor. Foi a Mocidade quem impediu um tricampeonato da Imperatriz e um tetra do povo de Nilópolis. E por aí vai…

Com prefácio de Sérgio Cabral, o livro é formado por 35 crônicas ilustradas, dez para cada agremiação, e cinco textos que misturam passagens comuns a elas. Não faltam referências a nomes consagrados da Avenida, como Fernando Pinto, Neguinho da Beija-Flor e Joãosinho Trinta. João, aliás, faleceu uma semana após a finalização da obra, última homenagem em vida a ele, que é considerado o maior carnavalesco de todos os tempos.

Saúde pública


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Literatura

“Operação Brasil: o ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial” 
Agosto de 1942: o Brasil declara guerra ao Eixo. O estopim: o ataque a vários navios mercantes e de passageiros brasileiros no litoral do Nordeste por uma ofensiva naval nazista, provocando a morte de centenas de inocentes. Por que os nazistas afundaram navios desarmados de um país até então não envolvido na guerra? Qual era o objetivo do governo comandado por Hitler? Na obra, o autor, Durval Lourenço Pereira, revela a origem dos eventos que culminaram com esse ataque e levaram nosso país a entrar na Segunda Guerra Mundial. A obra traz aspectos até agora inexplorados da ação militar que não só mudou os destinos do país, mas também alterou os rumos do conflito a favor dos Aliados. Além de uma narrativa fascinante, que mantém o leitor preso até o final, o livro apresenta documentos importantes, relatos de sobreviventes e testemunhos de civis, militares, funcionários do setor diplomático e do alto escalão do Estado (brasileiros, alemães e norte-americanos).

sábado, 24 de janeiro de 2015

Loterias

Inspirada na paixão brasileira pelo futebol, foi a primeira loteria de prognósticos esportivos. Com a participação do Brasil na Copa do Mundo de 70 e a perspectiva de se conquistar um tri-campeonato o momento era propicio ao lançamento de um jogo que envolvesse este esporte que mexe com o coração de tantos brasileiros.
Instituída pelo Governo Federal em 27 de maio de 1969, seu primeiro teste ocorreu em 19 de abril de 1970, antecedendo ao evento da Copa do Mundo no México.
Por ocasião do lançamento, as apostas eram feitas em 49 casas lotéricas de Niterói (RJ) e Rio de Janeiro (antigo Estado da Guanabara). O sucesso desta modalidade foi tamanho que inúmeras pessoas traziam seus volantes para ali apostarem.
A implantação em todos os Estados foi concluída no teste 109, no mês de outubro/72.
A primeira modalidade da Loteria Esportiva era composta por 13 partidas de futebol, onde o apostador indicava os times vencedores ou os empates.
Ao longo de sua trajetória, sofreu algumas alterações:
 a primeira, em 12 de dezembro/87, com a mudança de 13 para 16 jogos, premiando os apostadores de 15 e 16 jogos;
 em 10 de setembro/89, muda novamente para 13 prognósticos, porém com 4 faixas de prêmios: para o acerto dos 13 jogos, para o acerto dos 10 primeiros jogos, dos 10 primeiros jogos mais 1 e mais 2 jogos;
 em 24 de junho/91, foi implantada a Loteca - Loteria do Certo e do Errado, composta de 14 jogos e 2 faixas de premiação: pelo acerto dos resultados de todos os jogos programados - faixa do Certo, e pelo acerto dos empates e dos perdedores dos jogos - faixa do Errado;
 em 03 de janeiro/94, quando teve início a comercialização da nova versão da Loteria Esportiva Federal: a modalidade volta a ser igual à versão original;
 em agosto de 1999 foi implantado o Volante Permanente com o objetivo de permitir a programação dos concursos em datas mais próximas ao início das vendas, possibilitando a utilização de jogos de finais de competição, tornando a programação mais atrativa aos apostadores e reduzindo a incidência de jogos levados a sorteio;
 em fevereiro de 2002 foram implementadas mudanças com o objetivo de tornar o produto mais atraente ao público apostador, a começar pelo nome que foi alterado para LOTECA; passa a ter 14 jogos, com três faixas de premiação e probabilidade de acertos de 14, 13 e 12 pontos.
primeiro volante da Loteria Esportiva
Nenhum apostador fez os 13 pontos no teste 001 da Loteria Esportiva, de 19 de abril de 1970. Marque os jogos, com direito a marcar dois jogos duplos e três triplos. Na segunda-feira à noite, dou o resultado completo aqui no blog.
Detalhe: os jogos de número 3 e 4 foram pelo Campeonato Carioca de Juvenis.
Olhar os jornais ou revistas da época é como marcar um gol contra.
Não tem qualquer premiação, mas vale pela diversão!
Repasse da Administração das Loterias à CAIXA

Em 14 de Julho de 1961, sob a presidência de Jânio da Silva Quadros, por meio do decreto 50.954, que previa que apenas idosos e deficientes poderiam receber bilhetes para revender ao público,  a administração das Loterias foi repassada à CAIXA, apesar da campanha articulada pelos concessionários particulares ( entre eles a Família Peixoto de Castro, no Rio de Janeiro ), que alegavam falta de experiência da instituição para coordenar o negócio.

Além dos protestos dos concessionários privados, uma  crise política se instalara no país, com a saída de Jânio Quadros da Presidência da República no mês de Agosto daquele ano e somente em 15 de Setembro de 1962, sob o governo de  João Goulart ( o Jango ), ocorreu a primeira extração da Loteria Federal que pagou o prêmio de 15 milhões de cruzeiros.

Assim nascia a Loteria Federal do Brasil, sob a administração do "Conselho Superior das Caixas Econômicas Federais ", cujo objetivo era aplicar recursos em benefícios dos brasileiros". Os revendedores ligados a concessionários privados tiveram de se cadastrar na CAIXA para continuar sua atividade.

Em São Paulo/SP, os primeiros a serem cadastrados - como Revendedor Fixo Capital - RFC foram:

RFC-01 - Antunes de Abreu (Antônio Pedromonico)
RFC-02 - Casa Luongo ( José Luongo e Filhos)
RFC-03 - A Preferida - Francisco Zani
RFC-04 - A Fonte da Sorte (Luiz Fontana)
RFC-05 - Vicente Pelegrini
RFC-06 - Nicola Daccioppi
RFC-07 - Metrópole Lotérica (Osvaldo Martucci)

Com a Revolução de 1964 os contratos foram cancelados unilateralmente e iniciada uma devassa na ASLF ( Administração do Serviço Loteria Federal) para apurar responsabilidades. Nessa operação, lotéricos tradicionais, como Sylvio Luongo foram ouvidos.

Nada foi provado, mas os lotéricos ficaram sem bilhetes .

Pessoas que não eram do ramo, possuíam bilhetes da LFB e os repassavam para as lotéricas mediante o pagamento de ágio ( câmbio negro ).

Para reverter a situação eles fundaram a Associação dos Lotéricos do Estado de São Paulo - ALESP - em 22.12.1966.

Ela foi a 1ª entidade da classe no país. Os lotéricos passaram a reivindicar a volta das quotas de bilhetes da LFB. Isto só foi conseguido no 2° semestre de 1967, graças a insistência da ALESP, liderada pelo presidente Antônio Pedromonico, diretor da Casa Lotérica Antunes de Abreu.

Assim, do primeiro semestre de 1964, até o segundo semestre de 1967, os lotéricos ficaram nas mãos de "atravessadores".

No dia 19 de Abril de 1970 foi realizado o primeiro teste público da Loteria Esportiva no Rio de Janeiro. As vendas inicialmente aconteceram somente naquele Estado,  em 48 Revendedores Fixos credenciados para fazer estas de apostas. A partir do teste número  10 iniciaram as vendas em São Paulo. Em 1972  estava implantada em todo Brasil.

A CAIXA foi a 1ª empresa no mundo a usar a informática nas loterias. Outro fato a destacar é que também era a 2ª maior consumidora de cartões da IBM, só superada pela NASA, nos Estados Unidos.

Os jogadores Campeões da Copa de 1970, no México foram os primeiros  credenciados para fazer apostas da nova loteria. Foi a maneira que a CAIXA os homenageou pela conquista.

Quem forneceu estas informações foi o Sr. Álvaro Feres Assaf, 76 anos, hoje aposentado da CAIXA. Em 1970 ele foi convidado a assumir o cargo de Chefe de Serviços na nova área. Ele conta como era a rotina de trabalho:  A gente entrava na sexta-feira à noite na CAIXA e só saia no domingo, após a realização de todos os jogos.

Começávamos gravando os cartões. A rotina para se efetuar a aposta era assim: o cliente ia num revendedor credenciado, preenchia o volante, onde além das escolhas dos jogos tinha que contar o nome e o endereço do apostador. O volante ficava de posse da CAIXA e o cliente ficava com um recibo. No caso de ter sido premiado, tinha um prazo de 90 dias para ser localizado. Caso contrário o bilhete prescrevia."  O senhor Álvaro assumiu diversos cargos na área de Loteria. No início de 1987 foi Superintendente de Loterias, em Brasília/DF, aposentando-se no final de 1987quando voltou para o Rio de Janeiro/RJ, onde vive.

O primeiro Revendedor Fixo de Bilhetes a ser credenciado para fazer apostas da Loteria Esportiva foi A Simpatia Lotérica, do Rio de Janeiro.

A primeira reunião nacional de lotéricos de todo o Brasil foi realizada  no Hilton Hotel em São Paulo (SP),  em 1976. O evento teve início no dia 26 e foi até 29 de Maio. Coube, então ao revendedor  lotérico Ayr Togeiro de Moraes levantar-se durante uma reunião e propor que daquele dia, o 26 de Maio fosse declarado Dia Nacional do Revendedor Lotérico. Sua sugestão foi plenamente aceita e aclamada pela assembléia. Em 1986 a data foi incluída no Calendário Nacional de Eventos.

Quem conta o episódio, com muito orgulho, por ter participado de quase tudo o que se realizou sobre loterias há cerca de 50 anos, é Sylvio Luongo, 77 anos( filho de outro lotérico),  que deixou a profissão de engenheiro para assumir a carreira de lotérico. Ele é diretor da Casa Luongo Loterias Ltda, com uma loja instalada no aeroporto de Congonhas (SP).

Em 18 de setembro de 1980, no Rio de Janeiro, aconteceu o primeiro sorteio da Loto, em caráter experimental. A partir do concurso número 2 passou a ser feita em São Paulo. Nos primeiros 36 concursos nenhum apostador conseguiu acertar os cinco números, a quina. Diante disso, a CAIXA baixou o preço máximo das apostas, forçando os clientes a preencherem mais volantes , aumentando assim a possibilidade de combinações. O resultado foi imediato. Neste mesmo ano a CAIXA passou a realizar sorteios no Caminhão da Sorte,

A Sena foi lançada em 1988,  com sistema  informatizado.

Em 22 de Agosto de 1991 foi lançada a Loteria Instantânea cujos prêmios eram  em dinheiro. Somente em 1996 ela iniciou a premiação em bens, com a modalidade Carro Campeão.

No mês de Março de 1994 a Loto, que se chamava internamente de Loto I, foi substituída pela Loto III - a Quina.

A Super-Sena chegaram ao mercado em Abril de 1995. A partir de Março de 1998 passou a chamar-se Super-Sena Dupla Chance.

A  Mega-Sena iniciou em Março de 1996, já oferecendo prêmios milionários e caiu imediatamente no gosto dos clientes.

Em Novembro de 1997 a CAIXA colocou no mercado a Trinca, que não obteve o êxito pretendido e 03 anos depois deixou de existir.

O Trevo da Sorte não fez jus ao nome. A tentativa foi realizar um "game show" lotérico. O primeiro sorteio realizado no programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, em Novembro de 1998. Permaneceu na TV até o 17, passando a ser feito no auditório da Caixa em Brasília. Também não obteve sucesso e encerrou suas atividades sendo substituído pela Lotomania que, por ser mais simples, obteve imediata aceitação do público. Seu primeiro sorteio ocorreu em 02 de Outubro de 1999.

A Dupla Sena substituiu a Super - Sena Dupla Chance em Novembro de 2001 e em Fevereiro de 2002 o Lotogol substituiu o Bolão Federal.

O primeiro sorteio do Lotofácil foi realizado em 29 de setembro de 2003. No concurso de estréia, cinco apostadores acertaram os números da faixa principal e levaram, cada um, R$ 49,7 mil.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Literatura

"1964 - O Verão Do Golpe"

A sensualidade de Brigitte Bardot, a bossa nova de Nara Leão; o balanço de Jorge Ben; o cinema novo de Gláuber Rocha; as primeiras pranchas de fibra de vidro no arpoador; e, pelo mundo, grandes movimentos libertários. Paradoxalmente, nesse contexto de grandes novidades culturais, estava sendo germinado o movimento civil-militar que acabaria com a democracia no Brasil. A partir desse original ponto de vista, no livro "1964 - O verão do Golpe", o jornalista Roberto Sander recria toda a atmosfera dos três meses que antecederam o 31 de março que mudaria a nossa história no século passado. Com uma narrativa ágil e rica em detalhes, fruto de uma pesquisa de cinco anos, o autor transportará o leitor para o dia- a-dia (os capítulos são divididos em semanas) desse momento chave ocorrido há exatos 50 anos. O prefácio é do jornalista Geneton Moraes Neto e a revisão histórica e texto de orelha do cientista político Eduardo Heleno, professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Curiosidades

Miguel e Sophia lideram ranking dos 100 nomes mais usados pelos brasileiros
Nomes compostos não estão muito na moda. Para as meninas a tendência são os nomes que começam com a letra M

Após reunir 45 mil nomes de bebês do sexo masculino, e 42 mil nomes de nenês meninas, o site BabyCenter Brasil divulgou que os nomes mais comuns usados pelos brasileiros no ano de 2014 foram Sophia e Miguel.

É o segundo ano seguido que os nomes lideram o ranking da página. Os nomes compostos não estão muito na moda, apenas 14 compõem a lista, a maioria masculinos, como João Pedro, Pedro Henrique e João Vítor. Para as meninas, a tendência são os nomes que começam com a letra M, como Manuela, Maria Eduarda e Maria Luiza.

Veja a lista:

Meninos
01 - Miguel, 02 - Davi, 03 - Arthur, 04 - Pedro, 05 - Gabriel, 06 - Bernardo, 07 - Lucas, 08 - Matheus, 09 - Rafael, 10 - Heitor, 11 - Enzo, 12 - Guilherme, 13 - Nicolas, 14 - Lorenzo, 15 -Gustavo, 16 - Felipe, 17 - Samuel, 18 - João Pedro, 19 - Daniel, 20 - Vitor, 21 - Leonardo, 22 - Henrique, 23 - Theo, 24 - Murilo, 25 - Eduardo, 26 - Pedro Henrique, 27 - Pietro, 28 - Cauã, 29 - Isaac, 30 - Caio, 31 - Vinicius, 32 - Benjamin, 33 - João, 34 - Lucca, 35 - João Miguel, 36 - Bryan, 37 - Joaquim, 38 - João Vitor, 39 - Thiago, 40 - Antônio, 41 - Davi Lucas, 42 - Francisco, 43 - Enzo Gabriel, 44 - Bruno, 45 - Emanuel, 46 - João Gabriel, 47 - Ian, 48 - Davi Luiz, 49 - Rodrigo e 50 - Otávio.

Meninas
01 - Sophia, 02 - Alice, 03 - Julia, 04 - Isabella, 05 - Manuela, 06 - Laura, 07 - Luiza, 08 - Valentina, 09 - Giovanna, 10 - Maria Eduarda, 11 - Helena, 12 - Beatriz, 13 - Maria Luiza, 14 - Lara, 15 - Mariana, 16 -Nicole, 17 - Rafaela, 18 - Heloísa, 19 - Isadora, 20 - Lívia, 21 - Maria Clara, 22 - Ana Clara, 23 - Lorena, 24 - Gabriela, 25 - Yasmin, 26 - Isabelly, 27 - Sarah, 28 - Ana Julia, 29 - Letícia, 30 - Ana Luiza, 31 - Melissa, 32 - Marina, 33 - Clara, 34 - Cecília, 35 - Esther, 36 - Emanuelly, 37 - Rebeca, 38 - Ana Beatriz, 39 - Lavínia, 40 - Vitória, 41 - Bianca, 42 - Catarina, 43 - Larissa, 44 - Maria Fernanda, 45 - Fernanda, 46 - Amanda, 47 - Alícia, 48 - Carolina, 49 - Agatha e 50 - Gabrielly.

Literatura

"Os clássicos do futebol brasileiro"

Um inédito e histórico levantamento dos maiores clássicos do futebol brasileiro, através de uma viagem iniciada ainda no princípio do século passado entre São Paulo Athletic Club e o Club Athletico Paulistano. Uma obra cheia de curiosidades, fatos e registros históricos que envolve o futebol de todas as 27 unidades federativas deste país continental. São mais de 200 clássicos, mais de 1000 histórias, emoções infinitas e rivalidades que se perpetuam a cada dia e engradecem a maior paixão do povo brasileiro, o futebol.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

90ª Corrida Internacional de São Silvestre

Masculino
Dawit Admasu, da Etiópia, venceu a prova masculina da Corrida de São Silvestre com o tempo de 45min04s nesta quarta-feira, 31/12. A última vitória da Etiópia havia sido Tariku Bekele, em 2011. Dawit Admasu, campeão nesta quarta-feira, terminou a prova um segundo à frente de Stanley Koch, do Quênia. Completaram o pódio Fabiano Naasi, da Tanzânia, com 45m10; Mark Korir, do Quênia, com 45m19; e Giovani dos Santos, do Brasil, com 45m22.

Feminino
Na prova feminina, após cinco vitórias consecutivas do Quênia, foi a Etiópia quem venceu, com Ymer Ayalew, com 50min43, três segundos mais rápida que a segunda colocada, Netsanet Kebede, também etíope. O Quênia subiu ao pódio na terceira posição, com Priscah Jeptoo (campeã em 2011). Ymer Ayalew havia sido a última campeã etíope da São Silvestre, ela venceu em 2008 com o tempo de 51min37s. Joziane Cardoso teve o melhor desempenho entre as brasileiras, terminando na oitava posição.
Fonte: www.carlosferreirajf.blogspot.com

Literatura

"Fluminense para Jovens Tricolores"
Futebol é cheio de histórias e de paixão. Ainda mais em um time grande como o Fluminense Football Club. Para o brasileiro, o futebol está no DNA. A paixão pelo esporte e pelo time de coração deveria ser diretamente transmitida para seus filhos através do código genético. Mas, na verdade, não é bem assim que funciona. Chico Soares, torcedor fanático do Fluminense, um dia descobriu que seu filho Vinícius não herdou sua paixão pelo tricolor carioca. E conversando com Celso Taddei, seu colega de arquibancada, ficou sabendo que o amigo passava pelo mesmo problema em casa. Foi então que os dois decidiram que era hora de ajudar a genética. Celso e Chico se juntaram para contar as histórias e glórias do Fluminense Football Club. Juntos, pesquisaram e criaram uma obra única, com a ajuda das expressivas ilustrações de Rodrigo Macedo. Com uma linguagem leve e objetiva, explorando com cuidado e mérito,  os jargões do futebol, a dupla coloca os leitores no clima do jogo, levando-os a um passeio, década a década, pela história tanto do clube, quanto do Brasil e do Mundo. Estruturado como um almanaque, cheio de ilustrações e textos complementares, os autores usam essas informações históricas para localizar o clube no tempo e espaço, com vasta referências a fatos, personalidades e fenômenos culturais como Segunda Guerra Mundial, Golpe Militar de 1964, presidentes da República, Bossa Nova, The Beatles, e outros. Dessa forma o leitor acaba por conhecer também um pouco da história do país e do mundo, tendo como ponto de partida e referência a história do Fluminense Football Club. Sem falar nas páginas especiais, com as camisas históricas, hino do clube, primeira bandeira, e uma galeria de ídolos do passado e do presente.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Hilda Maia Valentim (1930-2014)

Hilda Furacão morre em asilo de Buenos Aires
Pernambucana que tornou-se célebre na noite de Belo Horizonte viveu a última metade da vida na capital argentina, para onde mudou-se com o marido, o jogador Paulo Valentim.

Personagem mítica da noite de Belo Horizonte, Hilda Furacão morreu de causas naturais às 9h30 da última segunda-feira, 29/12, em Buenos Aires, onde morava desde a década de 1960. Encontrada pelo jornal "Estado de Minas", em matéria do jornalista Ivan Drumond, no último mês de julho, a mulher que inspirou romance de Roberto Drummond vivia há cerca de três anos no asilo Hogar Guillermo Rawson, na capital argentina, com recursos da prefeitura local.

Nascida no Recife, em 30 de dezembro de 1930, Hilda Maia Valentim foi famosa na BH da década de 1950, época em que vivia da prostituição. fez história na Zona Boêmia de Belo Horizonte, fazendo ponto no Maravilhoso Hotel da Rua Guaicurus, e ganhou notoriedade na obra de Roberto Drummond, que levava sua alcunha como título. Em seus documentos, herdou o último sobrenome ao se casar com o ex-jogador de futebol, Paulo Valentim.

Segundo os médicos, Hilda agonizava há cerca de 10 dias e já não comia. A direção do asilo, que trata essa morte como a de uma celebridade, tenta que a Associação dos Ex-jogadores do Boca Juniors faça o sepultamento. Caso a resposta seja negativa, o próprio hogar arcará com as despesas, já que ela estava internada, lá, por conta da municipalidade, que tem uma lei especial para ajuda a idosos.

Hilda Valentim morreu sozinha. Sua única companhia eram os outros idosos que também eram moradores do mesmo asilo. Por muitos deles, ela era cultuada, e não eram poucos os velhos torcedores do Boca que se aproximavam e entoavam a cantiga que a torcida dirigia a Paulo Valentim: "TIM, TIM, TIM, gol de Valentim".

O sepultamento, seja através da associação dos veteranos do clube ou correndo por conta da municipalidade, acontecerá no Cemitério de Chacaritas, em Buenos Aires, onde também foi sepultado Paulo Valentim, cujos ossos já foram retirados. Não existe hoje nenhum registro, nenhuma lápide ou placa referente ao fato de ele, um dos maiores ídolos da história do Boca, ter seu corpo ali guardado. O único registro está no livro do cemitério.
Fonte: www.uai.com.br

Obs: 
Paulo Ângelo Valentim nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 20 de novembro de 1932 e morreu em Buenos Aires, em 09 de julho de 1984. Começou carreira no Guarani, de Volta Redonda e jogou ainda no Atlético-MG, Botafogo-RJ, Boca Juniors, São Paulo, Atlante, do México, Argentino, de Quilmes, e na Seleção Brasileira.


Literatura

"Maracanazo, a história secreta"
Escrito pelo jornalista esportivo uruguaio Atílio Garrido, um dos mais influentes atualmente no mundo da bola, o livro revive a história da Copa de 1950, e a contextualiza com o momento atual, em que temos o retorno da Copa do Mundo ao Brasil após um longo intervalo de 64 anos. De forma imparcial, o autor vai além do relato esportivo. Ele cria um documento histórico informativo, crítico e emocionante deste que foi um dos maiores fatos do futebol mundial e que teve profundas consequências nas histórias do Brasil e do Uruguai, em seus âmbitos cultural, social, político e, obviamente, esportivo. Enriquecido por relatos dos protagonistas (jogadores, dirigentes, jornalistas), Atílio Garrido aborda assuntos como o desafio da construção do Maracanã, a euforia da torcida brasileira, detalhes sobre as preparações das equipes, pontos de vista dos campeões uruguaios e dos brasileiros derrotados, e tudo sobre o antes, o durante e o pós da épica final da primeira Copa do Mundo disputada no Brasil.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Júlio Guedes (1951-2014)

Morre o ex-Rei Momo do Carnaval de Juiz de Fora, Júlio Guedes

Morreu no domingo, 21/12, vítima de infarto, o ex-Rei Momo de Juiz de Fora, Júlio Guedes. Júlio foi Rei Momo por 12 anos, de 1993 a 2004, quando, por motivos de saúde, transferiu o reinado para seu irmão gêmeo, Carlos Guedes.
O corpo foi velado na capela 04 do Cemitério Parque da Saudade, no bairro de Santa Terezinha e o sepultamento realizado na tarde de segunda-feira, 22/12, no mesmo cemitério. Júlio Guedes tinha 63 anos e era ligado às Escolas de Samba Turunas do Riachuelo e Juventude Imperial e à Banda Daki.

domingo, 14 de dezembro de 2014

"Saudade...palavra única que só existe na Língua Portuguesa"

Eu tenho saudade...
"Do tempo que o tempo era outro de romantismo, de confiança no ser, e não no ter. Saudades quando humano era humano, saudades da vila, das casinhas, da troca de gibis, jogar bilboquê, Klica (Bolinha de gude). pião no meio da rua, banhar-se em um ribeirão sem poluição. Saudades do Majestoso Hotel Holetz em Blumenau. Do centro histórico, da igrejinha São Paulo Apóstolo, tudo descaracterizado pelos insensatos donos do poder. Saudades quando o professor era valorizado, respeitado, até as autoridades... Saudades dos natais e do São Nicolau, do bombeiro, meu amigo e querido pai.

Saudades da cuca da Oma, do tear ao ruído das lançadeiras...Tec...tec...tec...tec, da sirene para alertar a entrada dos colaboradores da E.I. Garcia, das pescarias, das piavas e carás. Saudades do clube 12 e do bairro, o Anilado Amazonas, do seu magnifico e belo estádio que foi aterrado impiedosamente pelo “progresso” ou da covardia de alguns dirigentes da Artex. 

Saudades do Apito do Trem conduzido pela Macuca, que os “futuristas” destruíram em 1971. Saudades dos amigos, das primas que hoje...deixa pra lá. Saudades de apanhar no galho as goiabas, tangerina, araçás, pitangas, das festas Juninas de São João e São Pedro e desfiles pelas ruas, da fogueira, da pipoca, pinhão, quentão e premiação. Saudades do "desfile do papai Noel do agaême". 

Saudades do antigo colégio Luiz Delfino e São José, do cavalo Petiço, do Cavalinho Branco, da antiga Ponte Preta, do Sr. Russo e da Rua 12. Saudades do Cine Garcia, Busch, Blumenau, e Cine Mogk. Saudades das janelas abertas e portas destravadas, saudades quando o pinico não era o prédio do congresso, e da esplanada. Saudades de quando se fazia por amor, jogar futebol, trabalhos comunitários, vereadores, hoje tudo interesses econômicos, Saudades quando vermelho era cor do sangue do brio e não da ideologia... Saudades quando o homem não tinha vergonha de ser honesto e virtude era dever não obrigação.

Saudades da palavra, da honra da simplicidade, da humildade, das estrelas cadentes, do luar e do sertão. Saudades da gruta Nossa Senhora da Glória, saudades da Marcha do Esporte comandada por Tesoura Jr. Na Prc4 Rádio Clube de Blumenau. Saudades do “Pick-up da frigideira” (Rádio Clube Nereu) “A vida com alegria é outra coisa” apresentado por Nelson Rosembrock) do Programa Preto no Branco comandada pelo Lazinho, A Hora do Rei, Bandas e bandinhas, do repórter Catarinense e Esso. Saudades do Olímpico campeão, Guarani, Vasto Verde e Palmeiras, Saudades do galo Rodolfo Sestrem “Tempo e Placar no Dêba”, Só porque hoje é sábado, Blu é uma parada. Saudades da confeitaria Tonjes, da TV Coligadas Canal 3  das Lojas HM – Hermes Macedo e Prosdócimo.
Saudades da saudade, mas que o amor ainda existe."
Adalberto Day - Cientista Social e Pesquisador da História
(Blumenau-SC).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"Saudade...palavra única que só existe na Língua Portuguesa"

in memoriam

Eu tenho saudades...
"Dos meus tempos de criança, quando brincava de "gangorra" em minha terra natal, Santana dos Montes, que na época era distrito de Conselheiro Lafaiete. Apesar de ter percorrido o mundo e ter transmitido cinco copas do mundo, 1970 (México), 1974 (Alemanha), 1978 (Argentina), 1982 (Espanha) e 1986 (México), todas pela Rádio Inconfidência de Belo Horizonte, jamais esqueci minhas origens".
Alair Ferreira Rodrigues - (1937-2012)
Belo Horizonte/Lagoa Santa/Divinópolis

Eu tenho saudade...
"Dos Jogos memoráveis envolvendo Tupi, Tupynambás e Sport, no campeonato regional, quando a então Liga de Desportos de Juiz de Fora era uma liga profissional".
Antonio Bassoli (Sr Niquinha) - (1930-2011)
Sarandira/Juiz de Fora

Eu tenho saudade...
"Do trem de Ferro, da antiga Leopoldina, que passava por Bicas (minha terra natal), transportando passageiros e escoando a produção de café. Acordava cedo só para ouvir o repique do "sino" da estação, anunciando a chegada, ou a partida, de mais um trem de passageiro"
Edson Maini (Sr Didi)  (19-2007)
Bicas/Juiz de Fora

Eu tenho Saudade.....
"Do transporte ferroviário de passageiros, que interligavam as cidades, encurtando distância, levando e trazendo o progresso. Aqui em Santos Dumont eram 14 trens descendo e 14 subindo. Muitos cruzavam aqui, época em que os maquinistas traziam, gentilmente, bilhetes dos familiares de outras cidades da região, principalmente, do ramal de Mercês, dando noticias, comunicando as novidades. Saudade dos tempos em que o pagamento dos ferroviários chegava no "trem pagador", puxado por locomotivas, que na época eram movidas por carvão mineral  ou óleo diesel, e que nunca foi assaltado, o que não aconteceria nos dias de hoje. Saudade do doce de leite Borboleta, que até hoje ninguém conseguiu fazer igual, do queijo do reino Palmira, da manteiga verdadeira e pura. Produtos esses, conhecido em muitos países. Saudades dos  famosos circos que por aqui chegavam, dos filmes que eram exibidos nos dois cinemas da cidade".
Jorge de Castro - (1944-2014)
Santos Dumont-MG

Eu tenho saudade...
"Das partidas de futebol que o Santos Futebol Clube, do bairro Floresta, realizava no campo da Fábrica de Tecidos São João Evangelista e que a família Carbogim era base do time, com Zé Alemão, Gabriel e Rafael, além de meu sobrinho Flávio, como mascote"
Miguel Priamo Carbogim - (1942-2010)
Juiz de Fora

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

"Saudade...palavra única que só existe na Língua Portuguesa"

Não Machucava Tanto...
Messody Ramiro Benoliel*
Não Machucava tanto como agora,
suportaria se não fosse assim
este vazio no romper d´aurora

e esta tristeza me levando ao fim.

         II
É dor constante que se revigora,
é nostalgia, é solidão enfim...
tudo me falta e a natureza chora,
ingrata vida se negando a mim.

         III
Tento encontrar razões para viver
procurando entender tal sentimento
que mansamente, só me faz sofrer !

         IV
Mas hoje sei, parece até castigo,
quem não me deixa nem por um momento:
É A SAUDADE, EM BUSCA DE UM ABRIGO !

Messody Benoliel é o atual Presidente da Academia Brasileira de Trova, fundada em 1960.  

NOTAS DE ESCLARECIMENTO:
"A saudade é bandoleira,
sem hoje, sem amanhã,
travosa como a cidreira
rosada, como  a romã"

SAUDADE EM UM SONETO IMPERFEITO
Newton Rodrigues*


Pra recordar de vez desse amor
Pois no canto triste da sorte
Se faz em instantes distintos, se for
Lacrimejando os anseios de morte


Nunca é demais que um dia recorde
Na espera, viver com sentido
no mesmo passado a limpo, acorde
Revelando ser  o presente,  querido.


Lembrando instantes de angústia, não pára
Consciente de tudo aquilo que amplia
Na mesma ponte que une, separa


Mantendo alegre a saudade de um dia
Que sempre retorna aos poucos e é cara
Fazendo sofrer quem jamais deveria.

ZÉPHYR
Newton Rodrigues*

A lembrança de seu corpo recupera,
em mim, a suave tez que não repele;
pr’a  se conter, meu corpo então libera
hormônio fervilhante em toda a pele.

Uma doce sensação induz a mente
e recompõe o fio ao qual se agarra
deixando encarcerados, felizmente,
desejos recolhidos à força, à marra.

Por quê? – Pergunto e calo resoluto
me pondo entristecido, ainda luto,
não escondendo a dor e o tormento...

... de vê-la assim, tão perto, mesmo em sonho,
Que em destilada forma recomponho,
Sorvendo o que sobrou em pensamento.

(extraído do livro “Fragmentos e Algumas Mensagens Dedicadas”, p. 82, 2012)


A CHUVA
Newton Rodrigues*

Quando crianças, a chuva despertava, em nós, um fascínio.
Da janela, hipnotizados, passávamos um longo período apreciando o balé dos pingos que caiam, harmoniosamente, molhando a nossa visão do mundo.
Crescemos e o encanto parece que se foi. Hoje, quando chove, corremos como quem foge de uma praga, de um animal feroz, de um carro em alta velocidade, de um cobrador mal-educado, de um gerente de banco pressionado, de um telefonema de madrugada, e por aí vai! Mas, fugimos.
Apesar de ácida, a água da chuva ainda é uma das manifestações da natureza, no meio urbano, ao alcance de todos. É lógico que os riscos existem, mas, por que não se deixar molhar, despreocupadamente, pela primeira chuva que vier? Pode ser uma volta ao passado. Como crianças crescidas, uma meia-hora de chuva pode lavar a nossa alma, sedenta de paz e tranqüilidade. Acredite: a liberdade conquistada na maturidade nos concede o direito de chutar poças d’água em dias de chuva.
Talvez o medo do ridículo impeça um grande número de pessoas de sentir a alegria de se molhar, sob a chuva, sem pensar na vida estressante que nos pressiona e, a todo instante, mostra que crescemos e, como adultos, temos, erroneamente, compromisso exclusivo com a materialidade de nossas rotinas.
O medo do escárnio leva-nos ao descarte de ótimas oportunidades para viajar no tempo revivendo sensações de crianças se apresentando em inocentes pingos de chuva que nos empurram, assustados, para debaixo da primeira marquise que avistamos.
(extraído do livro “Fragmentos e Algumas Mensagens Dedicadas”, p. 86, 2012)

Newton Rodrigues - Jornalista Esportivo e Escritor
Anápolis-GO

NOTAS DE ESCLARECIMENTO:
A saudade, recordação nostálgica e suave de bons momentos, penetra a metafísica de todos nós. Fatos, lugares, pessoas e principalmente as sensações que viajam no tempo são os fios condutores que trazem a saudade para nos fazer melhores, pois os bons sentimentos sempre ficam e permanecem enquanto há vida.

Do que sentimos saudades...

por Wagner Waltenberg 

01)   Do tempo em que os homens conseguiam intuir e resolver à  contento, o “complexo”  cálculo mental  entre a aproximação de um veículo e o tempo necessário para atravessar uma rua, sem a necessidade de um bonequinho verde e vermelho pra saber se deve ou não atravessar a rua.

02)   Quando as pessoas sabiam que é mais fácil parar 70 ou 100 quilogramas do que uma tonelada ou dez, produzindo desgaste de peças e pneus, que fazem aumentar muito os lucros de produção e distribuição fabril, cujas consequências todos nós já sabemos.

03)   Quando por princípios, dirigíamos um e-mail para uma única pessoa, sem cópia oculta,  exceto os  e-mails em massa

04)   Quando sem necessidade de lei, dávamos prioridade aos idosos e crianças e não se batia em mulheres pela fragilidade física aparente

05)   Quando as leis tinham por objeto a regulação social, razão principal de sua existência.

06)    Quando o mais importante era a idéia e não a patente.

07)   Quando entre a tolerância zero e a tolerância, havia o bom senso.

08)   Quando as pessoas intuíam a “complexa” relação entre o teor alcoólico ingerido e capacidade funcional e operacional futura.

09)    Quando as leis ”moravam“ dentro do indivíduo, afinal não há necessidade de leis para aquilo que ninguém quer fazer

10)  Quando não era necessário simuladores virtuais para auto escola pra depois passar para automóveis: somos retardados?

11) Quando as setas de um automóvel eram supérfluas, por que conseguíamos perceber para onde iria virar somente observando seu movimento lateral.

12) Quando era consenso que as ruas e avenidas pertenciam aos carros e as calçadas aos pedestres

Diagnóstico: vai ser difícil desconstruir tudo isso. Um exército de anômicos!!!
Fonte: www.noticiasimpossiveis.wordpress.com