quarta-feira, 16 de abril de 2014

Literatura

"Direto de Paris, coq au vin com feijoada"

Em 224 páginas, o jornalista Milton Blay relata as maiores dificuldades, o dia a dia e algumas coberturas que revelaram os principais acontecimentos em torno da França. Ele vive na capital francesa desde 1978, tendo trabalhado como correspondente da revista Visão, da Folha de S.Paulo e das rádios Capital, Excelsior (depois CBN) e Eldorado e colecionado histórias inusitadas, coberturas marcantes e encontros extraordinários. Ainda atuou como redator-chefe da Radio France Internationale e presidente da Associação da Imprensa Latino-Americana na França.

Futebol

terça-feira, 15 de abril de 2014

Literatura

"Telê e a Seleção de 82 – da Arte À Tragédia"

Quem viveu, não esquece, e quem só ouviu falar, chega a sonhar com uma das seleções que mais encantou o mundo, mas que não foi campeão mundial. O Brasil de 1982 jogava por música e, durante a Copa do Mundo e bem antes dela, chamava a atenção pela volúpia ofensiva e pelas jogadas fantásticas articuladas por craques como Zico, Sócrates e Falcão. Mas como se formou essa equipe? Como foi a preparação e quais foram os percalços enfrentados pelo time na preparação para o Mundial? Tudo isso é contado nessa obra de Marcelo Mora.

domingo, 13 de abril de 2014

Copas do Mundo

Espanha 82
A Copa do Mundo de 1982, na Espanha, está marcada na memória de todo apaixonado por futebol. Não pelo tri da Itália, que fez bela final contra a Alemanha, com apito do brasileiro Arnaldo Cézar Coelho. Muito menos pelo aumento no número de seleções para 24 (com 14 sedes e 17 estádios) ou pelos resultados surpreendentes dos africanos Camarões e Argélia. O que a maioria não esquece mesmo é o encantamento causado pela Seleção Brasileira dirigida por Telê Santana e precocemente eliminada pela Itália. A partida ficou conhecida como Tragédia de Sarriá, numa referência ao estádio de Barcelona, que seria demolido em 1997.

O mineiro Telê Santana assumiu o cargo em 1980, em substituição a Cláudio Coutinho e sob o comando da recém-criada CBF (Confederação Brasileira de Futebol), presidida por Giulite Coutinho. Os primeiros resultados não empolgaram até o Mundialito, torneio disputado no início de 1981, no Uruguai. Os anfitriões derrotaram o Brasil na decisão por 2 a 1. Nas eliminatórias, a Seleção Brasileira não teve dificuldade, já que caiu num grupo com Venezuela e Bolívia e venceu os quatro jogos.

A situação começou a mudar com a excursão à Europa, em maio. O Brasil voltou com três vitórias contra grandes adversários: 1 x 0 sobre a Inglaterra, na primeira derrota dos ingleses para uma seleção sul-americana em Wembley; 3 x 1 diante da França; e 2 x 1 ante a Alemanha Ocidental, em Sttudgard, com o goleiro Valdir Peres defendendo em sequência duas cobranças de pênalti feitas por Breitner. Em julho, a Seleção Brasileira ainda derrotaria a Espanha por 1 a 0, em amistoso na Fonte Nova.

A despedida do país foi com uma goleada por 7 a 0 sobre a Irlanda, na inauguração do Parque do Sabiá, em Uberlândia. Apesar dos bons resultados, a equipe de Telê Santana ainda era alvo de críticas, principalmente pela falta de um ponta-direita nato. Outro problema ocorreu já na Espanha: o atacante Careca, do Guarani, sofreu contusão muscular e teve de ser cortado. Serginho virou titular e Roberto Dinamite foi convocado para o banco.

Na estreia contra a União Soviética, o desempenho ofensivo não escondeu as deficiências da defesa: Valdir Peres falhou no gol de Bal, o zagueiro Luisinho cometeu dois pênaltis não marcados pelo árbitro espanhol Augusto Castillo, e o lateral Leandro não conseguiu parar o ponta Blokhin. No segundo tempo, Sócrates e Éder, com belos chutes de fora da área, viraram o placar. Na partida seguinte, o Brasil começou de novo atrás no placar, mas não teve muito trabalho para chegar à goleada por 4 a 1 sobre a Escócia. Classificada, a Seleção Brasileira poderia poupar jogadores contra a Nova Zelândia, mas Telê repetiu a escalação e a equipe voltou a golear, 4 a 0.

As quartas de final eram disputadas em quatro grupos de três seleções, e o Brasil ficou junto de Itália e Argentina. Foram nove dias de intervalo até a partida contra os hermanos, que, derrotados no duelo com os italianos no primeiro jogo, precisavam da vitória para continuar com chances de classificação. Os argentinos começaram pressionando, mas a Seleção Brasileira não demorou a abrir o marcador, com Zico.

Pelo empate O craque Maradona não conseguiu se destacar, e o Brasil ampliou com gol de Serginho no segundo tempo. Pouco depois, Júnior fez o terceiro, confirmando a vitória. Somente aos 44min, depois da expulsão de Maradona por atingir Batista com um pontapé, a Argentina diminuiu com Ramon Díaz. A Seleção Brasileira jogaria pelo empate contra a Itália pela vaga na semifinal. Para “facilitar”, os italianos estavam num clima ruim, com briga entre jogadores e imprensa.

O técnico Telê Santana não admitia alterar a maneira de jogar para segurar o empate. A Seleção também teve dificuldade ao enfrentar forte marcação homem a homem. Gentile, por exemplo, não desgrudou de Zico até rasgar sua camisa dentro da área, em pênalti não marcado pelo árbitro Abraham Klein, de Israel. Para complicar, logo aos 5min Paolo Rossi marcou para a Itália. O primeiro empate também não demorou: Sócrates, aos 12min. Aos 25min, depois de erro de passe de Cerezo, Paolo Rossi colocou a Azzurra novamente à frente.

O Brasil empatou mais uma vez somente aos 27min do segundo tempo, depois que Paulo Isidoro substituiu Serginho. Falcão fez o segundo gol brasileiro. Mas em seguida, em nova falha defensiva, Paolo Rossi marcou o terceiro gol italiano, em lance em que Júnior pediu impedimento quando ele mesmo dava condições ao atacante adversário. O zagueiro Oscar quase fez o gol da classificação, aos 44min, mas a vitória italiana se confirmou e o futebol saiu derrotado com a eliminação de uma equipe que tinha como essência a arte com a bola nos pés.

Personagem
Falcão

Catarinense de Abelardo Luz, Paulo Roberto Falcão era um dos pilares da equipe. Vendido à Roma em 1980, o volante, revelado pelo Internacional, não foi às eliminatórias nem aos primeiros amistosos de 1982 porque não era liberado pelos italianos. Mas tinha vaga garantida na estreia, com Cerezo suspenso. Na sequência, Telê manteve os dois e tirou Paulo Isidoro. “A qualidade individual era o diferencial, mas a serviço do coletivo. Os jogadores entenderam que a melhor maneira de usufruir da qualidade técnica era jogar coletivamente”, comentou em seu livro "Brasil, o time que perdeu a Copa e conquistou o Mundo". Na Espanha, Falcão, com 28 anos, marcou três gols, contra Escócia, Nova Zelândia e Itália.


Você sabia?
Em campo, um xeque intruso

No jogo França 4 x 1 Kuwait, em Valladolid, em 21 de junho, o xeque Fahid Al-Ahmad Sabah, chefe da delegação do Kuwait, desceu da tribuna de honra e invadiu o campo após o quarto gol francês, marcado por Giresse. Ele alegava ter ouvido um apito indicando impedimento no lance e ordenou que a equipe, comandada por Carlos Alberto Parreira, deixasse o campo. O árbitro soviético Miroslav Stupar voltou atrás, mas a França tornou a marcar, com Bossis. A Fifa suspendeu Stupar e multou o xeque em míseros US$ 11 mil.

Massacre de 10 a 1, o recorde
A maior goleada da história das Copas ocorreu em gramados espanhóis. Em 15 de junho, em Elche, Hungria e El Salvador estreavam no Grupo C. A Seleção Húngara não tinha a mesma força da equipe de 1954, mas chegou facilmente aos   10 a 1. No primeiro tempo, foram três gols: Nyilasi, Poloskei e Fazekas. Na etapa final, Toth, Fazekas, Szentes, Nyilasi e Kiss, três, completaram o massacre. Kiss tornou-se o primeiro reserva a fazer três gols em um jogo de Copa. Apesar da goleada, a Hungria não se classificou.

Uma trave fora das medidas
Na estreia do Brasil contra a União Soviética, em 14 de junho, uma das traves do Estádio Ramon Sánchez Pizjuán, em Sevilla, estava 2,5cm abaixo dos 2,44m de altura estipulados pela regra. O erro foi descoberto no dia seguinte por um ex-goleiro iugoslavo. O estádio só voltou a ser usado na semifinal, entre Alemanha x França, com a trave na altura correta.

O mais velho a erguer a taça
O goleiro italiano Dino Zoff tornou-se o jogador mais velho a conquistar uma Copa. Ele tinha 40 anos e 133 dias quando a Azzurra derrotou a Alemanha por 3 a 1, na final, em 11 de julho, no Santiago Bernabéu, em Madri. O brasileiro Arnaldo Cézar Coelho apitou. Como capitão   da equipe, Zoff teve a honra de erguer   a taça, depois de recebê-la das mãos do rei da Espanha, Juan Carlos.

A campanha
14/06    Brasil 2 x 1 União Soviética – Sevilla – Primeira fase
    Gols: Bal 34 do 1º, Sócrates 29 e Éder 43 do 2º
18/06    Brasil 4 x 1 Escócia – Sevilla – Primeira fase
    Gols: Narey 18 e Zico 33 do 1º, Oscar 3, Éder 18 e Falcão 42 do 2º
23/06    Brasil 4 x 0 Nova Zelândia – Sevilla – Primeira fase
    Gols: Zico 28 e 31 do 1º, Falcão 19 e Serginho 25 do 2º
02/07     Brasil 3 x 1 Argentina – Barcelona – Quartas de final
    Gols: Zico 11 do 1º, Serginho 21, Júnior 30 e Ramon Diaz 44 do 2º
05/07    Brasil 2 x 3 Itália – Barcelona – Quartas de final
    Gols: Paolo Rossi 5, Sócrates 12 e Paolo Rossi 25 do 1º, Falcão 27 e Paolo Rossi 29 do 2º
FONTE: www.uai.com.br

Literatura

"Brasil, o time que perdeu a Copa e conquistou o Mundo"

A Seleção Brasileira de 1982, comandada por Telê Santana e formada por alguns dos maiores craques brasileiros de todos os tempos, como Zico, Sócrates e Falcão, encantou o mundo na Copa da Espanha e se transformou em referência de técnica e talento para o futebol atual. Este livro, escrito por Paulo Roberto Falcão, reconta a história daquele time, pela ótica dos seus principais protagonistas.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

AM/FM

De acordo com Miniistério das Comunicações, 80% das emissoras AM solicitaram mudança para a faixa FM

Restante dos radiodifusores podem fazer pedido de migração até novembro

O Ministério das Comunicações divulgou que cerca de 80% das rádios AM de todas as regiões do país solicitaram ao Ministério das Comunicações autorização para migrar para a faixa de FM. O MiniCom recebeu um total de 1.386 pedidos de migração, em um universo que engloba 1.781 emissoras em todo o Brasil. Os dados fazem parte do balanço das sessões públicas realizadas em todas as capitais desde o dia 24 de março.

A adesão à proposta do Ministério das Comunicações foi alta na maioria dos Estados. No Pará e no Amapá, todas as rádios que operam em ondas médias apresentaram requerimentos. São Paulo, o Estado com mais emissoras AM (274, no total), registrou 237 pedidos. Mato Grosso do Sul, com 55 estações, teve 51 pedidos.

Das 108 emissoras AM de Santa Catarina, 100 delas pediram a migração. No Paraná, onde existem 180 rádios AM, o número de pedidos chegou a 162. Os requerimentos atingem mais de 80% no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Acre, Roraima, Tocantins, Goiás e Mato Grosso.
Os radiodifusores que solicitaram a migração receberão um número de protocolo, para acompanhar a tramitação dos seus pedidos.

A partir de agora, a Anatel realizará estudos de viabilidade técnica em cada unidade da federação para determinar se há espaço para a migração de todas as emissoras interessadas em cada município. Nos casos em que não haja espaço no espectro, a agência deverá analisar a necessidade de uso da faixa estendida de FM (de 76 MHz a 88 MHz), que deve ser liberada com a digitalização da TV.

Os canais 5 e 6, que hoje são ocupados por canais analógicos de TV, serão desocupados e destinados à FM. Hoje, as FMs são sintonizadas na faixa de FM 87.9 a FM 107.9. Com a liberação dos canais, essa frequência será estendida de FM 76 a FM 107.9.

As entidades que não participaram das sessões públicas ainda podem enviar os requerimentos para o MiniCom até o dia 10 de novembro. Mas, nesse caso, o pedido só vai ser analisado depois que a Anatel concluir os estudos de viabilidade técnica naquele Estado.

A migração das rádios AM para a faixa de FM foi autorizada no fim do ano passado pelo decreto 8.139. O objetivo da medida, que atende a uma antiga demanda de radiodifusores, é permitir a continuidade da operação dessas emissoras na nova faixa, já que o sinal das estações AM vem caindo em qualidade devido ao crescimento das cidades, além de não ser acessível em dispositivos como celulares e tablets ou mesmo em aparelhos de recepção mais modernos.

O Ministério das Comunicações ainda está tabulando as emissoras que fizeram o pedido e deve divulgar uma lista em breve.
FONTE: www.tudoradio.com

Literatura

"Manual do Correspondente Internacional na Era Digital”
O professor do Departamento de Jornalismo do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Antonio Claudio Brasil Gonçalves, lançou o livro “Manual do Correspondente Internacional na Era Digital”, pela editora Ciência Moderna, do Rio de Janeiro (RJ).
O livro é resultado do curso de Jornalismo Internacional, ministrado pela primeira vez na Universidade em 2011, e que teve Antonio Brasil como um de seus docentes. O Manual incrementa a produção intelectual da Universidade – constituindo-se em um instrumento de pesquisa e referência na formação dos futuros jornalistas – e, por meio dele, beneficia-se não apenas o curso de jornalismo da UFSC, mas os de todo o país.
Este é o primeiro manual produzido no Brasil que busca explicar como trabalha o correspondente internacional, com destaque para as novas possibilidades como o uso da tecnologia digital. Por meio de entrevistas, reportagens e artigos, o Manual do Correspondente busca descrever o ambiente e as situações encontradas por um profissional que decide por esse campo da carreira jornalística.
Outro assunto abordado são as consequências da popularização da internet e outras ferramentas digitais, que trouxeram tanto oportunidades como dificuldades para o mercado jornalístico.

QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou...
Vejam só que dilema!!!

Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução, PASSAGEIRO, nos correios, REMETENTE, no supermercado, CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado,CONTRABANDISTA.
Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto, SONEGADOR.
Para votar, ELEITOR, mas em comícios, MASSA , em viagens, TURISTA , na rua, caminhando, PEDESTRE, se sou atropelado, ACIDENTADO, no hospital, PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro, LEITOR, se ouço rádio, OUVINTE.
Para o Ibope sou ESPECTADOR, para apresentador de televisão, TELESPECTADOR, no campo de futebol, TORCEDOR.
Se sou rubronegro, SOFREDOR.
Agora, já virei GALERA.
Se trabalho de carteira assinada, sou COLABORADOR e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros .....DEFUNTO, para outros ... EXTINTO, para o povão ... PRESUNTO.
Em certos círculos espiritualistas serei ...DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ...ARREBATADO.

E pensar que um dia já fui mais EU!!!.

Atribuida a Luiz Fernando Veríssimo.

Literatura

“É Tetra! – a conquista que ajudou a mudar o Brasil” 
Vinte anos depois da conquista do tetracampeonato de futebol pela
seleção brasileira, um mineiro, Michel Costa, e um carioca, André
Rocha, resolveram entrar em campo de mãos dadas, como a seleção
daquela época, com o livro “É Tetra! – a conquista que ajudou a mudar
o Brasil”, da Editora Via Escrita.

Os autores tiveram a ideia de um projeto que estuda uma das
seleções mais desacreditadas da história. Uma equipe que poderia ter
jogado melhor, mais bonito, mais ousado, mais brasileiro. Mas, talvez,
teria perdido a força. Para não arriscar o tetra, Parreira optou por
ousar pouco. Deu certo. Ainda que pudesse jogar mais, não teve time
melhor naquela Copa.

André e Michel destrincham a seleção, os rivais, os jogos, o Mundial.
A viagem por aquele já distante 1994 é uma leitura imperdível. Passam
pelos meandros do Plano Real. Sofrem com a morte de Ayrton Senna.
Cutucam as eleições  presidenciais. E, mais do que tudo, entram de
cabeça naquele inesquecível verão americano, no qual o talento
brasileiro transformou o oval em redondo.

Com participações de Lédio Carmona, Mauro Beting e Paulo Vinícius
Coelho, a dupla está pronta para ter a obra entre as mais procuradas.
Como em 1994, o resultado final é o mesmo: um trabalho campeão.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Futebol

Os VEXAMES do Flamengo
A eliminação para o Leon do México, em pleno Maracanã, com gols de Arizala, aos 21'/1ºT (0-1); André Santos, aos 29'/1ºT (1-1); Boselli, aos 30'/1ºT (1-2); Alecsandro, aos 34'/1ºT (2-2); Peña, aos 37'/2ºT (2-3), fortalece o rol de vexames do Flamengo, diante de 53.230 pagantes.

A derrota para o América do México por 3 a 0, em 08/05/2008, em um Maracanã com 50 mil rubro-negros, e a conseqüente eliminação da equipe da Taça Libertadores, entra para a lista dos maiores vexames da centenária história do Clube de Regatas do Flamengo. A tragédia ocorreu em um dia que prometia ser de festa, três dias depois da conquista do 30º título carioca e com homenagens ao treinador Joel Santana, que se despedia (voluntariamente) do clube.

Um outro vexame do clube também ocorreu em um dia que seria de comemoração: a derrota por 6 a 0 para o Botafogo em 15 de novembro de 1972, pelo Campeonato Brasileiro, dia do aniversário do clube. Com três gols de Jairzinho. Um de letra. Uma derrota que foi lembrada pelos alvinegros nos clássicos contra os rubro-negros durante 19 anos, quando o time comandado por Zico devolveu o placar no Campeonato Carioca de 1981.

Outro vexame histórico do Flamengo não ocorreu diretamente contra o Botafogo, mas teve o Alvinegro como 'coadjuvante'. Na penúltima rodada da Taça Guanabara de 1968, o Flamengo empatou sem gols com o forte time do Botafogo (Gérson, Jairzinho, Roberto, Paulo César Lima, todos campeões mundiais dois anos depois no México). Com isso, precisava 'apenas' empatar com o Bonsucesso, na rodada final, para ser campeão. Após até ter dado até volta olímpica antecipada, os atletas rubro-negros foram vítima da confiança exagerada (algo que se repetiu 40 anos depois no mesmo Maracanã, contra o América-MEX) e perderam por 2 a 0. Descrente em um tropeço rubro-negro, o Botafogo havia enviado seus jogadores para uma excursão. E eles tiveram que voltar às pressas para decidir o título em um jogo extra. Resultado: Bota 4 a 1.

Outro desastre rubro-negro ocorreu diante de um time também sem tradição. Em 1980, o Flamengo brigava pelo, até hoje inédito, tetracampeonato carioca para o clube. A expectativa da torcida do Flamengo era grande, já que o time havia conquistado o Campeonato Brasileiro daquele ano. Mas após vencer o Estadual em 1978 e 79 (dois torneios foram realizados naquele ano), a equipe foi a Petrópolis (Região Serrana do Rio) e perdeu para o Serrano por 1 a 0, gol de Anapolina. A derrota tirou as possibilidades de o Flamengo ser campeão naquele ano. O título ficou com o Fluminense.

Quinze anos depois, o Tricolor foi responsável, não por um vexame, mas por uma tristeza marcante para o clube da Gávea. No ano do centenário, o Flamengo contava com Romário no elenco (o melhor jogador do mundo na época) e um dos melhores treinadores do Brasil, Vanderlei Luxemburgo. O Rubro-Negro chegou à última rodada do hexagonal decisivo precisando de um empate com o Fluminense para ficar com o título. Depois de estar perdendo por 2 a 0, conseguiu o empate, mas sofreu um gol histórico: a dois minutos do fim, Renato Gaúcho fez, de barriga, e o Tricolor venceu o jogo final do Carioca de 1995 por 3 a 2, impedindo o grande rival de comemorar o título em seus 100 anos.

Pelo Campeonato Carioca de 1997, o Flamengo teve um time de Joel Santana como carrasco. Na última rodada do primeiro turno da competição, o Rubro-Negro precisava de uma vitória sobre o Botafogo para disputar o título da Taça Guanabara contra o próprio Alvinegro, classificado por antecipação. Joel escalou um time só com reservas e sequer ficou no banco. Mesmo com Romário e Sávio em campo, quem brilhou foi o botafoguense Renato, autor do gol da vitória por 1 a 0.

Neste século, o grande vexame rubro-negro foi a derrota na decisão da Copa do Brasil de 2004, diante do Santo André. Apesar do adversário ter conseguido eliminar rivais de peso, como Atlético-MG e Palmeiras, a confiança rubro-negra no título era enorme. E aumentou após um empate por 2 a 2 no jogo de ida, em São Paulo. Igualdade sem gols ou por 1 a 1 eram suficientes para o Flamengo levantar a taça. Em 30 de junho, o time paulista, com jogadores desconhecidos, calou o Maracanã lotado e venceu por 2 a 0, tirando um título dado como certo pela maioria dos torcedores do Flamengo. Tão certa como a classificação para as quartas-de-final da Libertadores-2008 após a goleada de 4 a 2 no estádio Azteca no jogo de ida..

Literatura

"Libertadores, Paixão que Nos Une"

Escrito pelo jornalista Nicholas Vital, o livro se propõe a contar a história completa do mais tradicional torneio de futebol interclubes das Américas. A obra, publicada em português e espanhol, tem o prefácio do jornalista Sérgio Xavier, foi editada pela Cultura Sustentável, conta a história da competição de forma abrangente, com infográficos e fotos inéditas e depoimentos de ídolos que disputaram o torneio.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Alameda Ilva Mello Reis

Quatro pessoas ficaram feridas em um acidente, na manhã de segunda-feira, 07/04, na Alameda Ilva Mello Reis, entre os bairros Santo Antônio e Jardim Esperança, na altura do bairro Terras Altas, Zona Sudeste de Juiz de Fora. Um caminhão-baú com placa de São João Nepomuceno-MG e que transportava detergentes e amaciantes, tombou em uma curva, sendo atingido por uma Brasília, com placa de Juiz de Fora, que também descia a via. Quatro pessoas ficaram feridas e foram socorridas e encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Parte da carga de que era transportada pelo caminhão ficou espalhada na pista, ao lado do veículo e homens do Corpo de Bombeiros jogaram serragem na pista para conter o vazamento dos produtos e de óleo do caminhão. O  trecho é proibido para caminhões com mais de 4,5 toneladas, embora não tenha fiscalização regular dos órgãos competentes. A alternativa para os veículos pesados é a antiga estrada União e Indústria, que tem pista simples, sem acostamento e com pouco visibilidade e que possui um túnel sob a ferrovia e uma ponte entre os bairros Retiro e Parque das Palmeiras, de mão-única.

CONSIDERAÇÕES:
A solução para a Alameda é a construção de uma TERCEIRA PISTA, desde a escola municipal Olinda de Paula Magalhães, no bairro Jardim Esperança, até o bairro Santo Antonio. Com a construção da TERCEIRA PISTA, certamente, muitas curvas hoje existentes, serão eliminadas e os veículos de baixa velocidade circularão por ela, deixando as pistas principais, livres. A via tem uma movimentação intensa de veículos que da acesso a vários bairros de Juiz de Fora e cidades da região. O ideal seria desviar o traçado da BR 267 (que necessita de TERCEIRA PISTA) na altura da fazenda Passos da Pátria, com ligação com a BR 040, em Matias Barbosa, retirando com isso, o movimento intenso de caminhões, do perímetro urbano de Juiz de Fora.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Literatura

 “Advocacia em Tempos Difíceis”
O ano de 2014 marca os 50 anos do golpe que derrubou o presidente João Goulart e instituiu uma ditadura militar no Brasil. O período de 1964 a 1985, os chamados “anos de chumbo”, sob o viés da advocacia, é o tema do livro “Advocacia em Tempos Difíceis”, uma iniciativa do projeto “Marcas da Memória” da Comissão de Anistia, coordenado pelos professores Paula Spieler (FGV DIREITO RIO) e Rafael Mafei Rabelo Queiroz (DIREITO SP).

O livro “Advocacia em Tempos Difíceis” tem por objetivo analisar as estratégias jurídicas utilizadas por advogados de presos políticos durante o período da ditadura militar, de 1964 a 1985. Coordenado pelos professores Paula Spieler (FGV DIREITO RIO) e Rafael Mafei Rabelo Queiroz (DIREITO SP), o livro conta com 34 entrevistas, do Ceará ao Rio Grande do Sul, e teve apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

"As entrevistas revelaram que o habeas corpus, apesar de extinto formalmente com a adoção do AI-5, continuou a ser utilizado por muitos advogados, com o próprio nome ou sob a denominação de ‘petição’, tendo sido extremamente importante nos casos de desaparecidos políticos", explicou Paula Spieler.

Outro agravante do período era que as instituições do Estado estavam sob o domínio do poder repressivo, o que tornava o trabalho do advogado dificultoso e arriscado.

Futebol

Literatura

“Coragem: A advocacia criminal nos anos de chumbo”
A obra, organizada por José Mentor Guilherme de Mello Neto, lista 161 nomes de advogados(as) que atuaram em favor da democracia no Brasil, entre os anos de 1960 e 1980. Nas cerca de 200 páginas, uma sequência de relatos e imagens de 86 dos(as) homenageados(as), que resgatam as experiências profissionais, casos de destaque, situações pitorescas, dificuldades e análises da conjuntura política à época.

Há também na publicação inédita pronunciamentos de alguns dos advogados, realizados em solenidades de homenagens propostas por José Mentor (então vereador, em 4/12/1998; e já deputado federal, em 4/12/2003) e artigos escritos por advogados criminalistas em nome de parentes.

O livro reúne em cerca de 200 páginas uma sequência de relatos e um mosaico de fotos de criminalistas, relaciona 161 nomes de advogados e advogadas que atuaram pela democracia no período entre 1960 e 1980.

Ao completar 50 anos do golpe militar de 1964, o deputado federal José Mentor (PT-SP) e a OAB-SP fazem uma homenagem aos profissionais da advocacia que agiram em uma época em que os direitos fundamentais sofreram graves violações.

O livro traz experiências profissionais relatadas por meio de crônicas dos advogados que atuaram na defesa de militantes políticos opositores à ditadura militar (1964 e 1985), casos de destaque, situações pitorescas, dificuldades e análises da conjuntura política à época – Aldo Lins e Silva, Rosa Cardoso, Evandro Lins e Silva, Sepúlveda Pertence, Idibal Pivetta, Heleno Fragoso, José Carlos Dias, Luís Eduardo Greenhalgh.

Futebol

segunda-feira, 31 de março de 2014

Literatura

      "A Ditadura, Envergonhada, Escancarada, Derrotada e Encurralada"
Envergonhada - Em comparação a outros golpes militares ocorridos na América Latina, o que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, o Jango, foi peculiar. Com poucos tiros, sem execuções ou guerra civil, o processo foi deflagrado na tarde de 31 de março de 1964, quando o general Olympio Mourão Filho marchou com suas tropas de Juiz de Fora-MG para o Rio de Janeiro com a intenção de tirar Jango do poder. No dia 1o de abril Jango estava virtualmente deposto e o novo regime era reconhecido pelos aliados americanos.

Escancarada - Entre 1969 e 1973, a tortura de presos políticos tornou-se política do Estado e a meta do governo era o aniquilamento da esquerda armada, no período mais violento do regime militar. Essa linha, imposta pelo presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), corria paralela a uma forte expansão econômica em todo o país. Em 1973, auge da repressão, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro crescia 14%, índice nunca antes registrado. Era o chamado “milagre econômico”. O “milagre econômico” e os “anos de chumbo” foram simultâneos.

Derrotada - A ascensão do general Ernesto Geisel à Presidência da República, em 15 de março de 1974, tendo a seu lado o general Golbery do Couto e Silva no cargo de chefe do Gabinete Civil, marcou a volta ao poder dos dois militares que, dez anos antes, ajudaram a pavimentar o caminho que levou à implantação da ditadura no Brasil. Agora, eles voltavam para restabelecer o primado da Presidência da República sobre os militares. Os dois generais já eram próximos desde antes do governo de Castello Branco (1964-1967), quando Geisel passou a chefiar o Gabinete Militar e Golbery fundou e dirigiu o temido Serviço Nacional de Informações (o SNI).

Encurralada - No dia 12 de outubro de 1977, quando exonerou o general Sylvio Frota do cargo de ministro do Exército, o presidente Ernesto Geisel pôs um ponto final na anarquia militar que tomara conta do país. Era o confronto – que a ditadura vinha evitando desde 1964 – de duas noções. Segundo Frota, o presidente da República era um delegado dos comandantes militares. Segundo Geisel, os comandantes militares eram subordinados do presidente da República. No dia da demissão de Frota alguns auxiliares de Geisel foram trabalhar armados. O presidente, contudo, organizara tão bem o seu esquema que não se preocupou com uma eventual reação. Prova disso: deixou a mulher e a filha no palácio da Alvorada.
Fonte: www.arquivosdaditadura.com.br

o autor
Elio Gaspari nasceu em Nápoles, na Itália em 1944 e chegou ao Brasil em 1949 em companhia de sua mãe Anna Giacchetti. Começou a carreira jornalística num semanário chamado Novos Rumos, e depois foi auxiliar do colunista social Ibrahim Sued, passando a seguir por publicações de destaque, como o Diário de São Paulo, a revista Veja e o Jornal do Brasil.
É colunista do jornal Folha de S. Paulo, jornal diário de São Paulo, onde está radicado, tendo seus artigos difundidos para outros jornais, dentre os quais O Globo do Rio de Janeiro, Correio do Povo de Porto Alegre, O POVO de Fortaleza e A Tribuna de Vitória
Em seus artigos, trata com ironia as personalidades. Para tanto, lança mão de personagens como Madame Natasha, professora de português que "condena a tortura do idioma" e vive concedendo "bolsas de estudo" àqueles que se expressam de modo empolado. Já Eremildo, o idiota, é uma sátira aos que usam indevidamente o dinheiro público.
FURNAS
Imóveis invadem áreas de preservação
MPF mapeia mais de 1.400 casas e mansões irregulares

Reduto de milionários, políticos e famosos, o condomínio Escarpas do Lago, em Capitólio, no Sul de Minas, abriga centenas de mansões que invadem e degradam Áreas de Preservação Permanente (APPs), comprometendo o meio ambiente e o nível do reservatório de Furnas, duramente afetado pela estiagem prolongada deste ano. Na tentativa de frear o processo, o Ministério Público Federal (MPF) em Passos recomendou à Furnas Centrais Elétricas S.A. a adoção de medidas administrativas de fiscalização e prevenção nas APPs e nos espaços desapropriados da Hidrelétrica Mascarenhas de Morais, no Rio Grande. Segundo o MPF, falta pouco para que o processo se transforme em ação civil pública.

A meta do MPF é desapropriar e demolir as obras ilegais erguidas ao longo dos últimos anos. A ação envolve mais de 1.400 imóveis, mas o processo de fiscalização é uma tarefa árdua para os órgãos competentes, incumbidos de vistoriar uma área de dimensões continentais, que, no caso de Furnas, soma cerca de 13 mil km, o equivalente a duas vezes a extensão da costa brasileira.

O laudo de perícia criminal federal da Polícia Federal revela que em Escarpas do Lago a construção irregular de murros de arrimo e de plataformas para ancoragem de embarcações provoca movimentações de terra às margens da represa. Esses muros de arrimo, devidamente aterrados e construídos de forma clandestina, de acordo com o MPF de Passos, são utilizados para ampliação de construções de imóveis, que chegam a avançar sobre o espelho d’água.

Com base em cartas náuticas, os peritos envolvidos no processo concluíram que essas intervenções, incluindo as submersas, podem acarretar acidentes a embarcações e assoreamento do fundo da represa. Para a elaboração dos laudos, a PF utilizou imagens de satélite, que comprovam as invasões das áreas protegidas e possibilitam a identificação exata dos imóveis irregulares.

De acordo com o MPF, por força do contrato de concessão, as áreas afetadas possuem vinculação direta com o respectivo empreendimento, atraindo para o concessionário a responsabilidade “da gestão do reservatório e respectiva área de proteção, a proteção de sua integridade e o cumprimento da legislação ambiental e de recursos hídricos”, conforme Cláusula 6ª, III, VI e VII do Contrato nº 04/2004 firmado entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Furnas. Mas, na prática, essa cláusula não vem sendo respeitada, pois, ao longo dos anos, as construções às margens e na área desapropriada dos reservatórios multiplicaram-se, sem que fosse adotada, pela concessionária, qualquer medida eficaz de contenção das práticas irregulares.

A assessoria de Furnas informou que existem marcos para alertar a população delimitando o início da área alagável, que corresponde à APP, no entorno dos reservatórios de suas usinas, incluindo na de Furnas e Mascarenhas de Moraes. Informou ainda que a empresa promove vistorias técnicas periódicas, utilizando embarcações e veículos, visando evitar ocupações ilegais, reportando casos de invasões e construções irregulares às autoridades competentes. A empresa informou ainda que nos últimos dois meses foram identificados 82 casos de invasões nas áreas demarcadas nos reservatórios de Marcarenhas de Moraes e Furnas, parte deles com ações de reintegração de posse já ajuizadas.
Fonte: www.otempo.com.br

domingo, 30 de março de 2014

Literatura

"1961 - O Golpe Derrotado - Luzes e Sombras do Movimento da Legalidade"
Este livro conta como um movimento de rebelião popular paralisou e derrotou o golpe de Estado dos ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica e evitou a guerra civil.
Escrito por um jornalista que testemunhou e participou do movimento da legalidade junto a Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, aqui estão as peripécias da rebelião. Da astúcia de emitir dinheiro próprio para enfrentar uma situação de guerra, até o poder do rádio desafiando as armas, tudo está aqui, no estilo atraente e leve de Flávio Tavares, como se os fatos desfilassem à nossa frente!


quarta-feira, 26 de março de 2014

Literatura

“Pagar o Quê? - Resposta à Maior Bravata da História do Futebol Brasileiro"
O Fluminense foi parar mais uma vez no banco dos réus da imprensa esportiva brasileira, com o episódio envolvendo o jogador Héverton, da Portuguesa, que terminou por rebaixar a Lusa no lugar do Tricolor, indiretamente beneficiado. Denunciado pela Procuradoria do STJD por atuar suspenso, o atleta causou rebuliço em editorias de todo o país, que deram um bico na moralidade ao atribuir culpa ao Fluminense no acontecimento.
Este é só mais um dos casos do castelo de mentiras de segmentos da crônica esportiva contra o clube carioca, acusado de “virar mesas”, por ter participado também, supostamente sem meios legais, dos Campeonatos Brasileiros de 1997 e 2000 (Copa João Havelange), porém, como no de 2014, através de denúncias ou recursos envolvendo terceiros (Corinthians, Atlético-PR e Botafogo-RJ).
Tais ações desastradas de uma mídia a cada dia menos ética e responsável motivaram a redação deste livro-manifesto, que servirá como uma espécie de código de defesa dos tricolores ante todas as leviandades despejadas contra o Fluminense.
"Pagar o quê? – Respostas à maior bravata da história do futebol brasileiro" é um mergulho aos porões de fatos que, por razões vis, nunca foram contados direito antes.
Um livro escrito a seis mãos pelos escritores Paulo-Roberto Andel, Marcelo Janot, Valterson Botelho, Luiz Alberto Couceiro, João Marcelo Garcez e Cezar Santaana, prefaciado e posfaciado por Nelson Rodrigues Filho e o jornalista Marcos Caetano, em defesa do Fluminense, pelo fim do apartheid tricolor.
Colaboração: Alexandre Magno Barreto Berwanger (Niterói-RJ)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Cultura Geral ...

Os Três Reis Magos:
O árabe Baltazar: - trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
O indiano Belchior: - trazia ouro, significando a sua realeza..
O etíope Gaspar: -  trazia mirra, significando a sua humanidade.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:
01 - As Pirâmides do Egipto
02 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilónia
03 - O Mausoléu de Helicarnasso (ou o Túmulo de Máusolo em Éfeso)
04 - A Estátua de Zeus, de Fídias
05 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
06 - O Colosso de Rodes
07 - O Farol de Alexandria.

As 7 Notas Musicais
A origem é uma homenagem a São João Baptista, com seu hino :
Ut queant laxis (dó) - Para que possam
Re sonare fibris - ressoar as
Mira gestorum - maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum - com largos cantos
Sol ve polluit - apaga os erros
La bii reatum - dos lábios manchados
Sancti Ioannis - Ó São João

Os Sete Pecados Capitais
Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo
Gula – Avareza – Soberba – Luxúria – Preguiça – Ira – Inveja

As Sete Virtudes
Para combater os pecados capitais
Temperança – Generosidade – Humildade – Castidade – Disciplina – Paciência – Caridade

Os Sete dias da Semana e os "Sete Planetas"
Os dias, nos demais idiomas -  com excessão da língua portuguesa - mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilónios:
Domingo - dia do Sol
Segunda - dia da Lua.
Terça - dia de Marte
Quarta - dia de Mercúrio
Quinta - dia de Júpiter
Sexta - dia de Vénus
Sábado - dia de Saturno

As Sete Cores do Arco-Íris
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
Vermelho – Laranja – Amarelo – Verde – Azul – Anil – Violeta

Os Dez Mandamentos:
1º      Amar a Deus sobre todas as coisas
2º      Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º      Guardar os sábados
4º      Honrar pai e mãe
5º      Não matar
6º      Não pecar contra a castidade
7º      Não furtar
8º      Não levantar falso testemunho
9º      Não desejar a mulher do próximo
10º    Não cobiçar as coisas alheias

Os Doze Meses do Ano
Janeiro:           Homenagem ao Deus Janus, protector dos lares
Fevereiro:       Mês do festival de Februália (purificação dos pecados) em Roma;
Março:            Em homenagem a Marte, Deus guerreiro;
Abril:              Derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
Maio:              Acredita-se que se origine de Maia, deusa do crescimento das plantas;
Junho:             Mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
Julho:              No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
Agosto:           Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;
Setembro:       Era o sétimo mês. Vem do latim septem;
Outubro:         Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
Novembro:      Vem do latim novem (nove);
Dezembro:      Era o décimo mês.

Os Doze Apóstolos
Simão Pedro – Tiago (o maior) – João – Filipe – Bartolomeu – Mateus – Tiago (o menor) – Simão - Judas Tadeu – Judas Iscariotes – André – Tomé
Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.
Os Doze Profetas do Antigo Testamento
Isaías – Jeremias – Jonas – Naum – Baruque – Ezequiel – Daniel – Oséias – Joel – Abdias – Habacuque – Amos
Os Quatro Evangelistas e a Esfinge
Lucas        representado pelo touro
Marcos      representado pelo leão
João           representado pela águia
Mateus      representado pelo anjo

Os Quatro Elementos e os Signos
Terra         Touro – Virgem – Capricórnio
Água          Câncer – Escorpião – Peixes
Fogo           Carneiro – Leão – Sagitário
Ar              Gémeos – Balança – Aquário

As Musas da Mitologia Grega
a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes
1 – Urânia             astronomia
2 – Tália                comédia
3 – Calíope           eloqüência e epopéia
4 – Polímnia         retórica
5 – Euterpe           música e poesia lírica
6 – Clio                 história
7 – Érato               poesia de amor
8 – Terpsícore       dança
9 – Melpômene     tragédia

Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 – Sólon, 2 – Pítaco, 3 – Quílon, 4 – Tales de Mileto, 5 – Cleóbulo, 6 – Bias, 7 – Períandro

Os Múltiplos de Dez
Os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...
Yotta        Y           = 1024 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000
Zetta        Z           = 1021 = 1.000.000.000.000.000.000.000
Exa           E           = 1018 = 1.000.000.000.000.000.000
Peta          P           = 1015 = 1.000.000.000.000.000
Tera         T           = 1012 = 1.000.000.000.000
Giga         G           = 109  = 1.000.000.000
Mega       M          = 106  = 1.000.000
Kilo          k           = 103  = 1.000
Hecto       h           = 102  = 100
Deca        da          = 101  = 10
Uni                        = 100  = 1
Deci         d           = 10-1 =  0,1
Centi        c           = 10-2 =  0,01
Mili         m          = 10-3 =  0,001
Micro       µ           = 10-6 =  0,000.0001
Nano        n           = 10-9 =  0,000.000.001
Pico          p           = 10-12 = 0,000.000.000.001
Femto       f           = 10-15 = 0,000.000.000.000.001
Atto          a           = 10-18 = 0,000.000.000.000.000.001
Zepto        z           = 10-21 = 0,000.000.000.000.000.000.001
Yocto       y           = 10-24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001
Exa                       deriva da palavra grega "hexa" que significa "seis"
Penta                    deriva da palavra grega "pente" que significa "cinco"
Tera                      do grego "téras" que significa "monstro"
Giga                      do grego "gígas" que significa "gigante"
Mega                    do grego "mégas" que significa "grande"
Hecto                    do grego "hekatón" que significa "cem"
Deca                     do grego "déka" que significa "dez"
Deci                      do latim "decimu" que significa "décimo"
Mili                       do latim "millesimu" que significa "milésimo"
Micro                   do grego "mikrós" que significa "pequeno"
Nano                     do grego "nánnos" que significa "anão"
Pico                      do italiano "piccolo" que significa "pequeno"
Femto                   do dinamarquês "femten" que significa "quinze"
Atto                      do dinamarquês "atten" que significa "dezoito"
zepto e zetta        derivam do latim "septem" que significa "sete"
yocto e yotta       derivam do latim "octo" que significa "oito"

Conversão entre unidades:
cavalo-vapor         1 cv = 735,5 Watts
horsepower           1 hp = 745,7 Watts
polegada               1 in (1??) = 2,54 cm
pé                          1 ft (1?) = 30,48 cm
jarda                      1 yd = 0,9144 m
angström               1 Å = 10-10 m
milha marítima     =1852 m
milha terrestre      1mi = 1609 m
tonelada                1 t = 1000 kg
libra                      1 lb = 0,4536 kg
hectare                  1 ha = 10.000 m2
metro cúbico         1 m3 = 1000 l
minuto                  1 min = 60 s
hora                       1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius          0 ºC  = 32 ºF   = 273 K (Kelvin)
grau fahrenheit     =32 + 1,8 x ºC

Os Dez Números Arábicos
Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc...

As Datas de Casamento:
01 ano -  Bodas de Algodão
02 anos - Bodas de Papel
03 anos - Bodas de Trigo ou Couro
04 anos - Bodas de Flores e Frutas ou Cera
05 anos - Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos - Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos - Bodas de Cristal
20 anos - Bodas de Porcelana
25 anos - Bodas de Prata
30 anos - Bodas de Pérola
35 anos - Bodas de Coral
40 anos - Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos - Bodas de Platina ou Safira
50 anos - Bodas de Ouro
55 anos - Bodas de Ametista
60 anos - Bodas de Diamante ou Jade
65 anos - Bodas de Ferro ou Safira
70 anos - Bodas de Vinho
75 anos - Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos - Bodas de Nogueira ou Carvalho

Os Sete Anões:
Dunga – Zangado – Atchin – Soneca – Mestre – Dengoso – Feliz

Você Sabia?
01    Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: "O Killed" (zero mortos). Daí surgiu a expressão " O.K." para indicar que tudo está bem.

2    Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao referirem-se a São José, diziam sempre " Pater Putativus", (ou seja: "Pai Suposto" de Jesus) abreviando em P.P. Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os " José" de "Pepe".

3    Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história: Espadas: Rei David (Israel) – Paus: Alexandre Magno (Grécia/Macedónia) – Copas: Carlos Magno (França) – Ouros: Júlio César (Roma)

4    No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito " é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus ". O problema é que São Jerónimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra " kamelos" como camelo, quando na verdade, em grego, "kamelos" são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A ideia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?

5    Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, assustaram-se ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio repetia " Kan Ghu Ru", e portanto adaptaram-no ao inglês, "kangaroo" (canguru ). Depois, os linguistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo".

6    A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar e o índio respondeu " Yucatán". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando "Não sou daqui".

7    Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada "PEDRO IVO". Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D. Pedro I, que quando foi Rei de Portugal, foi aclamado como "Pedro IV" (quarto). Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um "O" no final do nome. O erro permanece até hoje.

COLABORAÇÃO: Daniel Alves Ribeiro

Literatura

sábado, 22 de março de 2014

Literatura

"Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro"
A obra, que biografa 382 radialistas de todos os tempos em Minas Gerais, é fruto de um projeto de pesquisa das jornalistas Nair Prata (Professora da Unifersidade Federal de Ouro Preto-UFOP) e Maria Cláudia Santos (coordenadora de Jornalismo da Rádio Itatiaia) e contou com a participação de 101 autores, entre professores, pesquisadores, profissionais de mercado e estudantes de graduação e pós-graduação.

Publicado pela Editora Insular, o livro tem tem capa do jornalista e chargista Son Salvador e prefácios do presidente da Associação Mineira de Cronistas Esportivos (AMCE), Luiz Carlos Gomes e do vice-presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e diretor-presidente da Rede Itatiaia de Rádio, Emanuel Soares Carneiro.

As jornalistas organizaram também, em 2012, a "Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro", publicada pela Editora Insular, com biografias de 231 radialistas de todos os estados, trabalho que contou com a participação de 121 autores.
Fonte: www.insular.com.br

CONSIDERAÇÕES:
Fico feliz ao encontrar na lista do livro nomes de amigos: Ailton Fonseca (Poços e Caldas),  Alisson Ferreira (Santa do Jacaré), Carlos Roberto Sodré (Ubá), Domingos Sávio Baião (BH),  Douglas Xavier (Ipatinga), Francisco Cícero Ragazzi (Juiz de Fora), Geraldo Magela Tavares (Juiz de Fora), Ivan Costa (Juiz de Fora), Juarez Salles (Caratinga), Luiz Carlos Gomes (BH), Mário Savaget (BH), Milton Gama (Três Pontas), Moura Miranda (Uberaba), Osmar Xavier (Governador Valadares), Osvaldo Reis (BH), Ricardo Wagner (Juiz de Fora), Waldir de Castro (BH) e Wellington Campos (RJ).

Outros nomes importantes que constam na lista:
Cezar Rizzo (Niterói, mas trabalhou em Minas), Chico Maia (Sete Lagoas),  Francisco Rezende (Ipatinga), Geraldo Alves Padrão (Sete Lagoas), Gino Beltrão (BH), Gleno Rocha (Juiz de Fora), Jairo Taborda (Governador Valadares), José Cunha (Ponte Nova), Luiz Otávio Pena (Itabira), Márcio Elias (Congonhas), Silva Netto (BH),  Waldir Rodrigues (Rio Casca)

Além dos saudosos: Alair Rodrigues, Dirceu Costa Ferreira, Dirceu de Carvalho Buzinar, Eurico Gade, Jonas Conti e Vilibaldo Alves.

Mas... quero acrescentar que faltaram na lista: Maurício Menezes, que cobriu quatro copas do mundo (iniciou carreira no rádio de Juiz de Fora), Humberto Zaghetto (Juiz de Fora), Paulo Roberto Simão (Juiz de Fora), Marco Antonio Campos (Juiz de Fora), Fernando de Lélis (São João Nepomuceno), Julio César Martins Gonçalves (Leopoldina), Jairo Fernandes (Leopoldina), Luiz Amaral (Muriaé), Luiz Donizete (Ponte Nova), Henrique Alves (Pouso Alegre), Gui Boaventura (Tiangulo Mineiro), Edmar Mariano (Ituiutaba), Odeemes Braz (Ituiutaba), Maurício Rocha (Ituiutaba), Walter Menezes (Uberaba), Carlos Ticha (Uberaba), Paulo Barbosa (Tombos), Edson Palma (Santos Dumont), Oliveira Lima (Divinópolis), Ivan Elias (Juiz de Fora), David Augusto (Uberaba), Priscila Brandão (hoje atua no Globo Rural, mas inciou carreira no rádio esportivo de Juiz de Fora), Sotero Rosa (Cel Fabriciano), Augusto Gustavo (Conselheiro Lafaiete), Magela Ribeiro (Sete Lagoas).
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Já falecidos:
Randal de Oliveira (Juiz de Fora), Toni Martins (Juiz de Fora), Wilson Amin (Juiz de Fora), Marcos Siva (Juiz de Fora),  Silva Junior (Barbacena), Beraldo Rigote (Barbacena), Elcio do Carmo (Barbacena),

Mas esses nomes, certamente, serão incluídos em uma nova edição  e que poderá criar um cap´tulo especial para citar os demais que nasceram em Minas e Atuam em outros estados, sem nunca ter trabalhado por aqui: Milton Neves (Muzambinho), Jurandir Santos (nasceu em Ituiutaba, mas atua em Goiânia), Luiz Carlos Silva (Ponte Nova), e muitos outros.

sábado, 15 de março de 2014

Paleontologia

           Vale dos Dinossauros
O Vale dos Dinossauros é uma unidade de conservação no estado da Paraíba, criada em 27 de dezembro de 2002 pelo Decreto Estadual N.º 23.832. Um dos mais importantes sítios paleontológicos existentes, onde registra-se a maior incidência de pegadas de dinossauros no mundo.
Compreende uma área de mais 1.730 km², abrangendo aproximadamente 30 localidades no alto sertão da Paraíba, no Nordeste Brasileiro), entre elas os municípios de Sousa (distante 420 km da capital, João Pessoa e com uma população de 68.030 habitantes/IBGE-2010), Aparecida, Marizópolis, Vieirópolis, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Santa Cruz, Santa Helena, Nazarezinho, Triunfo, Uiraúna, Cajazeiras. Os registros mais importantes estão no município de Sousa, distando 7 km da sede do município. O acesso é feito pela PB-391 sentido Sousa/Uiraúna.
Os achados mais importantes estão na Bacia do Rio do Peixe, município de Sousa, a 420 km de João Pessoa. Lá, encontram-se rastros e trilhas fossilizadas de mais de 80 espécies em cerca de 20 níveis estratigráficos. Destacam-se as trilhas das localidades da Passagem das Pedras, onde foram descobertas os primeiros indícios de dinossauros brasileiros, no fim do século XIX.
Em toda a região, encontram-se rastros fossilizados cujo tamanho varia de 5 cm (de um dinossauro do tamanho de uma galinha), até 40 cm, como as pegadas de iguanodonte de 4 toneladas, 5 metros de comprimento e 3 metros de altura. A maioria das pegadas são de dinossauros carnívoros. Uma trilha com 43 metros em linha reta é a mais longa que se conhece no mundo. De acordo com os paleontólogos, esses rastros têm pelo menos 143 milhões de anos.
Existe também (embora em menor quantidade), marcas petrificadas de gotas de chuva, plantas fósseis, ossadas parciais de animais pré-históricos e pinturas rupestres feitas pelos antigos habitantes. Estas últimas localizam-se principalmente no Serrote do Letreiro (em Sousa) e Serrote da Miúda (municípios de São Francisco e Santa Cruz).
As marcas deixadas por esses animais pelo sertão paraibano despertam o interesse de cientistas brasileiros e estrangeiros, atraindo também muitos turistas e curiosos de todo o mundo.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Migração do AM para FM

Ministro Paulo Bernardo assina portaria que regulamenta a migração do rádio AM para a faixa de FM

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, assinou na quarta-feira, 12/03, portaria que define as regras de migração das emissoras de rádio AM para a faixa de FM. A medida, que regulamenta decreto assinado em dezembro pela presidente Dilma Rousseff, deve ser publicada na edição de hoje, 13/03, no Diário Oficial da União.

Na cerimônia, na sede do ministério, Paulo Bernardo anunciou que, em agosto deste ano, deverão sair as primeiras autorizações para a migração. Segundo ele, até o final do ano, várias emissoras de rádio AM já estarão operando na nova frequência.

Participaram do evento empresários e presidentes de associações estaduais de radiodifusão, além do secretário-executivo do Ministério das Comumicações, Genildo Lins, e da secretária de Comunicação Eletrônica, Patrícia Ávila.

A migração atende a demanda da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) porque vai permitir a melhoria da qualidade do sinal das rádios AM. A estimativa da entidade é que 90% das 1,8 mil emissoras comerciais se transfiram para a frequência de FM.

O Ministério dará tratamento isonômico àss emissoras interessadas em migrar para FM, tanto nas cidades com espectro livre como naquelas em que será preciso utilizar a faixa estendida (canais 5 e 6 que serão desocupados com a digitalização da TV), sem perder vista o caráter de urgência dessa mudança para essas emissoras.

Segundo a entidade, 79% das rádios AM têm até 5 Kw de potência, a grande maioria localizada em cidades de pequeno e médio porte.

De acordo com a portaria, as solicitações para a adaptação da outorga serão feitas em sessões públicas realizadas pela Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do ministério. Os encontros serão organizados por unidade da federação, conforme cronograma a ser publicado em edital com indicação de dia, hora e local.

As entidades que já protocolaram algum pedido de mudança devem aguardar a data da sessão pública em seu estado e fazer um novo pedido, conforme a portaria.

Concluídas todas as sessões públicas, a Anatel realizará os estudos de viabilidade técnica em cada unidade da federação para verificar se há espaço para a migração de todas as emissoras interessadas em cada município. Nos casos em que não haja espaço no espectro, a agência deve analisar a necessidade de uso da faixa estendida de FM (de 76 MHz a 88 MHz), que deve ser liberada com a digitalização da TV. Hoje, a faixa FM vai de 87.9 MHz a 107.9 MHz.

Após a inclusão das emissoras no plano básico de canais pela Anatel, o Ministério vai analisar a documentação técnica e jurídica das emissoras. As emissoras habilitadas deverão pagar a diferença entre os preços mínimos de outorga estipulados pelo ministério para os serviços de radiodifusão em FM e AM.

DIGITALIZAÇÃO
Foi lançado durante a cerimônia o Sistema Eletrônico de Informação (SEI), que permitirá, a partir do dia 22 de abril, a tramitação online de todos os processos de radiodifusão. As emissoras já podem se cadastrar no site a partir desta quinta-feira, 13/03.

De acordo com o ministro, o SEI tornará mais ágil e segura a tramitação dos processos, além de facilitar o acesso às informações e o acompanhamento dos pedidos.

A expectativa é que a liberação das concessões de radiodifusão seja mais rápida. Atualmente, um interessado pode esperar mais de dez anos para colocar uma emissora de rádio no ar.

Literatura

Esquerda Caviar: a hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo

Escrito por Rodrigo Constantino, o livro é uma pérola em meio ao mar de obviedades e mentiras comuns na literatura “intelectual” nacional.
O título Esquerda caviar remete a uma expressão de nossos irmãos mais velhos portugueses para descrever a “esquerda festiva” (como dizia Nelson Rodrigues, citado algumas vezes por Constantino), marca de um grande desvio de caráter no mundo contemporâneo: este tipo de gente que frequenta jantares inteligentes defendendo a África enquanto bebe vinho caro e humilha amigas menos magras.
Nelson Rodrigues usava a expressão “amante espiritual de Che Guevara” para nomear a esposa de um casal burguês com “afetações revolucionárias”, o típico “casal caviar”. Em meio às festas da “festiva”, o casal de grã-finos, donos da casa, levava Nelson até o pequeno altar onde uma foto de Che posava para os suspiros da esposa apaixonada pelo revolucionário. Poderíamos supor que este marido falaria algo semelhante ao que outros “maridos caviar” ante as possíveis infidelidades das esposas com outro “guru caviar”, Chico Buarque: “Com o Che e o Chico, eu deixo ela me trair.” Risadas?
De onde vem este fenômeno? Constantino lança mão de um rico arsenal de citações clássicas e contemporâneas para fazer seu diagnóstico: antes de tudo, estamos diante do velho problema de caráter. Nada de questões políticas. Apenas questões morais de fundo: mentira, hipocrisia, luta por autoestima social, narcisismo, oportunismo carreirista, tentativa de se ver como pessoa pura de coração, enfim, uma fogueira de vaidades. Como dizia outro autor que é referência importante para esta obra, o filósofo britânico Edmund Burke, do século XVIII: antes de qualquer problema político, existe um drama moral.
Numa linguagem direta e simples, permeada por uma bibliografia que nada deixa a desejar, Constantino atravessa o “menu caviar” de nossa era vaidosa.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Manuel Fernandes Loureiro (Loureiro Neto) - 1952-2014

Morre Loureiro Neto
Morreu hoje, 26/02, no Rio, aos 61 anos, o radialista Loureiro Neto. Ele sofria de problemas cardíacos e desde o dia 16 de janeiro estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na Zona Sul do Rio
Manuel Fernandes Loureiro (Loureiro Neto), nasceu em Palmeira, região de Braga-Portugal, em 1952. Chegou ao Brasil com 04 anos de idade. Morador do bairro de Copacabana, era torcedor do Vasco e da Mangueira. Começou carreira na TV em 1971, na TV Rio. Foi repórter esportivo da Rádio Vera Cruz, passou pela Rádio Manchete e, em 1976, ingressou no Sistema Gçobo de Rádio. “Enquanto a Bola não Rola” foi o primeiro programa apresentado por Loureiro Neto na Globo. Em seguida, virou apresentador do “Papo de Botequim”. Em julho de 2002, Loureiro assumiu o "Manhã da Globo", em substituição ao programa do Haroldo de Andrade, onde ficou até março de 2011, quando na mesma emissora, passou a apresentar o "Botequim da Globo". Foi comentarista esportivo e apresentou o "Portugal Esportivo" programa que informava a resenha do futebol lusitano.


Literatura

"O Monstro de Olhos Azuis"
Neste livro de memórias, a atriz Tonia Carrero (Maria Antonieta de Farias Portocarrero), revela os fatos, pessoas, sentimentos, decepções e alegrias que, sedimentados, fizeram da criança Tonia a atriz: o monstro dos alhos azuis. Assim como Tonia não é uma mulher comum. esse livro também não é um livro qualquer. É uma narrativa apaixonada e corajosa, onde se faz uma reconstituição minuciosa de sua vida até a adolescência, buscando os elementos que a fizeram, entre outras coisas, uma das grandes personalidades do teatro brasileiro e matriarca de uma família de artistas: um filho (Cecil Aldary Thiré, nascido no Rio de Janeiro em 28/05/43), três netos (Carlos Pesce Thiré e Miguel Pesce Thiré, gêmeos, nascidos no Rio de Janeiro em 08/07/82 e Luisa Pesce Thiré, nascido no Rio de Janeiro em 19/11/73, todos filhos de Cecil Thiré), e dois bisnetos (Vítor Thiré, filho de Luísa e ?) são atores. O neto João Pece Thiré é músico.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Carnaval 2014

Juiz de Fora-MG 
- resultados
01º grupo
01 - Unidos do Ladeira - 108,7 pontos,
02 - Turunas do Riachuelo - 108,7 pontos,
03 - Real Grandeza,
05 - Feliz Lembrança,
05 - Mocidade Alegre de São Mateus.

02º grupo
01 - Feliz Lebrança - 108,4 pontos,
02 - Unidos do Retiro - 108,3 pontos,
03 - Acadêmicos do Manoel Honório,
04 - Rivais da Primavera,
05 - Partido Alto,
06 - União das Cores.

03º grupo
01 - Vale do Paraibuna.

Literatura

"Fazendas do Império"
O livro apresenta ao público um pouco mais da História do Brasil Imperial, contado especificamente a partir da transferência da Corte de D. João VI para o Rio de Janeiro, o que veio, por consequência, trazer desenvolvimento à região cafeeira do Vale do Rio Paraíba do Sul. Mostra, ainda, histórias, curiosidades e hábitos dos barões do café, além de apresentar vasto acervo fotográfico das Fazendas Imperiais. Trata-se de uma obra na qual se representa um histórico de como era a vida e o cotidiano rural das fazendas durante o ciclo do café no Brasil, abrangendo os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. São mostradas em fotos, a arquitetura externa e a decoração interna das fazendas, além de textos acerca de como era a vida rural, em especial na região do Vale do Rio Paraíba.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Chaves

- Roberto Gómez Bolaños (Chaves), nasceu na Cidade do México, em 21 de fevereiro de 1929. Filho de Francisco Gómez Linares e Elsa Bolaños Cacho e sobrinho do ex-presidente mexicano Gustavo Díaz Ordaz Bolaños (1911-1979). Foi casado com Graciela Fernandez, com quem teve 06 (Roberto Gómez Fernández, Marcela Gómez, Teresa Gómez, Paulina Gómez, Graciela Gómez) filhos e com Florinda Garcia Meza Gómez.

- Carlos Villagrán Eslava (Quico), nasceu na Cidade do México, em 12 de Janeiro de 1944. Atualmente, mora em Guadalajara, no México, com sua atual esposa. Carlos tem seis filhos de outro casamento (Sylvia Villagrán, Paulo Villagrán, Vanessa Villagrán, Samantha Villagrán, Gustavo Villagrán, Edson Villagrán).

- Rubén Aguirre Fuentes (professor Girafales), nasceu em  nasceu Saltilo, estado de Coahuila, em 15 de junho de 1934. Tem , em 1,96 de altura e é casado com Consuelo Aguirre de Los Reis, com quem teve sete filhos.

- Ramón Valdés y Castillo (seu Madruga), nasceu na Cidade do México, em 02 de setembro de 1923, cidade onde morreu em 09 de agosto de 1988. Era filho de Rafael Valdés Gómez e Guadalupe Castillo.

- Edgar Vivar (seu Barriga e Ñoño), nasceu na Cidade do México, em 28 de dezembro de 1944.

- Raúl "Chato" Padilla (Jaiminho), nasceu em Monterrey, em 17 de junho de 1917 e morreu na Cidade do México, em 03 de fevereiro de 1994. Foi casado com Magda Guzmán e teve, com ela, um filho chamado Rafael Padilla, que é ator. É pai do também ator Raúl "Chóforo" Padilla, que faleceu em 24 de maio de 2013, aos 73 anos.

- Horacio Gómez Bolaños, nasceu na Cidade do México, em 28 de junho de 1930, onde morreu em 21 de novembro de 1999. Era Irmão do Roberto Gómez Bolaños (Chaves).

- Florinda Garcia Meza Gómez (dona Florinda), nasceu em Juchipila, estado de Zacatecas, em 08 de fevereiro de 1949. Foi noiva de - Carlos Villagrán Eslava (Quico) e atualmente, é casada com Roberto Gómez Bolaños (Chaves).

 - María Antonieta de las Nieves (Chiquinha), nasceu em Santiago Ixcuintla, estado de Nayarit, em 22 de dezembro de 1950, Casada com Gabriel Fernández, com quem teve dois filhos (Verónica Fernández e Gabriel Fernández).

- María de los Ángeles Fernández Abad (dona Clotilde, bruxa do 71), nasceu em Madri, em 09 de Julho de 1922 e morreu na cidade do México, em 25 de Março de 1994.


Literatura

"Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção"
A escritora Margarida Drumond de Assis descreve a vida e obra de padre Antônio Ribeiro Pinto, sacerdote mineiro de Rio Piracicaba que, ao chegar a Urucânia, região de Ponte Nova, na Zona da Mata Mineira, em 1947, após vários trabalhos em paróquias da Arquidiocese de Mariana, atraiu multidões para a localidade, então uma pequena Vila, tantas eram as suas inúmeras bênçãos poderosas na intercessão de Nossa Senhora das Graças.
Repleto de depoimentos sobre graças alcançadas no tempo de padre Antônio e também das alcançadas nos dias atuais, o livro já chegou a mais de uma centena de cidades em todo o Brasil.
Conforme escreveu Dom Luciano Mendes de Almeida, no Prefácio da primeira edição em 2004, “Padre Antônio é modelo para o Clero e motivo de esperança para o povo”.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora

Esgotados os ingressos para o 4º Concurso de Marchinhas de Juiz de Fora
Apresentação das finalistas acontece hoje, dia 14, à partir das 21h, no Clube Sírio Libanês/Fátima Buffet

A edição 2014 do Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora será com casa cheia. Isso porque todos os 350 ingressos colocados à venda se esgotaram um dia antes da apresentação dos finalistas.

O evento acontece hoje, dia 14, a partir das 21h, Clube Sírio Libanês/Fátima Buffet. Ainda durante a noite, será lançado o CD com as 12 marchinhas finalistas de 2013.

Para chegar à decisão, as finalistas tiveram que passar pela primeira fase do concurso, que contou com 55 canções inscritas. Participaram da eliminatória compositores de Juiz de Fora, Ubá, Bias Fortes, São João Nepomuceno e Rio de Janeiro.

O 04º Concurso de Marchinhas Carnavalescas de Juiz de Fora recebe o nome de Armando Toschi (Ministrinho), sambista defensor da cultura local, articulador das rodas de samba e um dos fundadores da Turunas do Riachuelo, primeira escola de samba de Minas Gerais. Se estivesse vivo, Ministrinho completaria 100 anos em 2014.

As finalistas:
Das 12 canções finalistas, todas já têm espaço garantido no CD comemorativo do 4º Concurso de Marchinhas de Juiz de Fora.

No entanto, cabe ao júri técnico escolher as três melhores composições, assim como o melhor intérprete da noite.

Confira abaixo, em ordem alfabética, quais as canções que se apresentam no dia 14/02.

01. "Acha a China", de Roni Valk, Ingrid Valk e Fátima Gouvêa (Rio de Janeiro);
02. "A Mulher e o B.O.", de Nely Gonçalves (São João Nepomuceno);
03. "Dedéia a Loba", de Carlos D´Carreira (Juiz de Fora);
04. "Eu já Bebi, não foi à toa", de Otávio Rodrigues de Paula (Juiz de Fora);
05. "Já dizia o meu Guru", de Adriano Brandão de Oliveira e Olímpio Brandão de Oliveira (Juiz de Fora);
06. "Marcha do Capital", de Carlos Fernando Cunha (Juiz de Fora);
07. "Nau em Alto mar", de Juan Felipe Souza Oliveira (Juiz de Fora);
08. "O Baile", de Adriano Brandão e Toinho Gomes (Juiz de Fora);
09. "Sem Tema nem Bandeira", de Ricardo Barroso (Juiz de Fora);
10. "Trem da Alegria", de Toinho Gomes e Mamão (Juiz de Fora);
11. "Tributo a Ministrinho", de Zezé do Pandeiro (Juiz de Fora);
12. "100 Anos de um Menestrel", de Jansen Narciso e Carlos Fernando Cunha (Juiz de Fora).

Literatura

“Dom Luciano, especial Dom de Deus” 

É um livro de 1.032 páginas, editado em Brasília/DF, após concurso público, pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal. Conforme Margarida Drumond de Assis, do processo inicial até à edição, foram quatro anos de trabalho, com pesquisas em Brasília, Mariana, São Paulo; em Bogotá, na Colômbia; e em Roma, Florença e Turim, na Itália, locais de referência sobre Dom Luciano.

A autora explica que “Dom Luciano, especial dom de Deus” possibilita uma maior proximidade com a vida de Dom Luciano Mendes de Almeida e sua caminhada na Igreja, desde 1947, com sua entrada na Companhia de Jesus (Jesuítas), até 2008, destacando-se as atuações como Bispo Auxiliar de São Paulo; Secretário-Geral e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB; Arcebispo de Mariana; e Vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM.

Segundo a escritora, o livro também apresenta um período dos mais significativos da Igreja no Brasil, desde a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em 1952, do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM, em 1955, passando pela realização do Concílio Vaticano II e o pós-Concílio, acompanhando os pontificados de Pio XII a Bento XVI.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ary Evangelista de Rezende Barroso (1903-1964)

Foi exatamente num domingo, 09 de fevereiro, há exatos 50 anos, que um dos compositores mais populares da nossa música faleceu, vítima de cirrose hepática. Era carnaval, ocasião mais que propícia para a despedida de alguém que criou sambas e marchas memoráveis e falou de um “Brasil bem brasileiro”: Ary Barroso (1903-1964). O neto dele Márcio Barroso, 54 anos, responsável pela Editora Aquarela do Brasil, que administra as músicas do avô (são cerca de 450), era muito garoto na época, mas tem lembranças do dia. Toda a família (Ary, a esposa, Ivonne, os filhos, Mariúza e Flávio, com os cônjuges e os cinco netos) morava num casarão de três andares na Ladeira Ary Barroso, no Leme, Rio de Janeiro, e ele se lembra da mãe chorando pelos cantos. “Minha mãe ficou muito triste, claro, e ela tentava esquecer arrumando as coisas, para se distrair – pegou o escovão e foi esfregar o chão da sala. É uma cena que ainda está forte na minha memória. Mas o engraçado é que não me recordo do enterro, do velório nem de quando meu avô foi para o hospital. Acho que eles tentavam proteger as crianças. Mesmo assim foi um dia realmente muito triste”, conta Márcio.

Nada de especial marcará o cinquentenário de falecimento de Ary, a não ser a chegada às lojas e sites especializados da caixa Brasil brasileiro, que traz 20 CDs com 316 regravações do autor de Aquarela do Brasil, No rancho fundo e Na baixa do sapateiro, e que foi lançada pela Novodisc/Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), em novembro.

Idealizado pelo professor de biologia, psicólogo e pesquisador paulista Omar Jubran, o box levou 12 anos para ser finalizado. Para ele, a MPB tem três pilares fundamentais: Noel Rosa, Lamartine Babo e o próprio Ary. Segundo Jubran, eles podem até não ser os melhores compositores do Brasil mas certamente foram os responsáveis por mudar a lírica da nossa música.

Linguagem rebuscada
No caso do artista mineiro, que nasceu em Ubá, na Zona da Mata, provavelmente pelo fato de ter se formado em direito, ele tinha uma linguagem bem rebuscada e acabou se tornando referência para outros artistas, caso de Tom Jobim, por exemplo. “Ary Barroso deu nova cor à música popular. Todas as boas composições brasileiras, sejam contemporâneas ou não, têm uma pitadinha tanto dele como de Noel e de Lamartine. Enquanto Noel Rosa se tornou uma espécie de repórter do Rio de Janeiro e Lamartine Babo falava por entrelinhas, Ary conciliou essas duas características e, mesmo utilizando palavras mais sofisticadas, fazia letras que eram assimiladas por qualquer pessoa. E ainda era excelente melodista. Juntou tudo isso e caiu no gosto popular”, destaca o pesquisador.

Além da caixa, que ganhou apenas 1 mil edições (e deve ser ampliada), Márcio Barroso avisa que há a intenção de fazer outras ações, como um documentário. Já que o acervo pessoal do avô (fotos, troféus, partituras, cachimbos e dois pianos) está sob a guarda da família, eles poderão até criar um museu. “No Brasil é tudo muito complicado. Quero que as pessoas voltem a se lembrar dele. É engraçado como o norte-americano sabe trabalhar isso muito bem e valoriza seus verdadeiros ícones. O brasileiro tem memória muito curta e, apesar de o nosso trabalho ser de formiguinha, vou fazer de tudo para que meu avô não seja esquecido”, enfatiza.

Márcio conta que, ainda que tivesse fama de ranzinza e mal-humorado, Ary Barroso era extremamente carinhoso em família, e não se importava com a bagunça que os cinco netos faziam, até brincava com a meninada. “Eu me lembro dele bem velhinho com um robe dentro de casa e uma das recordações mais marcantes foi uma tarde em que mamãe reuniu todos para assistir a um programa de televisão de que ele estava participando. Eu não entendia como vovô tinha ficado tão pequenino para caber dentro da TV”, diverte-se.

Memorial não saiu do papel
Em Ubá, onde Ary Barroso nasceu, ainda há parentes do compositor, além de uma preciosidade: o piano em que o artista aprendeu a tocar e que pertenceu a tia Ritinha, que o criou, quando ele ficou órfão de pai e mãe. A ideia é que o instrumento, tombado, vá para um memorial a ser construído na cidade. Por enquanto, o projeto da construção do espaço está parado. Em novembro, mês de aniversário do compositor, foi inaugurada uma estátua batizada de Ary Barroso ao piano, na Praça São Januário, como parte da programação do Prêmio Ary Barroso de Música, realizado anualmente no município.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de Ubá, Miguel Gasparoni, ex-presidente do Conselho do Patrimônio Cultural da cidade, é admirador do conterrâneo ilustre e lembra que, certa vez, foi até o Rio entregar uma cópia do registro original do nascimento de Ary Barroso para Mariúza, sua filha. Segundo o advogado, ela ficou tão emocionada que mostrou o enorme acervo de seu pai, a começar pelo piano onde ele compôs, em uma única noite chuvosa, Aquarela do Brasil. “Trouxemos todo esse material para Ubá, para montarmos o Memorial Ary Barroso, que seria na Praça da Estação, onde havia busto construído em homenagem a ele. Infelizmente, por falta de vontade política, até hoje o projeto não foi concretizado. Quando fui vereador e presidente da Câmara, propus a denominação da praça que se situa no trevo da rodovia Ubá-JF-Visconde do Rio Branco como Praça Aquarela do Brasil. Lá, plantamos ‘um coqueiro que dá coco’ e colocamos um monumento com a imagem em aço da Bandeira do Brasil e de um ‘mulato inzoneiro’. O espaço foi inaugurado por seu filho Flávio Rubens (já falecido)”, revela.
Fonte: www.uai.com.br

Literatura

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Túlio Maravilha

A camisa alvinegra não era a do clube que o consagrou. Ao contrário do famoso e mitológico número 7 do Botafogo, o número 999 era o que estampava as costas de Túlio Maravilha. Porém, ele representava mais do que o registro do atacante na súmula do confronto entre Araxá Esporte e Mamoré: fazia referência à maior motivação do artilheiro em continuar jogando com 44 anos: o milésimo gol, segundo as contas do jogador. Depois de uma verdadeira saga por vários times do Brasil e do mundo, ele veio neste dia 08 de fevereiro era o mais esperado na carreira do artilheiro.

Assim como Pelé e Romário, o milésimo gol saiu de bola parada. Aos 27 minutos do primeiro tempo, o árbitro da partida no estádio Fausto Alvim, casa do Araxá Esporte, marcou um toque de mão da defesa do Mamoré. Túlio Maravilha pegou a bola e ajeitou para bater. O goleiro Fabrício do time de Patos de Minas ainda tentou desestabilizar o camisa 999. Tranquilo, Túlio bateu no canto esquerdo e fez. Tirou a farda e mostrou o número 1000 na camisa. Dedicou o gol à esposa, aos filhos e para ele, claro, foi diferente de Pelé e Romário, que marcaram do lado esquerdo e Túlio, do lado direito.

Minas Gerais
A contagem do gol 1000 começou a partir de 500. E assim como o desfecho do projeto, o início de toda a saga pelo gol mil foi no interior de Minas durante o Campeonato Mineiro. Apesar de toda autoconfiança que lhe é característica e a certeza de que ele estar em campo é sinônimo de gol, o atacante adotou o projeto em 1999, quando vestia a camisa do Cruzeiro, contra o Democrata de Governador Valadares.

Depois do Cruzeiro foram 21 clubes e 418 gols, até o tento 999. A última vez que balançou as redes foi na vitória do Vilavelhense por 2 a 1 sobre o Linhares no estádio Virgílio Grassi, em Rio Bananal (ES).

Mais importante
O atacante não precisa nem de um segundo para responder qual gol é o mais importante entre os mil. Cobrança de falta de Sérgio Manoel pela esquerda. Jamir cabeceou para o chão e a bola encontrou o pé direito de Túlio. O artilheiro ajeitou e arrematou com a esquerda. Gol do Botafogo que abriu caminho para o título Brasileiro de 1995.

O lance foi rápido. A defesa do Santos nem reclamou. Mas, na hora da cabeçada, o artilheiro estava impedido. Lance polêmico na final e Tulio admite a irregularidade.

Mas polêmico
Aquele do dia 17 de julho de 1995 contou ainda com gol antes dos três minutos de jogo, falha de Tafarel no chute de Batistuta e a violência dos argentinos que terminaram o primeiro tempo com um a menos.

Com a entrada do zagueiro Ayala no lugar de Batistuta, a Argentina se trancou na defesa para tentar segurar o 2 a 1 que garantiria a vaga na final. Mas Tulio usou um artifício conhecido dos argentinos: impedido, o atacante dominou a bola com o braço esquerdo após cruzamento. Só o juiz viu a bola no peito de Tulio. Gol do empate em 2 a 2. Decisão por pênaltis, Tafarel se redimindo com duas defesas e Brasil na final.

Túlio ainda relembrou o gol de “futebol arte, tetracampeão” marcado de calcanhar na vitória do Botafogo por 4 a 1 contra o Universidad do Chile pela Libertadores de 1996, no Maracanã, um gol de bicicleta no início da carreira no Goiás e a meia bicicleta que deu o título da Série A2 do Campeonato Paulista para o São Caetano e a vaga na elite paulista.

Botafogo
Foram 28 clubes antes do Araxá, além da seleção brasileira. Apesar do início da carreira no Goiás, clube onde fez o maior número de gols – 187, a grande identificação de Tulio é com o Botafogo. Pelo alvinegro carioca foram 167 gols, duas artilharias no Campeonato Brasileiro da Série A e um título nacional.

Em 2013, foi criado o projeto "Túlio a 1000 - 7 Gols de Solidariedade" em que ajudaria o jogador a fazer o milésimo com a camisa 7 alvinegra. Não vingou, segundo o atacante, por causa do próprio clube. Mesmo com os problemas, a intenção era fazer o milésimo com a camisa do time carioca.

- O objetivo, a princípio, era fazer este gol com a camisa do Botafogo, pela identificação e por ser um ídolo do clube, O ideal era ter feito lá. Mas houve um desentendimento e o sonho não foi possível – lamentou.

Milésimo?
Tulio Maravilha tem certeza que fez mil gols. Para o artilheiro, o primeiro gol dele com a camisa do Araxá é a cereja do bolo de uma relação com as redes que poucos tiveram. O atacante lembrou ainda que não foi só a contagem dele que gerou dúvida.

Para os críticos, o atacante do Araxá fez questão de relembrar alguns os feitos da carreira, entre eles, o que ele chama de “Hexa artilheiro do Brasileirão”.

Túlio foi artilheiro por três vezes do Brasileiro em três divisões diferentes. Uma pelo Goiás e duas pelo Botafogo pela Série A, uma vez artilheiro da Série B, pelo Vila Nova - GO, e duas vezes da Série C com o Brasiliense e com o Vila Nova-GO. No total foram mais de 220 gols.

Fim de careira
Independente do milésimo gol, Tulio tem um contrato de cinco jogos com o Araxá e, possivelmente, entrará em campo no confronto entre o Araxá e o Nacional de Uberaba, na próxima rodada do Módulo II do Campeonato Mineiro. Se vai aposentar após o contrato, Tulio não sabe. Mas sabe que, após o fim da carreira, vai atacar em outros campos.

- Vou me transformar em comentarista. De certa forma vou continuar no futebol – concluiu.
Fonte: www.globoesporte.com


Literatura

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Willys Overland

                                          Rural Willys
A Rural Willys é um utilitário que foi produzido pela Willys Overland nas décadas de 1950, 1960 e 1970 no Brasil. Na década de 1970, passou a ser produzida pela Ford do Brasil, que comprou a fábrica da Willys em 1967, mantendo inalterados o nome Rural e praticamente todas as características do veículo.
Foi lançado nos Estados Unidos em 1946 com o nome de Jeep Station Wagon, tendo sido o primeiro veículo do tipo com a carroceria toda em metal, em contrapartida às carrocerias de madeira, então comuns. Com pequenas diferenças, foi produzido também em outros países como o Japão, onde foi fabricado pela Mitsubishi, com o nome J37 e a Argentina, onde foi fabricado pela Kaiser e é conhecido como Estanciera. O modelo brasileiro foi redesenhado em 1960 utilizando como inspiração a arquitetura moderna de Brasília, em construção na época. Este desenho acompanhou a Rural até o encerramento de sua produção em 1977.
No Brasil foram produzidas versões com tração 4X4 e 4X2, com motores a gasolina de seis cilindros em linha e cilindrada de 2.6 ou 3.0 litros (opcional). O motor de 2.6 litros, ou 161 polegadas cúbicas, foi o primeiro motor a gasolina fabricado no Brasil e também equipava outros veículos da fábrica Willys, como o Jeep e o Aero. O motor 3.0, utilizando o mesmo bloco, equipava o Itamaraty. A partir do segundo semestre de 1975, até o final da produção, em 1977, a Rural foi fabricada com motor Ford, denominado OHC, de quatro cilindros e 2.3 litros de cilindrada. Em todas as versões, tinha potência aproximada de 90 hp (cavalos-vapor), adequada à época e características do veículo.
A Rural Willys pode ser considerada "avó" dos atuais utilitários esportivos existentes, pois era um veículo com espaço para a família, mas robusto e com vocações off-road, ou seja, capaz de enfrentar ruas e estradas de terra, lama ou mal conservadas.
Em 1961 entrou em linha a versão picape da Rural, chamada de Pick-Up Willys ou Pick up Jeep e, posteriormente, F-75. A versão militar, amplamente utilizada pelas Forças Armadas do Brasil, denominava-se F-85. Na Argentina, este modelo foi conhecido como Baqueano. A F-75 manteve-se em produção pela Ford do Brasil até 1981.

Literatura

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Túlio Maravilha

Jogador reforça Araxá e poderá marcar "milésimo gol" no Campeonato Mineiro do Módulo II
Depois de três meses de negociação, o Araxá concretizou a contratação do atacante Túlio Maravilha. O presidente do clube, Dailson Lettieri confirmou o acordo com o jogador graças a uma parceria com o Grupo Zema. O jogador de 44 anos chegará a Araxá na terça-feira, 04/02, para ser apresentado à imprensa, assinar contrato e se integrar ao grupo comandado por Eugênio Souza. O Araxá poderá ficar marcado como o clube onde Túlio marcou o ‘milésimo gol’ de sua carreira. Nas contas pessoais do artilheiro, 999 já estão contabilizados.

Túlio assinou com o Grupo Zema um acordo para defender o Araxá em seis jogos do Módulo II do Mineiro e será o garoto-propaganda do Grupo Zema em campanhas publicitárias ligadas à Copa do Mundo. A empresa é dirigida pelo empresário Ricardo Zema e atua nos segmentos de lojas de eletrodomésticos, postos de gasolina e agências de veículos.

O Araxá estreará no Módulo II do Mineiro neste domingo (02/02), contra o Montes Claros, fora de casa, e na quarta-feira receberá o Uberlândia no Fausto Alvim. Tudo indica que a estreia de Túlio será no sábado, dia 8 de fevereiro, contra o Mamoré de Patos, em Araxá, pela terceira rodada.

Esta será a segunda passagem de Túlio pelo futebol mineiro. Em 1999, ele jogou pelo Cruzeiro e curiosamente marcou o gol 500 com a camisa azul, na partida contra o Democrata, em Governador Valadares, pelo Campeonato Mineiro. Ao todo, foram sete jogos (seis oficiais e um amistoso) e quatro gols pelo clube. O jogador foi revelado pelo Goiás e viveu seu auge no Botafogo, entre 1994 e 1996, período em que também defendeu a Seleção Brasileira.
FONTE: www.uai.com.br

Literatura

"Operação Banqueiro"

A história de como o banqueiro Daniel Dantas foi preso e libertado acusando seus acusadores
Um acontecimento inusitado assombrou o Brasil em 2008: o poderoso e enigmático banqueiro Daniel Dantas foi preso pelo delegado federal Protógenes Queiroz, por ordem do juiz Fausto De Sanctis, e conduzido algemado para uma cela comum, acusado de vários crimes. Mas logo depois foi libertado, por ordem do então presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, Gilmar Mendes. As provas da investigação foram anuladas. O delegado foi afastado de seu trabalho e elegeu-se deputado. O juiz deixou sua vara e assumiu o cargo de desembargador no Tribunal Regional Federal, mas em área sem relação com crimes financeiros, sua especialidade. O que teria acontecido? Neste livro, que se lê como um thriller policial, o repórter investigativo Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, desvenda toda a história, com a revelação de aspectos inéditos, documentos e segredos.
Fonte: www.livraria.folha.com.br